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5 de agosto de 2015

Segurança: Marco regulatório deve orientar perfuração de poços no setor offshore

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Publicado por: Bia Teixeira
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    Dos 380 incidentes reportados em sondas, os relacionados a poços somam 117, dos quais 99 referentes a problemas de integridade do BOP (blow out preventer), conjunto de válvulas usado para selar, controlar e monitorar o fluxo de fluidos dos poços de petróleo e gás. Também houve 15 eventos de kicks, quando a formação (reservatório) começa a expulsar fluido do poço – primeiro sinal de que pode ocorrer um blowout, ou seja, vazamento descontrolado de hidrocarbonetos devido a alguma falha no sistema de controle de pressão. Se o BOP não funcionar, pode ocorrer um dano de graves proporções, tal como aconteceu em 2010, no Golfo do México.

    O número elevado de shutdowns (paralisação provisória ou permanente de um poço) e falhas de BOP, assim como os números relativos a ferimentos e mortes, é um sinal de alerta quanto à segurança offshore nas sondas marítimas.

    O novo marco vai ajudar a reduzir estes incidentes. Mas caberá às petroleiras conduzir a indústria de perfuração para um novo patamar, uma vez que, no Brasil, assim como em outras partes do mundo, as entidades reguladoras entendem que o operador da concessão é o ente responsável por avaliar e monitorar permanentemente as atividades de E&P, bem como tomar decisões e implementar as medidas necessárias para manter o mais baixo possível o nível de risco de suas operações.

    Quanto maior a autonomia decisória das operadoras, alinhadas com as melhores práticas da indústria, maior a responsabilidade que recai sobre elas. Daí a necessidade de a petroleira impor ao prestador de serviços de perfuração as suas regras de segurança, atendendo todos os requisitos de um novo marco regulatório. “Nenhuma regulamentação nova é aceita com facilidade por parte da indústria. É necessário um período de aprendizado”, observa Luiz Fernando Oliveira.

    Química e Derivados, Ferimentos graves em incidentes operacionais-Fatalidades em incidentes operacionias
    Segundo ele, embora tudo o que é novo traga sempre uma reação, a indústria de petróleo e gás, incluindo o setor de perfuração, está tendo a oportunidade de colaborar na elaboração da regulamentação, não somente em encontros e seminários fechados, como também na audiência pública que ainda vai ser marcada (para este ano, segundo relatório da ANP, citado acima).

    “A indústria vai ter que se adaptar. Certamente haverá alguma resistência e dificuldades no começo, inclusive para a própria ANP, que tem uma equipe capaz, porém pequena, a meu ver, para a magnitude da tarefa a ser realizada”, avalia o vice-presidente da DNV GL. “Creio que esse novo marco será um desafio para ela também, mas a experiência bem-sucedida com a implementação do SGSO é uma boa indicação da sua capacidade para superar mais este desafio”, conclui.


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