Saneamento – Fitabes aponta rumos para universalização

O 26º Congresso Brasileiro de Engenharia Ambiental (Abes) e a Feira Inter­nacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental (Fitabes), realizados em Porto Alegre, no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), registraram um crescimento de 14% na participação de visitantes e de expositores em relação aos números da feira de 2009, em Recife-PE.

A presidente do Congresso, Ellen Martha Pritsche, detalhou que a feira recebeu oito mil visitantes, enquanto o congresso teve cinco mil, com destaque para palestrantes e expositores nacionais e estrangeiros, referências nas áreas de saneamento, equipamentos, proteção ambiental, recursos hídricos e resíduos sólidos. Ela destacou que diversos temas relevantes foram abordados nos painéis, facilitando o intercâmbio de conhecimento tecnológico, científico e cultural, necessário para o melhor aproveitamento dos recursos investidos pelo setor.

Para ela, o encontro mostrou a importância da química no saneamento ambiental, lembrando que, há 20 anos, esse ramo era dominado pela engenharia civil, mudando com o tempo até o atual domínio por parte dos engenheiros químicos e químicos. A presidente do Congresso ressaltou que ainda existe um espaço grande para crescimento da química no segmento, pois o mundo demanda novas técnicas de tratamento, produtos e tecnologias em busca da universalização da oferta da água e do esgoto tratados.

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Martha destacou a importância da química no saneamento ambiental - Foto: Divulgação

No congresso, que teve como foco principal a excelência da gestão no caminho para a universalização do saneamento, foram debatidas medidas que contribuam para levar o tratamento de esgotos a diversos pontos do Brasil, bem como evitar o desperdício de água, além da mudança cultural da população em geral. Pritsche lamentou que atualmente 700 milhões de pessoas em todo o mundo ainda sofram com a falta de saneamento. No Brasil, por muitos anos houve falta de investimentos nesse setor, bem como não foram encontradas formas de acompanhar o crescimento desordenado das grandes cidades, gerando sérios problemas socioambientais.

Um dos temas mais discutidos entre os pesquisadores presentes ao Congresso da Abes foi a qualidade dos produtos químicos utilizados pelas empresas de saneamento. Vasti Ribeiro Facincani, gerente do Departamento de Controle Sanitário e Ambiental da Diretoria de Sistemas Regionais da Sabesp, entende que essa preocupação deve ser constante nas empresas, pois se trata da água para o consumo humano.

Vasti destacou a importância cada vez maior dos produtos químicos no saneamento e que a crescente oferta de novos insumos vai melhorar a qualidade do serviço prestado pelas operadoras do setor. Na empresa em que ela atua, a Sabesp, os fornecedores passam por um sistema de qualificação rígido. Depois disso, são feitas análises de alguns lotes recebidos e, se ocorrer problema com algum item, o fornecedor é punido com a glosa do pagamento, chegando, nos casos mais graves, a cancelar o atestado de qualificação.

Vasti ressaltou que as compras obedecem à Portaria do Ministério da Saúde 518/2004, Artigo 9º, Inciso II, que impõe o controle de qualidade por parte dos fabricantes de produtos químicos para tratamento de água, mas que é considerada muito vaga. Essa legislação em breve será alterada incorporando os requisitos da Norma Técnica 15.784 da ABNT, que após cinco anos de debates chegou à definição de critérios mais precisos.

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Vasti: norma para controlar a qualidade dos produtos químicos

Segundo a gerente, até o momento nenhuma empresa de saneamento realizou compras com base nos novos critérios técnicos, mas isso deve acontecer tão logo a nova redação da portaria entre em vigor. No momento, as empresas de saneamento discutem internamente como serão os novos modelos dos editais de licitação para aquisição desses produtos, que deverão valorizar a qualidade e, ao mesmo tempo, propiciar uma concorrência mais saudável.

Para Maria Cristina Coimbra Marodin, bióloga e assessora da Diretoria de Operação e Manutenção da Caesb, a NBR 15.784 tem foco principal na proteção à saúde humana, não sendo específica em relação ao desempenho dos produtos. A norma abrange a coagulação e flutuação, oxidação e desinfecção, combinações, produtos diversos e misturas, estabelecendo como fundamental a necessidade do fornecedor indicar uma Dosagem Máxima de Uso (DMU) do produto, bem como informar a concentração de impureza na água para consumo humano.

Maria Cristina acrescenta que também deverão ser informados pelo vendedor os limites de impurezas regulamentados e não regulamentados, a concentração de impureza detectada e a permissível por produto. Para tanto, os produtos deverão apresentar laudos anuais, com análises específicas para cada item, elaborados por instituições laboratoriais fiscalizadas pelo Inmetro e que adotem as Boas Práticas de Laboratório (BPL). O produto e o fornecedor poderão ser inspecionados e analisados a qualquer tempo pelo contratante.

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Cristina: fornecedores precisarão informar dosagem máxima de uso

Pesados investimentos serão necessários para cumprir as metas de universalização dos sistemas de abastecimento de água e esgoto sanitário, porém os órgãos públicos não dispõem de verbas e buscam alternativas para a realização de novas obras, entre elas as parcerias público-privadas (PPP). No congresso de saneamento, o tema foi tratado por diretores de empresas estatais e privadas que atuam no segmento.

Segundo Yves Besse, presidente da Companhia de Águas do Brasil – CAB Ambiental, empresa do grupo Galvão Engenharia, no momento, apenas metade dos municípios brasileiros tem rede de esgoto, mas só 33% têm tratamento. As perdas dos sistemas chegam a uma média estimada de 33%, acrescentando que, para universalizar os serviços, o país precisaria investir R$ 103 bilhões em água e R$ 155 bilhões em esgoto.

Besse destacou que, com a elaboração do marco regulatório que formalizou os modelos de concessão e PPPs, ficaram mais claras as regras entre poder concedente e operadores. A partir disso, o arcabouço jurídico deu mais garantias às empresas e aos governos envolvidos nessa nova forma de concessão de serviços, ressaltando que a empresa privada que opera um serviço é controlada por diversos setores da sociedade, como a Câmara Municipal, Ministério Público, órgãos ambientais e agência de regulação de serviços.

O presidente da CAB Ambiental informou que sua empresa opera atualmente com 13 contratos no setor ambiental, atendendo a quatro milhões de pessoas. Yves Besse observou que cada modelo de negócio tem suas diferenças, sendo necessário desenvolver soluções específicas e que respeitem as peculiaridades de cada região, sempre buscando a melhoria operacional pela adoção de tecnologias recentes, proporcionando uma diminuição dos custos, agilidade na gestão e controle de distribuição da água, diminuindo desperdícios.

Sobre os negócios da CAB Ambiental, Yves Besse citou dois exemplos de parcerias firmadas pela empresa, a começar pela CAB Spat, uma PPP administrativa de produção de água com a Sabesp que teve investimentos de R$ 305 milhões e ampliou a oferta de água na Região Metropolitana de São Paulo de 10 para 15 m³/s. A outra operação é a CAB Guaratinguetá, PPP administrativa de esgotamento sanitário firmada com a Companhia de Serviço de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá-SP (Saeg), que ampliou o sistema de tratamento de esgoto e diminuiu o índice de ordens de serviço em três anos em 56,6%.

O executivo destacou ainda outras duas parcerias com a Sabesp, em Águas de Andradina e Águas de Castilho, ambas no estado de São Paulo e dedicadas à oferta de água e esgoto, bem como a concessão plena de água e esgoto de Palestina-SP, de 12 mil habitantes, e a subconcessão de água e esgoto em Paranaguá-PR, com 140 mil habitantes.

Pioneira em realizar PPPs no país na área de saneamento, a Empresa Baiana de Água e Saneamento S.A. (Embasa) realizou, em parceria com a Foz do Brasil (empresa do grupo Odebrecht), o novo emissário submarino de Salvador-BA, localizado no bairro da Boca do Rio. A obra vai beneficiar 1,1 milhão de pessoas que residem no eixo norte de Salvador e no município de Lauro de Freitas-BA, com capacidade de dispersar no oceano, a 40 metros de profundidade, 5,9 mil litros de efluente pré-tratado por segundo.

Segundo o presidente da Embasa, Abelardo de Oliveira Filho, a PPP tem um sistema de remuneração por meio do Quadro de Indicadores de Desempenho (QID), ressaltando que o valor global do contrato, em 2006, foi estabelecido em R$ 738 milhões, mas, tão logo o governador Jacques Wagner assumiu no governo estadual, o documento foi reestudado e, após algumas alterações, foi definido o valor de R$ 619 milhões para a execução da obra, com uma economia de R$ 119 milhões. O contrato foi assinado em 2008 e a obra foi concluída em maio de 2011.

Já o assessor da Diretoria de Tecnologia, Empreendimentos e Meio Ambiente da Sabesp, Antônio César da Costa e Silva, defendeu a modernização da legislação que regula as parcerias público-privadas, pois o atual modelo é muito lento e burocrático. Disse que a Sabesp tem feito muitas parcerias por meio da criação de Sociedades de Propósito Específico (SPEs), como a PPP Alto Tietê, com a Galvão Engenharia e a Companhia Águas do Brasil, além do Sistema Produtor São Lourenço, Sistema Produtor Regional Integrado Sarapuí, Sistema de Tratamento de Esgotos da Baixada Santista, Sistema de Esgotamento Sanitário da Bacia Hidrográfica de Sorocaba e Médio Tietê e o projeto Onda Limpa da Bacia Hidrográfica do Litoral Norte.

Antônio Silva revelou que a forma de remuneração das SPEs se dá pelos investimentos e todos os dispêndios relativos ao empreendimento, com o valor da obra sendo igual ou menor do que o custo que a Sabesp teria para executar o projeto diretamente. O empreendedor tem como garantia de pagamento a abertura de uma conta em uma instituição bancária, de comum acordo entre as partes, em que os recebíveis de clientes da estatal são depositados diretamente para a empresa.

Como vantagens das Sociedades de Propósito Específico, Antonio Silva apontou: a celeridade na execução das obras, pois quanto mais cedo começar a operar, mais cedo começa a ser feito o pagamento do investidor, além da melhoria da qualidade da construção. Pelo modelo de negócio, a Sabesp é sempre minoritária nas SPEs, com o objetivo claro de fugir dos entraves burocráticos da Lei 8.666. Acordo de acionistas, porém, garante que as decisões do negócio sejam sempre tomadas em conjunto.

Novidades na feira – Organizada pela Fagga – subsidiária do grupo GL Events, a segunda maior organização mundial do setor, a IX Feira Internacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental (Fitabes) contou com a participação de 265 expositores de diversos estados brasileiros, além de empresas da Alemanha, Itália, Cingapura, Estados Unidos, Polônia, Espanha e Portugal, que vieram buscar oportunidades para apresentar suas propostas.

Na feira, o grupo Hidrogeron, de Arapongas-PR, divulgou o seu gerador de cloro para estações de tratamento de esgoto, de água e de piscinas, baseado num processo que usa água, sal e energia elétrica para produzir o cloro que será utilizado naquela unidade. Segundo a diretora comercial e de marketing da empresa, Carolina Duarte, também foram mostrados na Fitabes os geradores de ozônio. Ela citou outros produtos à disposição dos clientes, como dosadoras para aplicação controlada de produtos químicos e saturadores de flúor. Com 30 funcionários, a empresa lançou uma consultoria especializada para desenvolvimento de água e de esgoto. Os maiores clientes de seus produtos são a Funasa, Sanepar (PR) e Saneago (GO).

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Carolina destacou geradores de ozônio e de cloro

A Poly Easy, de Barueri-SP, lançou dez produtos na feira, como o arredondador tipo alicate, chanfrador, raspador manual, entre outros. O destaque, entretanto, foi para os poços de visita para esgoto, produto que garante a estanqueidade absoluta pelo anel de vedação, possibilitando interligações em superfícies curvas, intercambialidade com qualquer tipo de material de rede e rapidez na execução até cinco vezes mais rápida que os convencionais, de acordo com o gerente comercial da empresa, José Roberto Parreira.

A Poly Easy fabrica tubos, conexões e sistemas de soldagem utilizados na indústria do saneamento e gás, usando polietileno de alta densidade (PEAD). Também produz equipamentos nas linhas complementares para soldas de polietileno e acessórios para ramais prediais, vendidos para empresas de saneamento e construtoras.

Produtora de tubos de 20 a 1.600 mm, para várias classes de pressão, indicados para o saneamento, mineração e telecomunicação, a FGS Brasil também esteve na feira. Segundo o engenheiro Edson Cruz, do setor de vendas da empresa, os tubos são feitos de polietileno de alta densidade (PEAD), polímero que não permite a formação de crostas, garantindo a vazão constante da água e diminuindo o custo com energia. Cruz informou que os produtos da empresa sediada em Cotia-SP e que em breve inaugurará uma unidade em Cajamar-SP obedecem às normas ISO 4427, NBR 15.561, NBR 8417, NTS 048, NTS 194 e EN 12201. Os tubos são utilizados em ramais, redes de distribuição e adutoras de água, emissários terrestres e subaquáticos, redes de irrigação e drenagem.

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Parreira: poços de visitas para esgoto totalmente estanques

Fabricante de bombas submersas, anfíbias e aeradores submersos, a Higra, de São Leopoldo-RS, apresentou na Fitabes 2011 a sua linha de produtos. Alexsandro Geremia, diretor comercial da empresa, informou tratar-se de soluções elaboradas com base no princípio da eficiência energética no motor e na bomba, com máquinas que chegam a economizar 50% em eletricidade, acelerando o retorno do investimento para a substituição de equipamentos antigos. A confiança no desempenho do produto é tanta que a Higra oferece para seus clientes a venda de economia de energia. Nesse sistema, por meio de contrato de risco, são substituídos os equipamentos antigos do cliente pelos novos da fornecedora, que é remunerada pela economia na conta de eletricidade do usuário. Depois de um tempo, a propriedade dos equipamentos passa a ser da contratante.

Com relação às bombas anfíbias e submersas, Geremia destaca que o seu projeto foi concebido para atender às novas necessidades do mercado de captação e movimentação de fluidos, emitem baixo ruído (menos de 60 Db) e são construídas com materiais recicláveis. Os aeradores são executados segundo as normas internacionais ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001.

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Cruz: tubos de PEAD para várias classes de pressão

Empresa com mais de 60 anos de atuação, a Marte Científica, com unidade industrial em Santa Rita do Sapucaí-MG, apresentou na feira produtos voltados para o saneamento de água, esgoto e controle ambiental. O sistema Digital IQ Sensor Net, que monitora e controla até 20 sondas simultaneamente, independente da variável, foi a alternativa para o processo industrial. Já na área de análises laboratoriais, foi lançado o Oxitop, um sistema para determinação de DBO livre de mercúrio e com sensores individuais de leitura e visualização de gráficos, e o Spectro 300W, com design arrojado e display em touch screen, que disponibiliza mais de 240 curvas de A-Z predefinidas para monitoramento de água e efluente.

Uma das líderes mundiais em especialidades químicas, a Evonik levou para a Fitabes 2011 produtos químicos para tratamento de água e esgoto, como o peróxido de hidrogênio e o ácido peracético. O peróxido atua no controle de algas, oxidação de ferro e de matéria orgânica na etapa de pré-oxidação, sendo recomendado ainda para o controle de odor e corrosão por sulfetos no tratamento de esgoto. Por sua vez, o peracético é utilizado na desinfecção de esgoto, e os produtos de sua decomposição são também totalmente biodegradáveis e ecologicamente inofensivos. O produto é eficaz no combate a um grande espectro de micro-organismos, mesmo na presença de matéria orgânica.

Também a KSB Bombas Hidráulicas, com fábrica em Várzea Paulista-SP, esteve na feira com três produtos relevantes voltados ao segmento: a bomba modelo RDLO; o misturador Amamix, e a bomba KRT. A RDLO, com vazão de até 10.000 m³/h, pode ser aplicada em captação e distribuição para abastecimento público, enquanto o misturador submersível KSB Amamix traz um motor com rotação de 475 a 1.750 rpm monitorado por três sensores de temperatura e sensor de umidade, tendo uma autonomia de até 16 mil horas de funcionamento sem a necessidade de troca de óleo. Já a bomba submersível para efluentes e esgotos, a KRT, pode ser aplicada em estações de tratamento de água em indústrias, particularmente para esgoto bruto não tratado e lodos, processos industriais e águas de despejo. Segundo Laércio Paltrinieri, gerente setorial de vendas da divisão água e meio ambiente da KSB, o produto é adequado para instalação em poços úmidos ou secos, e pode ser acoplado diretamente a motor elétrico, trifásico, classe de vedação IP68.

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Aerador submerso com menor consumo de energia

Indústria brasileira fabricante de instrumentos para medição de vazão e nível, a Incontrol S/A, de São Paulo, apresentou três novos produtos na Fitabes 2011: Echo Sound, IncoMag e SVTU. Conforme o diretor técnico Wiliam Abe, o Echo Sound ESH80 se destina à medição de nível de tanques e reservatórios, e de vazão por canais abertos e calha Parshall. O IncoMag mede vazão pelo princípio eletromagnético. O instrumento é um conversor/computador de vazão destinado à série de medidores eletromagnéticos da Incontrol, mas compatível com medidores de vazão de qualquer modelo ou fabricante.

Abe acrescenta que o outro lançamento da empresa foi o medidor ultrassônico intrusivo SVTU, que opera em linhas de 20 mm a 2.000 mm, com uma ou duas trajetórias ultrassônicas. O aparelho garante exatidão a partir de 0,1 m/s de velocidade. Nesse produto, a Incontrol buscou parceria com a Sempal – importante empresa de instrumentos de medição de vazão e calor, com operações na Europa – que permitiu a transferência de tecnologia.

A Bombas Grundfos do Brasil, de São Bernardo do Campo-SP, apresentou um controle dedicado e o sistema de gerenciamento remoto das operações das bombas. A solução que pode ser interligada a sistemas de controle produz ganhos em eficiência operacional, economia de energia, recursos

logísticos e financeiros. Entre os benefícios da nova solução estão a facilidade de coleta e manuseio de dados, por meio de interface gráfica simples e objetiva, com o fornecimento de gráficos de tendências e relatórios que auxiliam na prevenção de problemas, no uso otimizado dos equipamentos, melhoria da qualidade do serviço e do dimensionamento das instalações.

Líder na fabricação de tubos, conexões e acessórios, a Tigre levou para a Fitabes diversos produtos, em especial os fabricados com PEAD, como coletor de esgoto corrugado, unidade de medição e aferição, entre outros. Também expôs as linhas de conexões de eletrofusão e compreensão da Plasson e os tubos de grandes diâmetros para drenagem da TigreADS.

No aspecto institucional, diversas empresas de saneamento de vários estados brasileiros estiveram presentes com estandes na feira, como a Sabesp, DMAE (RS), Corsan (RS), Sanepar (PR), Embasa (BA) e Saneago (GO). Já pelo lado do investidor privado quem marcou posição foi a Foz do Brasil – empresa de engenharia ambiental da Organização Odebrecht, que destacou a importância do relacionamento entre o poder público e a iniciativa privada para que o país alcance a universalização dos serviços de saneamento. A Foz do Brasil mostrou suas experiências no setor com as parcerias com as companhias estaduais e as concessões de Limeira-SP e Cachoeiro do Itapemirim-ES, municípios que apresentam índices de saneamento bem superiores à média nacional.

Diferentemente de outras feiras comerciais, a Fitabes não divulgou números finais de faturamento. Segundo a organização, como a maioria das empresas do setor são estatais ou pertencem à administração direta dos municípios e estados, as compras são feitas somente por licitação. A feira serve para que os gestores observem as novidades do setor e conheçam as novas tecnologias disponíveis. O 27º Congresso da Abes e a próxima edição da Fitabes estão marcados para Goiânia-GO, entre os dias 15 e 18 de setembro de 2013.

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