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Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação debate temas que tornam o processo industrial e a sociedade mais sustentáveis

Quimica e Derivados
26 de setembro de 2019
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    Química e Derivados - Indústria química cria alternativas para capacitar os profissionais às necessidades do mercadoQuímica e Derivados - Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação debate temas que tornam o processo industrial e a sociedade mais sustentáveis

    Painéis serão realizados no Auditório do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos, no Rio de Janeiro

    O Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação chega a sua quinta edição em 2019. O evento será realizado nos dias 30 e 31 de outubro, no Auditório do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos (Senai Cetiqt), localizado no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na capital fluminense, e que será inaugurado na manhã do primeiro dia de programação.

    O Seminário tem o objetivo de promover a integração entre empresas, universidades, centros de pesquisa, instituições de fomento, formuladores de políticas tecnológicas e industriais, além de estimular o debate em busca de soluções para promover o desenvolvimento da indústria e sociedade. Esta edição terá em sua programação os painéis: “Mobilidade Urbana: Oportunidades e Desafios – Visão Brasil”, “Intensificação de Processos”, “Química do CO2” e “Contribuições do Setor Químico para a Criação de uma Economia Circular”.

    A abertura do evento será feita presidente do Conselho Diretor da Abiquim, Marcos De Marchi. Ainda no primeiro dia do seminário, 30 de outubro, será realizado o painel “Mobilidade Urbana: Oportunidades e Desafios – Visão Brasil”. No dia 31 de outubro, a programação contará com os painéis: “Química do CO2”, “Intensificação de Processos” e “Contribuições do Setor Químico para a Criação de uma Economia Circular”. Segundo o coordenador da Comissão Temática de Tecnologia da Abiquim e gerente de Tecnologia & Inovação da área de Especialidades Químicas da Braskem, Rafael Pellicciotta, os temas foram definidos com base na importância desses assuntos para a indústria química e sociedade.

    No painel “Mobilidade Urbana: Oportunidades e Desafios – Visão Brasil” os participantes abordarão como o setor químico pode contribuir para superar os desafios de diminuir o consumo dos derivados de petróleo no transporte rodoviário e atender aos requisitos ambientais cada vez mais rígidos.

    Segundo Pellicciotta, que também será responsável pela coordenação do painel, o tema foi escolhido por ser atual e com impacto direto nas cadeias produtivas. “Entre 2012 e 2018, segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), foram comercializados 10,6 mil carros elétricos. E segundo a ABVE, o setor deve crescer de 300% a 500% nos próximos cinco anos”, explica. O coordenador da Comissão de Tecnologia da Abiquim afirma: “a sociedade está evoluindo e as cidades estão cada vez mais utilizando tecnologias inteligentes e oferecendo mais qualidade de vida para a população. A redução da emissão de gases do efeito estufa é um dos principais desafios das cidades inteligentes e, nesse contexto, os meios de transporte produzidos são mais modernos, o que ajuda na redução das emissões de CO2”.

    A programação do segundo dia será aberta pelo painel “Química do CO2”, no qual será debatido o uso do CO2 como matéria-prima. “A discussão será promovida para auxiliar as empresas da indústria química a entenderem o gás carbônico como matéria-prima de baixo custo e abundante. Um dos benefícios dessa evolução seria a captura do CO2 com consequente redução de seu impacto no efeito estufa”, explica Pellicciotta. O painel será coordenado pela pesquisadora do Laboratório de Catálise do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Lucia Appel.

    Palestrantes internacionais

    A “Intensificação de Processos” é o termo usado para definir processos de produção mais eficientes e com menor número de etapas e, consequentemente, menos tempo e menos volume, o que impacta na competitividade das empresas. “Na indústria química, por exemplo, no desenvolvimento de novos produtos, que ainda não têm grande escala, um processo intensificado de produção pode levar a investimentos menores por tonelada de produto”, informa Pellicciotta.

    Segundo o coordenador de Engenharia de Processos do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos (Seni Cetiqt), João Bruno Valentim Bastos, que será responsável pela coordenação do painel, a redução do tamanho dos principais itens de uma planta química, como reatores, trocadores de calor e separadores, também resulta na queda dos custos dos equipamentos individuais. “Outra economia considerável está relacionada às despesas de instalação e manutenção e resultam no emprego de menores tubulações, engenharia civil e estruturas de suporte, entre outros itens. Ademais, com a redução de escala de tamanho, as plantas adquirem mobilidade, podendo-se, em tese, transportar o processo para a localidade de interesse, seja para ficar perto das matérias-primas, do mercado consumidor ou onde se pagam menos impostos”, afirma Valentim Bastos.

    Este painel tem confirmada a participação de dois palestrantes internacionais: o diretor de Pesquisa do Laboratório de Engenharia de Processos Catalíticos, da França, e doutor em Química Organometálica pela Universidade de Estrasburgo, Claude De Bellefon; e o diretor da Ehrfeld Process Technology, de Xangai, e doutor em Engenharia de Processos Químicos pela Universidade de Tecnologia de Clausthal, na Alemanha, Rafael Kuwertz. O Brasil será representado no painel pelo engenheiro químico com MBA pela Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e sócio diretor do Grupo AS Resinas, Bernardo da Costa Monteiro Mello.

    O painel “Contribuições do Setor Químico para a Criação de uma Economia Circular” abordará modelos de processo produtivo sustentável, nos quais o resíduo gerado tem valor e pode ser transformado em novos produtos, o que demanda um movimento de reeducação da indústria, seus parceiros e sociedade.

    Segundo o coordenador da Comissão Temática de Tecnologia da Abiquim, Rafael Pellicciotta, apesar de ser novidade no debate da sociedade, o assunto é uma preocupação de alguns setores da indústria há algumas décadas. “Podemos encontrar bons exemplos disso no segmento de papeis, papelão, alumínios, PET, lubrificantes e pneumáticos, áreas onde existem grandes indústrias de reciclagem. Também vale destacar a adesão das empresas a compromissos públicos, que mobilizam toda a cadeia onde atuam na busca por processos de produção circulares”.

    O “Seminário Abiquim de Tecnologia e Inovação 2019” tem o patrocínio da Ambipar, Croda, Elekeiroz, Rhodia Solvay, Umicore e Unipar. As inscrições para o Seminário podem ser feitas no site da Abiquim (www.abiquim.org.br).



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