Química

Rio Oil & Gas 2010 – Potencial de negócios na área do pré-sal gera novos recordes de visitantes e expositores

Bia Teixeira
18 de setembro de 2010
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    Química e Derivados, Eloi Fernández y Fernández, Diretor-geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo(Onip), Rio Oil & Gas 2010 - Potencial de negócios na área do pré-sal gera novos recordes de visitantes e expositores

    Fernández: fornecedores têm grandes oportunidades no país

    Múltiplos atrativos – O potencial das reservas do pré-sal na Bacia de Santos, cujos volumes podem ser bem superiores aos mensurados até agora, e as novas descobertas nessa mesma camada, mas na Bacia de Campos – nos campos de Marlim, o maior exportador nacional, e de Caratinga, nos quais a Petrobras pode utilizar a infraestrutura existente para acelerar a produção –, continuam a ser o foco da cadeia de fornecedores de bens e serviços da indústria offshore do Brasil e do exterior.

    Há muitas oportunidades também na área onshore, abertas com as recentes descobertas de petróleo e gás natural anunciadas neste ano pela Petrobras na Bacia do Solimões (na Amazônia), região prioritária para a jovem empresa brasileira HRT Oil & Gas (em fase de capitalização). Com a geofísica em seu “DNA”, a empresa se prepara para acelerar sua campanha exploratória com base nas reinterpretações de dados sísmicos coletados nas últimas duas décadas, apostando em grandes reservas.

    Também desperta o apetite dos fornecedores a megadescoberta na Bacia do Parnaíba, a cerca de 260 quilômetros de São Luís-MA, cujas reservas potenciais foram estimadas pelo empresário Eike Batista entre 10 e 15 trilhões de pés cúbicos de gás natural – maior do que as reservas do Brunei, China e Reino Unido, quase igual à do Iêmen e em torno de 50% da vizinha Bolívia. O grupo que controla a petroleira, a OGX Maranhão, prevê investimentos totais de US$ 600 milhões a US$ 700 milhões – mais de dez vezes o que foi gasto até agora – na campanha exploratória nessa região.

    Sem esquecer que em terra firme existem ainda grandes empreendimentos a demandar bens e serviços durante os próximos anos na área de downstream, por conta das novas refinarias que a Petrobras prevê colocar em operação nos próximos oito anos para duplicar a capacidade de refino instalada no país, além das obras de modernização de plantas de refino, que incluem um sem-número de novas unidades de processamento de petróleo para gerar derivados de maior valor agregado, incluindo fertilizantes.

    Além de petroleiras como as brasileiras Petrobras, OGX, Odebrecht e Queiroz Galvão Oil & Gas, a anglo-holandesa Shell, a norte-americana ExxonMobil, a britânica BG, a norueguesa Statoil, a potência árabe Saudi Aramco, a espanhola Repsol, a portuguesa Galp, a angolana Sonangol, entre outras, participam da Rio Oil & Gas 2010 as maiores corporações do mundo no setor de petróleo e gás, indústria naval, energia, biocombustíveis, entre outros segmentos que integram esse megamercado em expansão no país.

    Também participam órgãos representativos do setor e dos diversos segmentos ligados à atividade de petróleo, gás e biocombustíveis, incluindo instituições financeiras e de fomento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), universidades e suas incubadoras, entidades de pesquisa etc.

    Para abrigar tantos interesses, os organizadores da ROG distribuíram as empresas e o congresso pelos cinco pavilhões do Riocentro, que tem mais de 100 mil m² de área construída, em um complexo de 571 mil m², capaz de abrigar mais de sete mil veículos.

    Oportunidade para PME – Mais além da visibilidade, a ROG é um foro de negócios para empresas de todos os portes e atividades que integram a cadeia produtiva de petróleo. Enquanto os gigantes do setor exibem seus empreendimentos, tecnologias, inovações, produtos e serviços diversos, as pequenas e médias empresas veem nela uma oportunidade para ter acesso aos grandes contratantes.

    As rodadas de negócios nacionais e internacionais, que já se tornaram sinônimo de bons negócios e bases de grandes contratos nas edições anteriores, reunirão mais uma vez os grandes compradores do mercado de petróleo, gás e biocombustíveis e as pequenas e médias empresas fornecedoras de bens e serviços para o setor. Organizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pela Onip, a rodada tem despertado interesse crescente desse segmento da indústria local, acompanhando o aumento do conteúdo nacional nas compras do setor.

    De acordo com a Petrobras, além de um crescimento de 400% nas contratações no país, a sua política de participação máxima do mercado nacional na aquisição de bens e serviços elevou o conteúdo nacional mínimo de 57% para 77,34% de 2003 a 2010.

    A empresa também adotou a política de demandar itens que não possuem fabricação no Brasil (como turbo-geradores, turbo-compressores, sistemas de injeção e guindastes marítimos), por meio de contratos de longo prazo que viabilizam a instalação de fábricas no Brasil, com transferência de tecnologia e instalação de engenharia local. O que reforça ainda mais as oportunidades de parcerias entre empresas locais e estrangeiras.

    “A nossa expectativa é de que o número de participantes da rodada seja superior ao de todas as anteriores, já que o movimento nesse sentido é perceptível, pelo recorde de 30 empresas âncoras que conquistamos este ano”, observa Eloi Fernández y Fernández, diretor-geral da ONIP. Um número 30% superior ao da ROG 2008, que teve 23 âncoras.



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