Setor de equipamentos usados trabalha focado na modernização

Equipamentos - Modernização do setor busca superar perfil familiar das empresas

Mesmo convivendo com traços familiares, o setor de compra e venda de equipamentos usados trabalha focado na modernização.

A estratégia busca ampliar o leque de ferramentas de gestão visando otimizar, facilitar e agilizar seus processos, inserindo cada vez mais as operações na economia da informação.

Essa, em particular, representa o principal combustível do radar informal por meio do qual as empresas se orientam, inclusive geograficamente, para vasculhar o mapa das melhores oportunidades de compra, de acordo com o core business de cada uma delas, que também inclui a venda de sucata.

“A venda de equipamentos usados vem se tornando mais organizada e profissional; as plataformas digitais estão se expandindo a cada dia mais, devido à praticidade e segurança que podem nos oferecer”, avalia Roberta Bosignoli, gerente de operações e de desenvolvimento de negócios da EquipNet.

A empresa funciona como um marketplace internacional que aprimora as operações, ao colocar em prática ferramentas disruptivas, ancoradas na inteligência artificial.

Recentemente, por exemplo, a empresa atuou no fechamento de uma indústria farmacêutica, em São Paulo, com a venda automática de mais de 250 itens, antes mesmo do encerramento da produção da fábrica.

Os equipamentos usados foram adquiridos por um comprador que estava construindo uma nova planta e acabou ganhando tempo na conclusão do seu projeto, como informou Bosignoli.

Na Fórmula, quase 100% da captação de clientes ocorre virtualmente, apoiada em plataformas e redes sociais que facilitam resolver dúvidas.

Para isso, são enviadas ao comprador fotos e vídeos, inclusive dos equipamentos em funcionamento, além de informações detalhadas sobre suas especificações técnicas.

O objetivo é facilitar a decisão do cliente, na hora da compra, explica Raul Santucci, gerente comercial da empresa, lembrando que a operação proporciona também ganho de tempo e dinheiro, ao reduzir o deslocamento dos gestores.

“Estamos sempre de olho no mercado para aquisição, tanto de empresas que desativaram os equipamentos, como em leilões e parceiros do ramo.

No geral, procuramos localizar máquinas cujo perfil atenda a maior gama possível de indústrias, mas visamos principalmente as da área química, farmacêutica e de alimentos, pois utilizam equipamentos semelhantes.

Hoje, a maior parte de nossas negociações ocorre por intermediações, principalmente da Will Máquinas, que possui mais de três mil peças em estoque”, conta Santucci.

As intermediações ocorrem com mais frequência quando a empresa não dispõe de produtos em estoque. Para isso, coloca em prática seu know-how e utiliza seus contatos, visando atender às demandas de todos os clientes.

Seu portfólio contempla mais os equipamentos de mistura para líquidos, massas e pó. Dentre esses, destaca-se a oferta de tanques misturadores, ribbon blenders e misturadores sigma.

“Esses equipamentos representam cerca de 50% das nossas vendas”, informa.

A Jemp abastece seus estoques de máquinas e equipamentos principalmente pela aquisição de plantas industriais completas.

Utilizando-se de equipe especializada, a empresa desmonta a estrutura e transporta as peças para seu depósito, onde são submetidas a teste, limpeza, revisão e pintura, antes de serem oferecidas ao mercado, relata o sócio-fundador José Cavalcanti, lembrando que as vendas são voltadas principalmente para a indústria química.

Química e Derivados - Equipamentos - Modernização do setor busca superar perfil familiar das empresas ©QD Foto: iStockPhoto
José Cavalcanti da JEMP

Dentre os produtos mais procurados na companhia, destacam-se os reatores, tanques e misturadores, todos fabricados de aço inox.

Oferece também uma linha ampla de máquinas, equipamentos e acessórios, diferenciados pela agilidade na entrega e opção de locação.

Cavalcanti considera que o uso de plataformas digitais tende a crescer no setor, principalmente no alinhamento de negócios e desenvolvimento de clientes via mídias sociais.

Contudo, em sua opinião, as visitas técnicas aos equipamentos usados ainda são indispensáveis, a fim de proporcionar segurança e assertividade nas decisões de compra dos clientes, justifica.

Ao menos duas vezes por ano, a Expomaq entra na disputa pela aquisição de equipamentos usados, via leilão de massa falida de empresas, modalidade que corresponde, atualmente, a cerca de 30% de suas compras, como informou o diretor comercial Felipe Antonicci Exposito.

Por sua vez, as vendas por meio de leilões chegam a 60% do total. Os outros 40% ficam por conta de venda de material de estoque e prestação de serviços (veja box).

Em um desses concorridos eventos, a empresa entrou na disputa pela aquisição da massa falida de uma antiga tecelagem, em Americana-SP, cuja infraestrutura de produção aparentemente não tinha correlação com o core business da Expomaq.

Mesmo assim valeu apena, pois acabou arrematando quatro silos de 70 mil litros, uma gama de equipamentos voltados à indústria química e mais de um milhão de toneladas de sucata metálica, incluindo peças descartadas de aço inoxidável e de alumínio, conta Exposito.

“Alguns itens foram vendidos no próprio local de desmonte e outros nós transportamos para o nosso pátio, de seis mil metros quadrados, em Suzano-SP”, afirmou.

A desmontagem total consumiu um ano e meio de trabalho de sua equipe de especialistas, muitos dos quais contratados por tarefa, conforme o ciclo dos negócios.

Mas oportunidades como essa não surgem por acaso, segundo as empresas, mas do resultado de um intenso trabalho de equipes que, em tempos de home office, mobilizaram competências e habilidades para interagir com o mercado, para captar novos negócios.

Nessas e em outras operações, cada empresa utiliza um mix de ferramentas de e-commerce a fim de veicular inserções comerciais online, em interface com diversas redes de comunicação, conforme relatos das fontes. Websites, Google e WhatsApp e outros compõem o arsenal midiático acionado com maior frequência pelas empresas para trocas e compartilhamentos de informações visando comprar e vender equipamentos usados.

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