Meio Ambiente (água, ar e solo)

Saneamento – Programa vai tirar esgoto do Guaíba

Fernando C. de Castro
16 de julho de 2012
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    Sissi explica que os novos tra­tamentos da água vão permitir uma redução de micro-organismos, além dos teores de nitrogênio e fósforo, nos lançamentos de efluentes. Isso irá reduzir o processo de floração (algas), acabando com o mau gosto de terra na água bruta. Atualmente, o tratamento de água consome três oxidantes (dió­xido de cloro, peróxido de hidrogênio e cloro). Um quarto entrará na lista numa próxima etapa. Mais adiante, com o passar de alguns anos, o sistema usará como oxidante apenas o cloro e, como coagulante metálico, o sulfato de alumínio, que é mais barato.

    Aproveitando a melhor qualidade da captação, o tratamento da água nos próximos anos dispensará o uso de ou­tros produtos, entre os quais o carvão, dióxido de cloro, cloreto de polialumí­nio (PAC) e peróxido de hidrogênio. “Todo esse processo vai permitir que a água continue melhorando, mas não se pode fixar um prazo para que isso ocorra. Vai depender da resposta da natureza”, destaca. A gerente do Dmae ressalta que a turbidez cairá para um valor abaixo de 0,5, com a futura aplicação de membranas. Atualmente, a turbidez do Guaíba chega a 80. Isso tudo permitirá usar menores dosagens de insumos químicos no tratamento da água.

    Química e Derivados, Sissi Maria Maciel Cabral, gerente de tratamento de água do Dmae, Saneamento

    Sissi Maria Maciel Cabral: com mananciais limpos, será possível reduzir o uso de químicos

    Com relação ao esgoto, a operação do Pisa fará com que seja implantado o sistema terciário de tratamento. Hoje, o sistema funciona como uma etapa pre­liminar, que remove o lixo, areia e gor­dura; seguido pelo primário, que reduz a matéria orgânica; e pelo secundário, que abate em torno de 90% da matéria orgânica, atingindo 99,9% dos micro-organismos patogênicos. No sistema terciário, será promovida a redução dos teores de fósforo e de nitrogênio carregados pelos esgotos, impedindo a descarga desses nutrientes nos corpos de água receptores e, com isso, contro­lando a proliferação de algas. O sistema terciário de tratamento de esgoto será feito na ETE Serraria.

    Sobre a parte física das obras do Pisa, Sissi destaca na construção do Emissário Subaquático a utilização de tubulações de polietileno de alta den­sidade (PEAD). Segundo ela, é um material polimérico que traz várias van­tagens, pois não sofre oxidação nem do esgoto bruto e nem da água, sendo um material muito resistente, com tecnolo­gia cada vez melhor.



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    Um Comentário


    1. Julio Fagundes dos Santos

      Muito bom o projeto muito idêntico ao que tem aqui na cidade de Salvador -BA que realizado pela empresa Foz do Brasil que pertence ao grupo da Odebretch que que a concessão por parte da embasa os números também são bem parecidos lá a ETE tem capacidade de 6 mt3/s e opera atualmente com 50% da capacidade portanto tendo até 2030 tratamento garantido para a pululação de Salvador, porem o interessante seria que fosse realizado o tratamento completo desse efluente de origem residual domiciliar antes de ser lançado ao oceano e não só apenas a retenção dos sólidos encontrados e sim por completo os metais pesados, enxofre, cobre e etc…



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