Segurança comportamental ganha relevância na prevenção de acidentes em indústrias químicas

Química e Derivados, Segurança comportamental ganha relevância na prevenção de acidentes em indústrias químicas - Abiquim ©QD

Tema vem sendo abordado não apenas pelas empresas, mas também na academia

Em 28 de abril, celebrou-se o Dia Mundial da Saúde e Segurança no Trabalho, e a indústria química teve motivos para comemorar. Com o Programa Atuação Responsável®, o setor registrou uma expressiva redução na taxa de frequência dos acidentes. Um dos pontos nos quais a Comissão de Segurança, Saúde e Higiene do Trabalhador (SSHT) da Abiquim vem trabalhando para garantir a melhoria contínua das indústrias químicas nesse sentido é a Segurança Comportamental.

Na opinião do coordenador da Comissão de SSHT da Abiquim, Ilerson de Mello, o comportamento humano – correto ou incorreto – tem um importante peso na equação dos acidentes de trabalho. Para Mello, uma abordagem assertiva do tema depende de um bom conhecimento do que os especialistas chamam de “behaviorismo” ou “comportamentalismo”.

O psicólogo norte-americano Burruhs Skinner é um dos pioneiros no estudo sobre o assunto e criador dos princípios e da base de grande parte da abordagem comportamental. Skinner desenvolveu o sistema de Condicionamento Operante, explicando que quando um comportamento é seguido de uma experiência positiva, essa ação se repete. A experiência da Caixa de Skinner (ver box) se tornou o ponto de partida para abordagens mais alinhadas do comportamento no trabalho, considerando todas as interações internas e externas ao ambiente laboral.

Segundo Ilerson de Mello, as ferramentas e metodologias de análise de acidentes e incidentes mais utilizadas pela indústria já têm condições de identificar os componentes comportamentais que contribuíram de forma significativa para um determinado evento, mas as ações corretivas costumam focar pontos específicos de ocorrências passadas. “Desvios de comportamento devem ser tratados de maneira assertiva e objetiva, mas os profissionais de SSHT devem estar preparados para adotar abordagens sistêmicas de prevenção, buscando o alinhamento do comportamento. Assim como na bem-sucedida experiência de Skinner, quando valorizamos sistematicamente os bons comportamentos e corrigimos aqueles em desvio, os resultados são colhidos”, destaca Mello.

De acordo com o diretor técnico da Apollus EHS Solutions, empresa especializada em apoiar as organizações na implementação de sistemas de gestão em saúde, segurança e meio ambiente (SSMA), Clayton Schultz, a segurança comportamental consiste na aplicação dos conhecimentos de diversas áreas que estudam o comportamento humano – psicologia, antropologia, pedagogia, ergonomia, higiene, engenharia de segurança – nas questões de segurança do trabalho, visando à prevenção e redução de acidentes. Para melhorar a consciência e a percepção do risco nas atividades com exposição, são utilizadas tecnologias e ferramentas para reforçar comportamentos positivos e seguros.

As bases da segurança comportamental são fundamentadas na transformação de crenças e valores das pessoas, que buscam mudar de uma cultura dependente (de supervisão necessária) para uma cultura interdependente (solidária, de trabalho em equipe), em que há ajuda mútua na prevenção aos riscos. Na opinião do especialista, assim, a adoção do Processo de Segurança Baseada no Comportamento viabiliza a minimização de erros, a melhoria da disciplina e a confiabilidade operacional, por meio da adoção de observações e abordagens comportamentais e da remoção de barreiras que originam comportamentos de risco.

Segundo Schultz, que também é instrutor do Curso Segurança Baseada no Comportamento, oferecido pela Abiquim, nas empresas em que está implantado, o processo abrange a compreensão, a mudança e/ou a manutenção dos padrões de comportamento preventivo, e o reforço à educação e aos comportamentos seguros. “A adoção dos princípios, premissas e conceitos do Processo de Segurança Baseada no Comportamento reforça as crenças e valores que constroem uma cultura preventiva evolutiva na empresa, e que norteará o comportamento das pessoas da organização. Para o caso das indústrias químicas, cujo potencial de risco é elevado pela diversidade e criticidade dos riscos, a implementação e desenvolvimento do processo é fundamental e uma questão de sustentabilidade empresarial”, afirma Clayton Schultz.

De acordo com o diretor técnico da Apollus EHS Solutions, implementações bem-sucedidas do Processo de Segurança Baseada no Comportamento dão conta de uma redução média de 30% dos acidentes só no primeiro ano. Segundo Schultz, o retorno do investimento em prevenção também é significativo: “para cada dólar investido, o retorno chega a ser de 10 a 25 dólares, devido à redução de erros e à melhoria da confiabilidade operacional”.

De fato, como há uma melhoria significativa de performance em SSMA. Estudos recentes do World Economic Forum e do Lausanne Institute of Management (IMD) demonstram que os países mais competitivos estão também entre os mais seguros, conforme o gráfico (Table 9, no original):

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Com relação ao ensino acadêmico sobre segurança comportamental, o professor Ricardo Metzner afirma que o assunto não está inserido de forma explícita nos conteúdos que ele ministra, no entanto, existe uma busca pela formação de bons profissionais da Engenharia de Segurança, que saibam se antecipar, identificando as condições perigosas e controlando os riscos associados, que saibam interferir e agir em situações que se caracterizem como riscos intoleráveis. Metzner é professor convidado dos cursos de Engenharia de Segurança e de Higiene Ocupacional do Programa de Educação Continuada da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Pece-EPUSP), do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás (Prominp) e dos cursos do Global Mining Industry Risk Management (G-MIRM) nos módulos 3, 2 e 1, respectivamente para gerência, supervisão e todos os funcionários. Na Fundação Vanzolini, é professor no Curso de Gestão de Segurança de Processos Industriais (CGSPI).

Segundo Metzner, no curso de Engenharia de Segurança do Trabalho da USP há disciplinas como Psicologia do Trabalho, Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho e Gerenciamento de Riscos, nas quais a segurança comportamental está presente, com nuances específicas relacionadas ao erro humano e ao desenvolvimento da cultura de prevenção. Já nos módulos dos cursos do G-MIRM, ministrados inicialmente pela Universidade de Queensland (Austrália) e aplicados pela Escola Politécnica da USP, são desenvolvidos os mesmos assuntos, mas com abordagens específicas, de acordo com o público ao qual o módulo é destinado: alta liderança, gerência, supervisão ou todos os colaboradores.

Metzner afirma que também é destacada na formação de seus alunos o desenvolvimento da capacidade de reconhecer condições, ações e comportamentos que sejam potencialmente danosos e de intervir nesses casos com uma abordagem construtiva, ressaltando os pontos positivos e mostrando aos trabalhadores o quê e o por quê algo deve ser melhorado. Para o professor, isso faz com que o objeto da intervenção se torne partícipe do desenvolvimento da segurança no local de trabalho. Na opinião do acadêmico, é preciso também que esses profissionais saibam “vender” ideias, ações e projetos que visem à prevenção de acidentes com abordagens apropriadas e diferenciadas, que atinjam todos os níveis hierárquicos da organização. Para Metzner, “essas pessoas devem ser exemplos vivos das ideias que divulgam”.

Na opinião do professor, o principal desafio a ser enfrentado tanto pela academia quanto pela indústria e autoridades governamentais é o mesmo no campo da segurança comportamental: entendê-la como valor. “É preciso deixar de ver segurança como um estorvo ou uma fonte de despesa e passar a vê-la como vantagem competitiva e questão essencial para a sobrevivência”, ressalta.

Programa Atuação Responsável®: Segurança Comportamental é tratada pela indústria química há décadas

Admitindo a importância da segurança comportamental para a garantia da proteção aos trabalhadores e às próprias instalações, Ilerson de Mello, coordenador da Comissão de SSHT da Abiquim, afirma que a indústria química reconhece o valor que há em se construir um processo de desenvolvimento e perenização de comportamentos seguros, mas sabe também que não existe uma fórmula, programa ou processo infalível e absolutamente abrangente. “A Comissão de SSHT discute as práticas de sucesso no campo da segurança, saúde e higiene industrial, o que inclui as mais diversas abordagens relacionadas à segurança comportamental”, destaca.

Com essas ações, associadas às demais recomendações do Sistema de Gestão do Programa Atuação Responsável® – iniciativa voluntária da indústria química mundial, gerida no Brasil pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), destinada a demonstrar seu comprometimento com a constante melhoria de seu desempenho em saúde, segurança, meio ambiente e sustentabilidade – o índice de acidentes com afastamento do trabalho vem se mantendo em redução ao longo dos últimos nove anos, tanto para pessoal próprio como para os contratados. De acordo com o levantamento mais recente da Abiquim, a frequência de acidentes com afastamento caiu de 3,98 ocorrências por milhão de horas de exposição em 2006 para 1,69 ocorrências por milhão de horas de exposição em 2014.

Química e Derivados, Segurança comportamental ganha relevância na prevenção de acidentes em indústrias químicas - Abiquim ©QDAssim, também caiu a frequência de acidentes sem afastamento, de 10,52 ocorrências por milhão de horas de exposição em 2006 para 4,04 ocorrências por milhão de horas de exposição em 2014, uma redução de 62%.

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Os dados da Abiquim também mostram uma queda expressiva, de 78%, na taxa de gravidade dos acidentes, entre 2006 e 2014. Nos últimos dois anos do levantamento, não foram registrados acidentes com fatalidades.

Visando fortalecer a capacitação de colaboradores da indústria química brasileira para o atendimento aos requisitos do Sistema de Gestão do Atuação Responsável, a Abiquim promove cursos específicos sobre os temas do Programa.

E com o objetivo de estender os bem-sucedidos conceitos da segurança comportamental à sua cadeia de valor, a Abiquim instituiu o Programa Olho Vivo na Estrada, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor). O projeto tem o objetivo de prevenir atitudes inseguras no transporte de produtos perigosos por meio da conscientização dos motoristas e tem por meta a redução no número de acidentes nas estradas com produtos químicos. O treinamento dos motoristas profissionais é ministrado pelo Sest/Senat e tem o apoio da Associação Brasileira do Comércio de Produtos Químicos (Associquim), da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC), da Associação Brasileira do Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), da Federação dos Transportadores de Carga do Estado de São Paulo (Fetcesp) e do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Estado de São Paulo (Setcesp).

Também na linha de logística, armazenamento e transporte de produtos químicos por terceiros, a Abiquim gerencia o Sassmaq – Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade, que padroniza os processos de auditoria a fim de garantir que as prestadoras de serviço realizem suas operações de maneira segura, com qualidade e respeito às legislações específicas, preservando a segurança dos colaboradores, do público e do meio ambiente.

Passando das esferas industrial e acadêmica, a questão da segurança no trabalho é debatida também no âmbito do Governo Federal. Para a coordenadora de Saúde e Segurança do Trabalho da Frente Parlamentar da Química, deputada federal Moema Gramacho, “os resultados apresentados pela indústria por meio dos indicadores do Programa Atuação Responsável® têm indicado um esforço de investimento e desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias, bem como de capacitação dos funcionários das empresas”.

A assinatura do termo de compromisso com o Programa Atuação Responsável® é condição para que uma empresa se associe à Abiquim. Hoje, as indústrias químicas associadas são responsáveis por mais de 80% de todo o faturamento do setor no País.

O Sistema de Gestão do Programa Atuação Responsável® exige que as empresas definam níveis de proteção suficientes para evitar que uma falha, incluindo a possibilidade de erro humano, evolua para um cenário crítico. Para isso, recomenda estabelecer, implementar e manter procedimento para avaliação comportamental, além de implementar ferramentas que visem ao estímulo e avaliem o comportamento adequado e seguro das pessoas dentro e fora da empresa. O Sistema de Gestão também exige da empresa a promoção, em todos os níveis, do senso de responsabilidade individual e de prevenção com relação a saúde, segurança e meio ambiente, e a identificação dos desvios, a avaliação e realização das correções necessárias e a melhoria contínua na capacitação dos trabalhadores e em seu comportamento e/ou motivação.

Na opinião de Moema Gramacho, o trabalhador deve conhecer quais são os perigos e os riscos associados à atividade que está desempenhando e a empresa deve ter a obrigação de informá-los de forma continuada, revisando-os sempre que necessário. “A partir dessa premissa, o trabalhador tem a condição de saber quais são os procedimentos que devem ser seguidos e quais equipamentos de segurança deve portar ou estar instalados no local onde vai atuar”, ressalta. Para a deputada, o funcionário deve também procurar sempre aperfeiçoar a relação de trabalho, auxiliando na criação de um ambiente de transparência e confiança com seus líderes, podendo assim questionar os processos, contribuindo para sua melhoria. “A organização dos trabalhadores também é fundamental para exigir das empresas a melhoria contínua nas condições de trabalho”, lembra a deputada.

Empresas comprovam o valor do investimento em Segurança Comportamental

De acordo com Ilerson Mello, as grandes organizações mantêm programas de segurança comportamental. “O formato, a abrangência e a dimensão são distintos, mas em nossa opinião, é assim que deve ser. O programa que se consolida como um grande sucesso em uma organização pode ter resultados inexpressivos em outra”, avalia. Para Mello, há uma série de fatores que influenciam no sucesso de um programa de segurança comportamental, como diferenças de história da empresa, experiências, cultura interna, perfil da população laboral, questões regionais, etc. “A construção de um programa de sucesso deve considerar essas diferenças, mantendo sempre um lastro na abordagem científica”, ressalta.

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Segundo o coordenador da comissão da Abiquim, os resultados da implementação de um programa de segurança comportamental são absolutamente mensuráveis, desde que a organização mantenha ferramentas de análise de acidentes e incidentes que possam identificar claramente as causas com fundo comportamental.

Um exemplo de projeto de conscientização por meio da segurança comportamental é o Programa Anjo da Guarda, da Basf. Criada em 2011, a iniciativa estimula o cuidado mútuo entre os colaboradores, bem como a adoção de um senso crítico na análise dos comportamentos e condições ambientais relacionados às tarefas diárias. “O objetivo do Programa Anjo da Guarda é promover e estabelecer padrões técnicos e comportamentais mais elevados para a prevenção de acidentes”, afirma Bert Neumeier, diretor de Segurança, Meio Ambiente e Sistemas de Gestão da Basf na América do Sul.

Com metodologia simples, um colaborador é escolhido pela unidade para, durante um período, auxiliar e orientar os colegas com relação ao comportamento seguro, observar e apontar situações que signifiquem riscos ao trabalho, com foco nos detalhes das atividades. Ao final dessa temporada, ele registra em seu diário as recomendações para a melhoria dos aspectos de segurança como um todo. “Essas observações são utilizadas como referência na reunião com o time do ‘colaborador-anjo’, que ocorrerá no final do seu período de participação no programa. Elas também podem ser divulgadas em quadros de aviso, e-mails ou utilizadas pela liderança na definição de ações específicas”, complementa Neumeier.

De acordo com informações da empresa, essa iniciativa reduziu em mais de 30%, desde 2011, a taxa de frequência de acidentes com afastamento de colaboradores próprios na Basf América do Sul. Alinhada à meta global da companhia, espera-se reduzir mais 50% desses incidentes até 2025, atingindo assim a marca de 0,5 para a taxa de frequência de acidentes com afastamento.

Na Chemours, o tema não é tratado com menos importância. A empresa foi formada a partir da separação da área de Especialidades Químicas de Alta Performance da DuPont, de quem foram herdados os mais de 200 anos de práticas rígidas de prevenção a acidentes. Entre elas, está o Programa de Segurança Multifuncional, focado na segurança comportamental, que posiciona o colaborador como peça central na disseminação e fiscalização de atitudes seguras.

Marcelo Félix Oliveira, líder de Produção da unidade de Barra Mansa da Chemours, explica que trabalhar com o comportamento do funcionário é essencial, independentemente do nível hierárquico. “Embora o papel do líder seja importante para ensinar por meio do exemplo, todas as pessoas são estimuladas a observar, prevenir e corrigir caso vejam algum colega de trabalho adotando uma postura que contrarie as normas de segurança da empresa”, explica Oliveira. Segundo o líder de produção, para facilitar esse engajamento, são trabalhadas mensagens na companhia que fomentam essa cultura de dedicação e compromisso por parte de todos os membros da organização em realizar cada tarefa da maneira certa, todas as vezes, desde a primeira vez.

De acordo com informações da empresa, a Chemours já colhe os resultados desse Programa, com mais de 30 anos sem nenhum acidente com afastamento de funcionário. A unidade de Barra Mansa, que lida com envase de produtos fluorados pressurizados, também foi reconhecida pela matriz global pela ausência de acidentes. Para Oliveira, “reconhecer e elogiar o bom desempenho dos funcionários nesse aspecto favorece a manutenção da cultura de segurança”.

A Oxiteno, por sua vez, mantém o Projeto VIA – Valores Inspirando Atitudes, que tem o objetivo de aprimorar a segurança dos funcionários por meio de uma série de ações ligadas à adoção e ao desenvolvimento de novos hábitos. De acordo com a coordenadora de Saúde e Segurança Corporativa da Oxiteno, Leandra Estrella, outro exemplo de boas práticas em segurança comportamental desenvolvidas pela empresa é o Programa de Reconhecimento em Segurança. “Essa iniciativa busca aumentar o nível de engajamento das equipes com base em 14 critérios, que especificam avaliações individuais e coletivas. Ao final do processo, os funcionários que mais se destacam são premiados”, explica Leandra.

Reconhecida por institutos especializados como uma das melhores empresas para se começar a carreira, a Oxiteno possui diversos certificados de gestão, emitidos por instituições nacionais e internacionais, que comprovam as boas práticas da companhia.

Texto: Adriana Nakamura


Serviço

16º Congresso de Atuação Responsável:
Data: 18 a 19 de outubro de 2016
Local: Novotel Center Norte – Avenida Zaki Narchi, 500, Vila Guilherme, São Paulo-SP
Mais informações: [email protected]

Programa Atuação Responsável:
Para saber mais, acesse:
www.abiquim.org.br/programa/atuacao-responsavel

Sobre os Cursos da Abiquim:
Conheça a grade completa de cursos oferecidos pela Abiquim em:
www.abiquim.org.br/curso-e-evento/lista-de-curso

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