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Saneamento: Fórum discute entraves do setor

Quimica e Derivados
5 de setembro de 2001
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    Química e Derivados: Saneamento: Marques - US$ 40 bi evitarão colapso.

    Marques – US$ 40 bi evitarão colapso.

    O risco de um colapso no setor de saneamento é iminente. De acordo com dados da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), apenas 12,4% dos brasileiros que vivem em área urbana dispõem de esgoto tratado e pouco mais da metade dessa população (51,2%) é beneficiada com a coleta de esgoto. “Trata-se de uma crise anunciada”, declara o presidente da Abdib, José Augusto Marques.

    Conforme levantamento da entidade, a situação não tende a melhorar muito nos próximos anos. A previsão é de que, em 2003, a coleta de esgoto atingirá 17,3% e o tratamento do esgoto aumentará 2,7 pontos porcentuais, chegando a beneficiar 53,9% das pessoas que vivem nas cidades.

    A questão da água tratada é menos preocupante, pois 91,9% da população têm acesso a ela, enquanto estima-se que daqui a 2 anos esse índice subirá para 92,8%. Porém, vale ressaltar que os dados referem-se somente à população residente em áreas urbanas.

    Com o objetivo de evitar uma crise no setor de saneamento semelhante à da energia elétrica, a Abdib propõe medidas urgentes. De acordo com Marques, está previsto investimento de US$ 14,5 bilhões no segmento até 2005. A idéia inicial é garantir a execução de 46 projetos programados pelas empresas de saneamento durante esse período. No entanto, para afastar por completo; o risco de colapso, esse montante é insuficiente, porque o setor necessitaria, segundo Marques, de US$ 40 bilhões. “Precisamos viabilizar o mais rápido possível um fluxo de investimento”, alerta.

    A fim de atrair a aplicação de capitais no segmento, a entidade intensifica as atividades do programa Infra 2020, lançado em setembro do ano passado em parceria com a Alcântara Machado Feiras e Negócios (AMFN). Trata-se de uma iniciativa voltada para a realização de eventos temáticos, como salas de negócios e fóruns, nos quais são discutidos assuntos relacionados à infra-estrutura brasileira nos próximos 20 anos.

    O próximo evento do Infra 2020, o 1° Fórum de Meio Ambiente e Saneamento, será realizado em novembro, em São Paulo. A idéia é vencer os entraves institucionais que impedem os investimentos no setor. Na ocasião serão discutidos as relações entre capital privado e público no setor, seus principais problemas, e reuso e reaproveitamento de água . “Nosso objetivo não é só atrair investimentos, pois a questão ultrapassa as fronteiras econômicas; é também um assunto de saúde pública”, afirma Marques.



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