Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Santos Offshore – Feira atrai interessados nos investimentos bilionários da Petrobras na Baixada Santista

Rose de Moraes
15 de novembro de 2009
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    Em meio às várias soluções de gerenciamento on-line apresentadas na feira, e que permitem controlar a distância e em tempo real as operações em áreas remotas, a Makem, empresa do grupo QSE, levou para demonstração no evento uma caneta digital, denominada O’Pen, capaz de enviar as informações anotadas em formulário específico para uma base de dados via Bluetooth ou por um sistema de comunicação em rede, “descarregando” os conteúdos em qualquer tipo de computador.

    Várias soluções e produtos específicos para isolamento térmico a calor e a frio em tubulações, tanques de armazenagem e equipamentos também foram apresentados pela Calorisol. Nesse rol, destacaram-se isolantes térmicos da classe dos rígidos (hidrossilicato de cálcio), isolantes térmicos refratários (sílica diatomácea), massas protetivas de mastique vinil-acrílico para sistemas de isolamento térmico, e proteções de alumínio corrugado para sistemas de isolamento térmico, fabricados com ou sem barreira de vapor contra condensação.

    Química e Derivados, Caneta Digital O'Pen, Santos Offshore

    Caneta Digital O'Pen envia informações on-line

    No estande da Sul Distribuidora, vários produtos fabricados pela Wetzel, projetados para suportar pressões resultantes de explosões provenientes da ignição de gases inflamáveis, foram apresentados. Entre eles, destacaramse as luminárias à prova de explosão, com corpo e grade fundidos em liga de alumínio livre de cobre, parafusos e arruelas de aço inox, acabamento em pintura epóxi-poliéster, visor em borossilicato, entre outros, para lâmpadas de 100 W, 200 W e 300 W.

    Desafios do pré-sal – Outra palestra interessante, proferida pelo professor doutor Dagoberto Lorenzetti, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo, delineou um panorama sobre a indústria do petróleo e o complexo equilíbrio entre desenvolvimento e sustentabilidade. “Garantir operações que sejam econômica e financeiramente rentáveis, com o mínimo de uso de recursos naturais e contaminação da biosfera, e com o máximo de benefício social é a tarefa complexa que se apresenta para os gestores do setor. A era do combustível fóssil não vai acabar por falta de combustível fóssil. Há ainda grandes volumes de carvão, para centenas de anos, gás e petróleo. A indústria, entretanto, corre o risco de terminar mais rapidamente do que possamos ou desejamos admitir graças aos seus custos, ao surgimento de tecnologias emergentes e a mudanças de atitude em relação à intensidade no uso de recursos naturais”, afirmou Lorenzetti.

    A sociedade mundial que, segundo ele, assume os custos da saúde prejudicada, da mudança climática e da destruição da biosfera começa a demandar uma avaliação precisa e objetiva dos custos totais realmente incorridos no uso dos combustíveis fósseis. Por isso, afirmou Lorenzetti: “A indústria como um todo e a iniciativa do pré-sal devem ponderar, e analisar com cuidado os diferentes cenários que podem se concretizar em razão dos custos de extração, vis-à-vis aos custos de tecnologias alternativas e mudanças tanto nos padrões de consumo quanto nos ambientes legislativo e tributário”, recomendou.

    Outros desafios em exploração petrolífera na presença de camadas de sal também foram abordados em sessão pôster na 3ª Santos Offshore por Andreas Nascimento, da Mining University of Leoben. De acordo com esse estudo, ao longo da última década, uma significativa quantidade de explorações em novos campos tem ocorrido em águas profundas no Golfo do México, na bacia do Iraque, nas bacias de Campos e de Santos no Brasil, no mar de Angola, no norte e no oeste da África e “essas formações possuem comportamento de sistema complexo, necessitando de alguns conhecimentos especiais durante as explorações, em especial durante as perfurações, exigindo que o movimento do sal seja cuidadosamente acondicionado”.

    Outros cuidados necessários às explorações, apontados por pesquisas apresentadas na 3ª Santos Offshore, referem-se às correntes marinhas. Conforme aumenta a profundidade de exploração, também aumenta a importância do conhecimento prévio sobre a intensidade, direção e variabilidade dessas correntes, informações consideradas fundamentais para os projetos envolvendo as estruturas e a logística das operações em águas ultraprofundas.



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