Rio Pipeline: Brasil investe nos dutos – Pré-sal e etanol justificam os investimentos de US$ 8 bi na malha nacional de dutos, o quarto melhor mercado do planeta

Química e Derivados, Rio Pipeline

Os US$ 8 bilhões de investimentos até 2013, previstos para os projetos de expansão da malha de dutos no Brasil, considerado o quarto maior programa de dutos do planeta, são o grande chamariz da sétima edição da Rio Pipeline, realizada a cada dois anos no Rio de Janeiro. Em tempos de crise, tal expectativa de investimentos, temperada pelas reservas do pré-sal, que impõem novos desafios para o escoamento da produção, aguçam o apetite de todos aqueles que fornecem produtos e serviços para empreendimentos de dutos terrestres ou marítimos.

A Rio Pipeline divide as luzes dos holofotes da indústria mundial de dutos com a International Pipeline Conference, que é realizada em Calgary (Canadá). A conferência canadense, que teve sua sétima edição no ano passado, é realizada nos anos pares e a do Brasil, nos anos ímpares, tendo o apoio da Sociedade Americana dos Engenheiros Mecânicos (ASME, na sigla em inglês), que organiza o evento de Calgary.

Mas não divide o público, pois as empresas que vão até o gélido país da América do Norte carimbam o passaporte no Brasil nos anos em que a discussão em torno das novas tecnologias no setor de dutos ganha um palco tropical.

É o que mostram os números anunciados pelo organizador do evento, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP): 120 expositores de cerca de 30 países vão participar do evento deste ano que se realiza entre os dias 22 e 24 de setembro, no Centro de Convenções SulAmérica, na região central da capital fluminense. Números bem próximos da conferência canadense, que no ano passado reuniu cerca de 200 empresas de aproximadamente 40 países.

Referência mundial – Atualmente, a indústria dutoviária mundial movimenta mais de US$ 50 bilhões por ano, somando os investimentos em novos empreendimentos aos recursos gastos na reabilitação e expansão de malhas. No Brasil, a Petrobras é o principal motor dessa indústria que abrange uma infinidade de fornecedores de bens e serviços na área de petróleo e gás, desde fabricantes de dutos e equipamentos diversos até empresas de engenharia e automação, além daquelas que atuam na manutenção.

“A Rio Pipeline é fundamental para o desenvolvimento do setor no Brasil, seja pela atualização tecnológica e troca de experiências que propicia ou pela oportunidade de ampliar nossa rede de contatos comerciais”, destaca o diretor de Gás Natural da Transpetro, Marcelo Rennó, também coordenador da Comissão de Dutos do IBP e do comitê organizador da Rio Pipeline 2009.

“É um evento de referência para a comunidade dutoviária internacional, no qual a Transpetro pode mostrar a sua capacitação e realizações”, acrescentou o executivo. Ele lembra que a contribuição da empresa foi fundamental para a criação do evento. “Nossos especialistas participam ativamente na organização e nos comitês técnicos da conferência e ainda apresentam um grande número de trabalhos.” Prova disso é que cerca de 30 trabalhos de profissionais da Transpetro foram selecionados nesta edição.

Química e Derivados, Ernani Filgueiras, Gerente de Abastecimento e Petroquímica do IBP, Rio Pipeline
Ernani Filgueiras: encontro permite conhecer os avanços mundiais

Ele é complementado por Ernani Filgueiras, gerente de Abastecimento e Petroquímica do IBP. “A Rio Pipeline é uma grande oportunidade para a comunidade dutoviária de todo o mundo conhecer o que cada país tem desenvolvido, as pesquisas em andamento, os grandes projetos de malhas e seus maiores desafios, e até mesmo equívocos que não devem ser repetidos”, diz ele.

A rainha dos dutos – Filgueiras e Rennó pontuam que entre os temas mais relevantes que serão debatidos na Rio Pipeline 2009 se destacam as novas técnicas de construção e montagem, novos materiais, boas práticas na operação e manutenção de dutos, integridade e confiabilidade, dutos submarinos, alcooldutos, carbodutos e minerodutos.

“Além da questão da responsabilidade social, a conferência sobre o impacto do pré-sal no transporte dutoviário e o painel sobre o futuro da indústria internacional de dutos também são de grande interesse para a Transpetro e todos aqueles que atuam neste setor”, salienta o diretor de Gás Natural da Transpetro, empresa que, sozinha, é responsável por nada menos que 11 mil dos 20 mil km da malha brasileira de oleodutos e gasodutos – um número ainda modesto para um país com tal extensão territorial. Mas isso vai mudar nos próximos anos, para quando estão previstas as seguintes expansões: mil km de oleodutos, 2,4 mil km de gasodutos, 2 mil km de dutos rígidos submarinos, 500 km de minerodutos e 2 mil km de alcooldutos.

Muitos desses projetos, que vão consumir aqueles US$ 8 bilhões, ainda têm que sair do papel. Rennó aposta nisso, afirmando que a perspectiva para os próximos anos é de que novos fornecedores entrem no mercado brasileiro, todos de olho no crescimento da indústria local de petróleo e gás.

A demanda crescente abre espaço para novos players, embora o coordenador do comitê organizador da Rio Pipeline afiance que a cadeia de fornecedores nacionais de produtos e serviços tem aumentado sua participação no segmento de dutos. “O conteúdo local na atividade dutoviária supera 95% das encomendas”, afirma.

De acordo com Rennó, isso foi possível com o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), que “identificou os gargalos que impediam a expansão da rede de fornecimento e empreendeu as ações necessárias para solucioná-los”.

Alberto Machado, do Conselho de Óleo e Gás da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), entidade que apoia o evento, frisa que a Rio Pipeline é uma oportunidade para toda a cadeia produtiva expor seus produtos e serviços. “Os diversos equipamentos que compõem a malha de dutos e gasodutos ficam diluídos em outros eventos. O evento possibilita mostrar toda a linha de equipamentos que são usados ao longo de uma malha de dutos ou gasodutos, em um único espaço. Esta é, portanto, uma oportunidade de expor com mais detalhes os equipamentos, produtos e serviços que o setor oferece, a expertise e a tecnologia consolidadas.”

Química e Derivados, Alberto Machado, Conselho de Óleo e Gás da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Rio Pipeline
Alberto Machado: pequenas e médias empresas também participam

Machado lembra ainda que há alguns aspectos específicos que devem ser analisados, como a tecnologia, a logística de instalação, tanto do duto terrestre quanto o offshore, seja no caso do pré-sal como no transporte de álcool e minério. “São instalações que requerem um conhecimento específico. Na Rio Pipeline é possível conhecer melhor quem são os agentes de cada área, o que cada empresa tem a oferecer em termos de novas tecnologias e serviços”, diz o representante da Abimaq. “Sem falar que abre espaço para pequenas e micros se apresentarem, uma vez que este setor pode utilizar empresas regionais, de menor porte, em novos empreendimentos e na manutenção e expansão da malha existente.”

Presença internacional – Empresas de todos os países querem uma fatia dos US$ 8 bilhões em investimentos na área de dutos, atentas a outras oportunidades que podem surgir no aquecido mercado brasileiro de petróleo e gás. Canadenses e britânicos são a linha de frente da força-tarefa estrangeira deste evento.

O já tradicional pavilhão do Canadá tem 17 empresas confirmadas, mas esse número poderá ser maior, uma vez que é comum parceiros de negócios compartilharem o mesmo espaço em eventos. “A Rio Pipeline é fundamental para a indústria canadense”, diz a gerente de negócios de petróleo e gás do consulado canadense, Nadine Lopes, garantindo que a feira traz retorno às empresas do Canadá que vêm à Rio Pipeline. A participação do Canadá não é ainda maior, como em outros anos, por causa da crise financeira internacional. Mas assegura que é crescente o número de empresas daquele país que solicitam informações sobre a indústria brasileira deste setor.

Respaldados na experiência acumulada no Mar do Norte, os ingleses também querem garantir uma fatia desse bolo. Haverá uma comitiva de peso de empresas que buscam não somente conquistar bons negócios como também parceiros estratégicos para reforçar sua posição no mercado, de acordo com o United Kingdom Trade & Investment (UKTI), braço comercial do Consulado Britânico. “Aumentou em mais de 50% o interesse de empresas britânicas no setor de petróleo e gás do Brasil”, afirma Laura Netto, gerente de Energias Renováveis, Biocombustíveis e Educação e Treinamento do Consulado Geral Britânico no Rio de Janeiro.

O apetite ficou maior depois das descobertas no pré-sal, onde duas das mais importantes empresas de energia do Reino Unido – Shell e BG – têm participação em mais de um bloco. Sem falar que a Shell, que é anglo-holandesa, tem controle e participação em outros ativos espalhados pelas principais bacias produtoras do Brasil, na exploração de petróleo e gás natural. Empresas britânicas querem mostrar na Rio Pipeline que estão aptas a inovar no transporte por dutos, inclusive submarinos, uma das grandes alternativas para o transporte de petróleo dos campos do pré-sal.

Foco no pré-sal – Não é por outra razão que a conferência de abertura da Rio Pipeline 2009 é justamente um assunto pra lá de offshore: “Pré-sal: O Impacto no Transporte por Dutos”, a ser proferida por ninguém menos que José Miranda Formigli, gerente-executivo de Exploração & Produção do Pré-Sal da Petrobras. O mesmo que também abriu a Brasil Offshore, em junho, mostrando que o assunto é o epicentro de todos os debates relacionados à indústria petrolífera no país.

Embora já tenha tradição e experiência no escoamento submarino da produção (apesar de que mais da metade ainda é feita por navios aliviadores), principalmente na Bacia de Campos, o país vai precisar de soluções inovadoras, uma vez que os campos do pré-sal estão a mais de 200 km da costa, em águas ultraprofundas.

O tema pré-sal é recorrente em boa parte dos mais de 307 trabalhos, de 24 países, que serão apresentados nas sessões técnicas do evento. Também estará presente nos oito fóruns de debates uma das novidades desta edição, programada para o dia 23. Entre os temas abordados, está a questão da tecnologia para a transmissão por dutos de CO2 (gás presente em megarreservatórios como Tupi, e que pode ser injetado em poços de petróleo para otimizar a produção) que vem sendo desenvolvida pela Petrobras e o Cenpes, além de boas práticas na operação e manutenção de dutos – destacando a experiência das empresas da América Latina e Caribe (entre elas, Ecopetrol, Petroperú e Petroecuador).

Os fóruns trarão abordagens mais específicas, como modelagem de taxa de corrosão, para prever a integridade futura com maior confiabilidade, e assuntos relevantes, como as novas tecnologias e os grandes desafios na construção e montagem de dutos terrestres. Minerodutos e alcooldutos entram definitivamente
para a pauta da Rio Pipeline, que vai analisá-los em dois fóruns: a questão dos dutos como opção para a exportação de biocombustíveis e a expansão dessa alternativa como meio de transporte de minérios.

“A construção de alcooldutos é um olhar para o futuro”, afirma o diretor da Transpetro, Marcelo Rennó, agregando que o Brasil deve aproveitar todo o seu conhecimento sobre a indústria para se transformar em uma grande plataforma na exportação do trabalho de dutos para o Cone Sul.

O gran finale da feira e conferência brasileira do setor será um painel em que será discutido o futuro da indústria mundial de dutos, com a participação de especialistas da China, Arábia Saudita, Turquia, Estados Unidos e Canadá. Terá como moderador Rogério Manso, vice presidente- executivo da Brenco (Companhia Brasileira de Energia Renovável), que tem em sua bagagem mais de duas décadas de bons serviços na Petrobras, da qual chegou à diretoria de Abastecimento. A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, que também é chairwoman da Rio Pipeline, vai encerrar a festa, destacando a tendência de expansão da malha dutoviária, em razão dos novos patamares de produção de petróleo.

“A Rio Pipeline é um grande centro de encontro de profissionais do setor para a troca de informações, atualização de conhecimentos, discussões sobre tendências e expectativas da indústria. O evento oferece espaço para as empresas, instituições de pesquisas e desenvolvimento mostrarem novas aplicações tecnológicas e experiências”, destaca Ernani Filgueiras. “Essa troca é fundamental para o desenvolvimento da indústria mundial de dutos, e contribui também para a constituição de novas parcerias e negócios, além de ser um canal de relacionamento profissional muito eficaz.”

Química e Derivados, Marcelo Rennó, Diretor de Gás Natural da Transpetro e coordenador da Comissão de Dutos do IBP e do comitê organizador da Rio Pipeline 2009, Rio Pipeline
Marcelo Rennó: transporte do etanol abre novas oportunidades

“A proposta da Rio Pipeline é trazer o que há de mais novo em todas as áreas no transporte por dutos por meio da visão de especialistas do mundo inteiro”, conclui Marcelo Rennó, presidente do Comitê Técnico da Conferência.

 

 

 

 

 

Destaque da exposição (Texto produzido com base nas respostas enviadas pelas empresas que atenderam ao convite feito por Química e Derivados a todos os expositores.)

 

CHEMTECH

Empresa do grupo Siemens, terá estande para mostrar aos visitantes as soluções que desenvolveu para as áreas de engenharia, controle/automação, logística e operação, análise de riscos, avaliação ambiental, confiabilidade e segurança operacional. Durante o congresso, apresentará palestra sobre simulação de fluxo transiente não-isotérmico em redes de gasodutos, estudo financiado pela Finep, Petrobras e Chemtech, executado em parceria com a UFRJ e a própria companhia.

CTDUT

Centro compartilhado de tecnologia, atualmente com mais de 40 associados, oferece instalações em escala real para prestação de serviços, pesquisas e treinamentos em dutos. Conta com um duto de testes de 14 polegadas com defeitos inseridos e mapeados, para uso em testes de acessórios e treinamentos. O centro mantém um laboratório de integridade estrutural para ensaios destrutivos e não-destrutivos, um conjunto de tubos de 6 a 16 polegadas para testes de equipamentos e uma área dedicada a treinamentos em proteção catódica. Estão sendo construídos outros dois loops com 2,5 km, um de óleo e outro de gás. Na feira, lançará um glossário de termos do setor no formato “wiki”.

FT AUTOMAÇÃO

Química e Derivados, Fibra óptica monitoria tubos, Rio Pipeline
Fibra óptica monitoria tubos

A FT Automação/Flowtech lançará na Rio Pipeline um sistema de monitoramento de dutos com sensores de fibra óptica, com características muito superiores aos sistemas de sensoriamento convencionais. A novidade consegue medir temperaturas e tensões em milhares de pontos ao longo da fibra óptica, dados fundamentais em dutos. Pode detectar vazamentos, verificar parâmetros operacionais dos dutos, prevenir falhas em áreas de desmoronamento e otimizar o transporte de óleo a partir de poços. Além da novidade, a empresa exibirá sua linha de produtos para medição de vazão de líquidos e gases, bem como os dispositivos eletrônicos para leitura e transmissão de dados, chaves de nível e sensores. Com mais de vinte anos de mercado, a FT também atua em equipamentos para áreas classificadas, contando com engenharia própria de projetos e instalação.

IEC

A IEC presta serviços em proteção catódica, estudos de corrosão e integridade de dutos desde 1970. Nesta feira, apresentará suas duas novas representadas. A canadense Foxtek é especializada em monitoração e integridade de estruturas, com monitoramento de corrosão não-intrusiva e sensores de fibra óptica para acompanhar o deslocamento de dutos. A americana Deepwater oferece sua linha completa de materiais para proteção catódica de estruturas offshore e suporte de dutos para eliminar problemas de corrosão. Além delas, a IEC mostrará o Holiday Detector, um detetor de falhas de revestimento fornecido pela Tinker & Rasor que traz uma trava de segurança, um diferencial em relação aos similares. O estande também contará com a linha completa de produtos e serviços comercializados pela IEC, incluindo as representações da Anotec (anodos para corrente impressa de ferro-silício-cromo), eletrodos de coque calcinado Loresco, as juntas isolantes monolíticas da Projoint e Nuovagiungas, protetores de juntas e desacopladores Dairyland. A IEC também é distribuidora dos produtos da Canusa e da Metal Samples.

LIDERROLL

Química e Derivados, Roletes motrizes posicionam os dutos, Rio Pipeline
Roletes motrizes posicionam os dutos

Empresa nacional voltada para a engenharia de montagem de dutos, conta com patentes de acessórios e equipamentos capazes de aumentar a eficiência e a qualidade das operações. É o caso das abraçadeiras
especiais para juntas de campo de tubulações submersas, funcionais, eficientes e de alta durabilidade. Também os roletes de suporte para tubulações de qualquer diâmetro e os roletes motrizes sincronizados são criações da empresa. A Liderroll fez o lançamento da linha do Gasduc III, conduzindo o gás da Bacia de Campos para a Refinaria de Duque de Caxias-RJ (Reduc). Todo o projeto de engenharia da montagem ficou aos cuidados da companhia, que também desenvolve soluções inovadoras para o lançamento de tubos em túneis de pequenos diâmetros.

NDT

A NDT/Scantech do Brasil atua na área de soluções de ensaios não-destrutivos desde 1967, adotando alternativas de alta tecnologia a partir de 1999, com maior confiabilidade, rastreabilidade e produtividade, com registro total dos dados. Oferece soluções para inspeção de soldas e de corrosão em equipamentos e avaliação da integridade de plantas em operação ou em construção. Atua com as técnicas US Phased Array, TOFD, ACFM, BC Scan, Hidrodetector, GammaShield e Emat, nos segmentos de ferrovias, petróleo e gás, saneamento, papel e celulose, siderurgia, fundições e energia (hidráulica, térmica e nuclear).

PROTUBO

Química e Derivados, Nova máquina curva tubos de vários materiais ate 10", Rio Pipeline
Nova máquina curva tubos de vários materiais ate 10" (Abaixo)

Empresa de soluções integradas de engenharia de tubulação industrial, a Protubo atua em toda a cadeia produtiva de óleo e gás, além dos setores naval, petroquímico siderúrgico, sucroalcooleiro, entre outros. Oferece curvamento por indução de tubos até 38 polegadas feitos de aço carbono, inox, duplex, superduplex, API e cladeados (Inconel) e perfis metálicos. Faz revestimentos internos conforme norma ET-200 da Petrobras e externo, com polietileno; pré-fabrica spools com soldagem e ensaios; além de oferecer conexões metálicas, curvamento a frio e têmpera por indução. A Protubo inaugurou em agosto uma nova máquina de curvamento por indução até 10 polegadas, somando-a às outras três máquinas para

Química e Derivados, Tubos, Rio Pipeline
Tubos

agilizar e ampliar a produção. No começo de 2010, iniciará a tecnologia de cladeamento de tubos com ligas de alta resistência, contando com a parceria com a Multialloy e a australiana Cladtek.

TBG

A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. (TBG) responde pela operação em solo brasileiro do gasoduto Brasil-Bolívia, pelo qual passa a metade de todo o gás natural consumido no país. A empresa mostrará o seu programa de integridade, conforme norma B31.8S da Asme, tendo por objetivo manter a segurança e operacionalidade do gasoduto, além de prevenir ocorrências na faixa de servidão. Essas iniciativas revelam o foco na confiabilidade operacional e na redução de risco de falhas de transporte do gás.

 

UNIDUTO

Participa da Rio Pipeline para exibir aos visitantes e possíveis interessados em investir ou contratar serviços o seu projeto do poliduto para transporte de etanol e outros combustíveis, ligando portos ao interior do país. Quando concluído, o poliduto terá capacidade para conduzir 15 bilhões de litros de etanol por ano e poderá incluir um terminal portuário privativo para navios transoceânicos de grande porte.

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307 trabalhos disputam prêmio

Mais de 500 sinopses, de 27 países, distribuídas por 13 áreas temáticas, foram analisadas pelo Comitê Técnico da Rio Pipeline 2009, que selecionou 307 trabalhos oriundos de 24 países. O gerenciamento de crise nas operações, integridades de dutos, transporte de biocombustíveis e de CO2, dentre outros, são alguns dos temas dos trabalhos apresentados que vão disputar o Calgary Award e menção honrosa. Os ganhadores terão o apoio do IBP para participar da International Pipeline Conference, no Canadá, disputando um prêmio maior de reputação internacional.

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Novidade rima com tecnologia

Esta é a aposta de Raimar van den Bylaardt, diretor do Centro de Tecnologia em Dutos (CTDUT), que preparou algo de novo para a Rio Pipeline. “Estaremos lançando o Wikidutos, um glossário de dutos em sistema colaborativo, tendo como expectativa a participação da comunidade para a sua complementação e atualização, seguindo o modelo Wiki”, conta o executivo. “Certamente será mais um ponto de encontro da comunidade e trará uma significativa contribuição para o setor dutoviário. Pretendemos que seja também o embrião de uma futura enciclopédia digital”, complementa.

Química e Derivados, Raimar van den Bylaardt, Diretor do Centro de Tecnologia em Dutos, Rio Pipeline
Raimar van den Bylaardt: Glossário setorial será aberto como a Wikipédia

A novidade ficará na página da organização (www.ctdut.org.br),que busca ainda maior visibilidade e posicionamento nesta Rio Pipeline. “Queremos mostrar o nosso posicionamento de apoio tecnológico às empresas e conquistar maior visibilidade na comunidade dutoviária”, salienta o diretor, frisando que o CTDUT possui um modelo de gestão que difere significativamente das instituições de pesquisa tradicionais. “Especialmente por ser um centro de pesquisas compartilhado, no qual as empresas podem utilizar as suas instalações para fazer testes de produtos, com suas próprias equipes técnicas, em total sigilo, utilizando apenas o pessoal do CTDUT para as operações básicas e segurança”, explicou.

Segundo ele, em virtude das expectativas em torno do pré-sal, o tema dutos submarinos deve adquirir destaque nesta edição. “Novos materiais e processos construtivos são dois outros temas de destaque”, observa. “E o CTDUT pode participar mais efetivamente do processo de inovação.”

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