Química

Rio Oil & Gas 2010 – Potencial de negócios na área do pré-sal gera novos recordes de visitantes e expositores

Bia Teixeira
18 de setembro de 2010
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    Na edição passada, a Rodada In­ternacional, realizada pela primeira vez, promoveu a negociação de US$ 287 milhões em exportações de bens e serviços de 43 fornecedores brasileiros para companhias de cinco países: México (Pemex), Equador (Petroecuador), Ar­gentina (Pan American, Tecna e Repsol), Colômbia (Ecopetrol) e Peru (Petrolera Monterrico), além das subsidiárias da estatal brasileira, Petrobras Colômbia e Petrobras Argentina. A rodada, que reforçou a posição do Brasil no mercado latino-americano, pode gerar resultados ainda melhores este ano.

    Também é grande a possibilidade de um recorde na rodada nacional desse ano, superando o marco de 2008, no qual 23 âncoras e 197 fornecedores participaram de aproximadamente 800 encontros, durante os dois dias de rodadas, negociando bens e serviços em torno de R$ 176 milhões (76% superior ao da ROG 2006, que foi de R$ 100 milhões).

    A expansão do setor de petróleo e gás natural, que tem como um de seus principais gargalos uma demanda crescente de mão de obra qualificada, também atrai para a ROG milhares de estudantes, que poderão participar de um dia da feira. Mais de 1.750 universitários em fase de conclusão de cursos nas áreas ligadas à atividade petrolífera já se inscreveram para o programa “Descobrindo o Profissional do Futuro”, um dos eventos paralelos à feira, que inclui palestras sobre temas relevantes do setor, como o panorama atual da matriz energética brasileira, demanda de recursos humanos, segurança na indústria de petróleo e gás, e mulheres no setor. A iniciativa prevê ainda visitas aos principais estandes, com o objetivo de estimular a interação entre o mercado e os jovens em formação.

    Competitividade e produtividade – Outro evento paralelo é o Seminário de Produtividade e Competitividade da Cadeia de EPC (Engenharia, Pro­curement/Suprimento e Construção), promovido pelo Centro de Excelência em EPC (CE-EPC). O objetivo do promotor é unir e potencializar os esforços destas empresas e entidades que têm interesses comuns, para desenvolver ações visando o aumento da produtividade da indústria brasileira da cadeia de EPC e, consequentemente, de sua participação nos projetos de investimento das operadoras de óleo e gás no Brasil e no exterior, em bases competitivas e sustentáveis, dentro dos mais altos padrões de qualidade e de diretrizes de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde).

    Criado em 2008 para buscar soluções para os problemas que a indústria de EPC enfrenta no planejamento e na execução dos projetos em petróleo, gás e energia no Brasil, o centro é fruto de projetos do Programa de Mobilização da In­dústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), e tem seu estatuto assinado por nada menos que 60 organizações, entre operadoras (Petrobras, Shell, Statoil/Hydro e RepsolYPF), fornecedores de bens e serviços, instituições de ensino e pesquisa e entidades de classe.

    O seminário vai reunir empresas contratantes e contratadas para debater temas como os gargalos existentes para aumentar a produtividade, as oportunidades de incremento do conteúdo local e formas de tornar as empresas mais competitivas em nível nacional e internacional.

    Na mesma linha, um mês antes da ROG, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e a Onip divulgaram o estudo “Agenda de Competitividade da Cadeia Produtiva de Óleo e Gás Offshore no Brasil”, feito pela consultoria internacional Booz & Company. O trabalho identifica entraves e propõe soluções para que a indústria potencialize os benefícios gerados pelo grande volume de encomendas de bens e serviços a ser demandado pelo desenvolvimento das novas reservas brasileiras.

    Respaldado em pesquisas anteriores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Mapear sobre empresas do setor e trabalhos disponíveis sobre o assunto, o estudo projeta investimentos para os próximos dez anos na cadeia produtiva offshore e traça cenários distintos de geração de emprego.

    O levantamento detalha, por exemplo, os custos de alguns equipamentos produzidos no Brasil, compara com países concorrentes – como Estados Unidos, China e Coreia –, avalia a competitividade da indústria nacional, e indica os gargalos a serem superados. Aborda ainda a experiência de outros países que já vivenciaram momento semelhante de crescimento exponencial do volume de encomendas.



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