Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Santos Offshore – Feira atrai interessados nos investimentos bilionários da Petrobras na Baixada Santista

Rose de Moraes
15 de novembro de 2009
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    Química e Derivados, Cabo de Aço com poliuretano, Santos Offshore

    Cabo de Aço com poliuretano: mais flexível e menos desgaste

    Refrigeração por manto d’água – A 3ª Santos Offshore também evidenciou outro segmento imprescindível para o setor de petróleo e gás: o de motores, como os novos modelos apresentados pela Weg. Trata-se de motores de indução trifásicos da linha WGM, refrigerados por manto d’água, a + ou – 35ºC, para a propulsão de embarcações.

    “A refrigeração por manto d’água é o grande diferencial dessa linha de motores, cuja tecnologia tornou possível excluir o radiador e incorporar um novo sistema de refrigeração que oferece alta eficiência e economia de espaço, condições muito importantes para o setor naval”, afirmou Cícero Grams, analista de vendas para o mercado offshore da Weg.

    Para quem ainda não domina esse tipo de tecnologia, o sistema de refrigeração por manto d’água, segundo Grams, promove a circulação da água através da carcaça e das tampas, permitindo trocas térmicas mais eficientes, inclusive sob velocidades reduzidas, o que permite o uso de inversor de frequência com ampla faixa de velocidade, envolvendo até mesmo aplicações mais severas com torque constante.

    Também atuante no segmento de tintas, a Weg apresentou novas soluções em epóxi novolac com flocos e fibras de vidro, que permitem a maior proteção dos tanques que acondicionam óleo combustível. Outra novidade da empresa foi representada pela tinta à base de zinco para pintura de chapas de aço utilizadas em embarcações, cuja grande vantagem é permitir soldagens, facilitando, assim, as tarefas de manutenção.

    Tintas para proteção – Várias soluções para pintura de embarcações, tanques de óleo, tanques para armazenagem de combustíveis refinados, entre outras, foram apresentadas pela Sherwin-Williams do Brasil. Os novos sistemas incluem tintas de baixo ou sem voc, tintas com altos sólidos, sem solventes e com altas espessuras, tintas livres de alcatrão, tintas com dupla função: primer e acabamento, tintas com alta resistência à abrasão e aos ambientes marítimos etc. Com baixo voc, a Sher-Tile HS Primer BR é uma tinta de fundo epóxi modificada, bicomponente, e de alta espessura, para proteção anticorrosiva de superfícies expostas a ambientes de média a alta agressividade. Outra tinta epóxi modificada, a Dura-Plate UHS é isenta de solventes, curada com aminas e formulada especialmente para serviços de imersão. Isenta de alcatrão de hulha e de metais pesados, a tinta epóxi Sumastic Tar-Free é bicomponente, apresenta alta espessura, resistência química e a imersões em águas doces ou salgadas. Já o poliuretano acrílico alifático Sumatane 355 é bicomponente, apresenta boa resistência ao intemperismo e atende à norma Petrobras 1342. A empresa também apresentou outras novidades como a Euronavy ES301, tecnologia epóxi, isenta de solventes, para a proteção contra a corrosão, além do sistema Sher-Release, revestimento patenteado à base de silicone, cuja fórmula incorpora nanotecnologia.

    Química e Derivados, Cícero Grams, Analista de vendas para o mercado offshore da Weg, Santos Offshore

    Cícero Grams: motor com refrigeração por manto

    Contratações previstas – Segundo José Luiz Marcusso, gerente-geral da unidade de negócio de exploração e produção da Bacia de Santos da Petrobras, as operações contam atualmente com dez sondas de perfuração e foram contratadas doze novas sondas por licitação internacional, que deverão chegar até 2012. Ao todo, porém, segundo ele, foi planejada a construção de mais 28 sondas, que deverão ser construídas no Brasil e operadas por empresas brasileiras, com entregas previstas entre 2013 e 2017.

    Até 2017, também deverão ser realizadas contratações de 40 navios-sonda e plataformas de perfuração submersíveis, para operar em águas profundas e ultraprofundas. “Nosso objetivo é atender às necessidades de curto prazo da Petrobras, enquanto a indústria nacional se prepara para as demais encomendas”, diz o estudo apresentado por Marcusso durante a conferência mais concorrida do evento, proferida por ele, intitulada: “Como a Bacia de Santos se transformou em uma sólida realidade”.

    Segundo ressaltou Marcusso, as obras de implementação do gasodutona região representam um megainvestimento em infraestrutura e, de acordo com o crescimento projetado nesse segmento, a capacidade de oferta de gás nacional crescerá de 600 mil m³/dia para 22,2 milhões m³/dia até o fi nal de 2010.

    Mancais magnéticos – A tecnologia de mancais magnéticos, considerada relativamente recente por ter sua primeira aplicação industrial realizada em compressores de gás em 1985, em gasoduto construído no Canadá, e desenvolvida pela SKF, empresa no rol dos maiores fabricantes mundiais de rolamentos, também foi alvo de palestra de Ricardo Vieira do Amaral, gerente do segmento de energia da SKF Latin America, na 3ª Santos Offshore.

    Química e Derivados, Amostra de chapa de aço revestida com tinta à base de zinco da Weg, Santos Offshore

    Amostra de chapa de aço revestida com tinta à base de zinco da Weg

    A tecnologia prevê que o rotor seja mantido levitando magneticamente em relação ao seu centro, sem tocar em nenhum componente, e seja provido de sensores para monitoramento e alimentação do sistema  e controle. Pode ser usada em equipamentos rotativos como turboexpanders, utilizados em processos de separação envolvendo gás natural, condensados, água e CO2, incluindo aplicações com H2S e CO2, compressores e motores elétricos. A indústria petroquímica é um importante segmento consumidor, segundo enfatizou Amaral.

    “Os mancais magnéticos oferecem vários benefícios e podem ser considerados substitutos dos mancais de deslizamento, agregando vantagens para aplicação na indústria de óleo e gás, como eliminação da unidade de óleo lubrificante, eliminação das emissões, redução do risco de contaminação do gás, e operação em ambientes sob condições extremas como vácuo, temperaturas, processos corrosivos, além de contar com altas velocidades de rotação, utilizando-se de motores elétricos com rotações ao redor de 15.000 r.p.m., aumentar a flexibilidade operacional, eliminar períodos de aquecimento durante as partidas, e reduzir as manutenções e o ruído etc.”, informou Amaral.



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