Rio Oil & Gas 2010 – Exposição de produtos e serviços tem reflexos nas rodadas de negócios

É quase em ritmo esportivo – de um basquete campeão e não de um futebol que deixou a desejar na Copa do Mundo deste ano – que pretende atuar nessa Rio Oil & Gas boa parte da cadeia de fornecedores da indústria de óleo e gás natural no Brasil, assim como as empresas estrangeiras e nacionais que aspiram a ter uma participação mais ativa nesse mercado.

Mesmo porque há certa paralisia nos negócios setoriais, por conta do período de silêncio da Petrobras anterior à propalada capitalização (adiada para setembro), da polêmica em torno do preço do barril para a cessão onerosa, e da ausência de áreas do pré-sal na décima primeira rodada de licitações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre outros fatores.

Epecistas, consultores e fornecedores de todas as atividades que provêm serviços e produtos para a indústria de petróleo apostam na acessibilidade dos estandes – ainda que haja controle de acesso às áreas privativas –, no clima informal dos eventos paralelos e, principalmente, no fato de estarem todos os principais contratantes em um mesmo espaço, para ‘aquecer’ os negócios e destacar suas competências. Além, é claro, de aferir tendências e ainda as soluções e inovações que as concorrentes estão apresentando.

Na porta de entrada – Os cinco pavilhões do Riocentro começam a parecer insuficientes para abrigar o número crescente de expositores do segundo mais importante evento de petróleo e gás do mundo ocidental. A organização, nos últimos anos, instalou duas tendas (anexos) entre os pavilhões 3, 4 e 5 (este abriga a área administrativa e a conferência), hoje ocupadas não somente por empresas, mas também por organizações governamentais de outros países, que adotam o sistema de estande múltiplo para vários expositores.

Essa disputa acirrada por espaço está levando à ocupação de todas as áreas possíveis do Riocentro, e é visível logo na entrada. O Pavilhão 1 reúne empresas das mais distintas atividades e portes, como, por exemplo, a maior petroleira privada brasileira, a OGX, criada há pouco mais de dois anos.

Química e Derivados, James Beres, Vice-presidente da Tyco Flow Control, Rio Oil & Gas 2010 - Exposição de produtos e serviços tem reflexos nas rodadas de negócios
Beres: sistema de aquecimento mantém o fluxo do óleo pesado

Na sua segunda participação consecutiva na Rio Oil & Gas, a OGX se apresenta com status de contratante de peso, graças ao potencial das reservas que ela incorporou em tão pouco tempo: tanto na área offshore, em razão das várias descobertas feitas no pós-sal da Bacia de Campos, como na área onshore, onde a empresa anunciou recentemente ter encontrado uma das maiores reservas de gás natural do país, na bacia do Parnaíba, no Maranhão, estimada entre 10 e 15 trilhões de pés cúbicos pelo empresário Eike Batista, sem comprovação oficial. Nos próximos meses, a campanha exploratória da empresa nesse campo deverá absorver em torno de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões.

Oportunidades que a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) não pretende deixar escapar, divulgando em seu estande, nesse mesmo pavilhão, o seu Portal de Negócios (B2B Abimaq), que já tem a parceria da Petrobras. A entidade tem apostado suas fichas na ROG, principalmente nas Rodadas de Negócios, que abrem espaço para as médias e pequenas empresas (MPE) participarem desse disputado mercado. Em tempo: 70% dos associados da Abimaq são companhias pequenas e médias.

Poço aquecido – Com o mesmo apetite, mas um foco diferenciado, a Tyco Flow Control, uma das líderes mundiais em equipamentos de controle de vazão para aplicações industriais, veio para o Brasil em dupla missão. Três semanas antes da ROG, uma força tarefa de especialistas e executivos da Tyco participou de seminário técnico e showroom no Rio de Janeiro, com representantes da Petrobras e outras empresas, para debater estratégias para a exploração de petróleo no país.

Química e Derivados, Paul Thomas, Diretor de negócios estratégicos, Rio Oil & Gas 2010 - Exposição de produtos e serviços tem reflexos nas rodadas de negócios
Thomas: tecnologias podem ser aplicadas nos campos do pré-sal

James Beres, vice-presidente da Tyco Thermal Control, divisão da companhia que fornece serviços de engenharia e construção para sistemas de gestão de temperatura, destacou que a empresa disponibiliza uma série de soluções para otimizar a produção de petróleo pesado e acelerar o desenvolvimento de campos na área do pré-sal.

Uma delas é a PetroTrace Downhole Heating, ferramenta utilizada há mais de duas décadas por companhias de petróleo para eliminar o tempo de inatividade e prolongar a vida útil do poço. “São soluções projetadas para funcionar externa e internamente nos poços de exploração, fornecendo calor ao longo do duto, evitando interrupções causadas pela formação de cera, hidratos ou pelo óleo muito pesado”, explica Beres.

O Downhole Heating é um sistema de aquecimento do fundo do poço que eleva a temperatura e reduz a viscosidade do óleo, utilizando tecnologia conhecida como Flow Assurance. Por meio de cabos eletrotérmicos inseridos no reservatório, o sistema fornece uma fonte constante de calor e mantém o material em alta temperatura (204ºC). A utilização da Flow Assurance envolve a manutenção do tubo de produção acima de 85ºC para comprimentos com extensão superior a dois metros.

Essa solução possibilita um aumento significativo, em torno de até 65%, da recuperação de petróleo em poços profundos, até mesmo no pré-sal”, complementa o executivo. Essa tecnologia apresentou excelentes resultados na extração de petróleo pesado na Faixa Petrolífera de Orinoco, na Venezuela, facilitando a extração do óleo extrapesado do local.

O seminário foi apenas um aperitivo do que a Tyco pretende mostrar no duplo estande que ocupa no Pavilhão 1. “Em relação ao pré-sal, temos diferentes soluções como os sistemas Heat Management, que faz o gerenciamento de calor (no poço), além do Skin-Effect, tecnologia de aquecimento desenvolvida pela Tyco, que além de ser de fácil implantação é ideal para longas distâncias”, informa o diretor de negócios estratégicos, Paul Thomas.

Dutos seguros – Do poço, o petróleo vai seguir seu caminho através de dutos submarinos e terrestres, que vêm demandando mais e novas tecnologias. Atenta a isso, a brasileira Asel-Tech, especializada em sistemas de detecção de vazamento de dutos, chega à ROG com algumas novidades e a expectativa de fechar bons negócios. “Estamos nos preparando para receber visitantes do Brasil e de muitos outros países em nosso estande, no qual estamos fazendo o lançamento de dois novos produtos, que não têm similar no mercado”, anuncia o presidente da empresa, Júlio Alonso, otimista com os resultados dos negócios que poderão ser alavancados na ROG.

Assim como outras provedoras de soluções, a Asel-Tech acredita que será uma oportunidade para fazer bons contatos e reforçar os já existentes com empresas como a Petrobras. “Estamos apostando nisso”, destaca o executivo. “Apesar dessa situação no momento, temos que continuar trabalhando na divulgação de nossas soluções para resolver demandas de clientes, mantendo os engenheiros da empresa informados sobre nossos produtos e serviços”, diz ele. “Logo as atividades voltarão ao normal e nossos clientes estarão bem informados sobre o que temos a oferecer”, pondera Julio Alonso, esperando ter bons resultados na rodada de negociações nas quais se inscreveu.

Química e Derivados, Raimar van den Bylaardt, Presidente do conselho executivo do CTDUT, Rio Oil & Gas 2010 - Exposição de produtos e serviços tem reflexos nas rodadas de negócios
Van den Bylaardt conta com estrutura para testar inovações

Ele salienta que não há lugar melhor para incrementar ou desenvolver sua rede de relacionamentos do que um evento como a ROG. “Tanto que várias empresas nos procuraram propondo compartilhar nosso estande para expor seus produtos, mas só podemos fazer isso com nossos parceiros tradicionais”, destaca Alonso, que tem entre suas parceiras estratégicas a norueguesa Naxos, com um sistema de detecção que complementa a solução criada pela Asel-Tech para dutos.

Defensor dessas associações, o executivo acredita que a ROG é um espaço interessante para quem busca parceiros. “Muitas empresas estrangeiras ficam ‘perdidas’ na tentativa de fazer negócios no Brasil e sabem que sem parceiros locais é quase impossível ‘penetrar na nossa selva burocrática’. Além disso, essas empresas dependem da experiência e competência da empresa brasileira para desenvolver o mercado e atender os clientes locais com o suporte que eles esperam.”

Por isso mesmo, ele vê o interesse das estrangeiras como uma oportunidade de negócios. “Até empresas grandes no exterior estão sendo atraídas para o Brasil, principalmente em virtude da campanha mundial sobre o pré-sal”, observa. “Tradicionalmente, a Asel-Tech faz parcerias, ainda que desenvolva suas próprias tecnologias e produtos. Muitas vezes buscamos parcerias com empresas que têm algo inovador ou mesmo incomparável, como é o caso de três das nossas representadas, Naxys, Ampelmann e CRC-Evans, ou mesmo empresas que tenham sinergia ou complementaridade conosco, como é o caso de nossa última parceria, na área de sistemas de invasão de faixa de dutos”, diz.

Exibir suas competências na área de dutos é também o objetivo do Centro de Tecnologia em Dutos (CTDUT). “Estamos preparados para as oportunidades futuras, que virão com o pré-sal”, afirma Raimar van den Bylaardt, presidente do conselho executivo do CTDUT. “Temos tecnologia, capacitação, entidades de ensino e pesquisa, e empresas fornecedoras de bens e serviços que estão em condições de participar desse desafio.”

O CTDUT vai abrir as portas, durante a ROG, para convidados que queiram aferir como são feitos os testes dos produtos, equipamentos e sistemas utilizados na malha dutoviária, realizados nas instalações em escala real e laboratórios de pesquisa do centro. É mais uma edição da já conhecida Semana CTDUT, que sempre acontece em paralelo com algum evento no setor. “Temos infraestrutura para oferecer vantagens técnicas e econômicas tanto para fornecedores quanto para operadoras, que podem, por exemplo, testar novas tecnologias sem colocar em risco suas operações. Todos querem aferir isso”, conclui Bylaardt.

Novos materiais – Outra empresa que também busca se destacar no cenário do pré-sal é a Metalcoating, que utiliza sistemas eficazes de soluções anticorrosivas para atender mercados como o de petróleo e gás, no qual pode aparecer na presença de água, H2S, CO2, substâncias químicas, micro-organismos, e requer uma tecnologia de ponta e qualidade para a complexidade da sua atuação. “Com os desafios de se produzir petróleo e gás natural em áreas abaixo da camada de sal, a seleção de materiais torna-se de vital importância para se otimizar os custos, viabilizar os projetos e proporcionar um aumento na vida útil das diversas instalações de produção”, avalia Gilson Gama, gerente-comercial da Metalcoating .

A empresa traz para a ROG novas tecnologias de proteção anticorrosiva e anti-incrustante à base de polímeros orgânicos, que conferem novas propriedades e características funcionais aos metais sobre os quais forem aplicados termicamente. “Revestidos com essas proteções, os equipamentos, como dutos, podem ser utilizados nas mais severas condições de temperatura e pressão, até mesmo em ambientes em que há altas concentrações de CO2, H2S e CH4”, destaca o gerente, acrescentando que revestimentos orgânicos têm um uso crescente na Petrobras para a proteção interna de tubulações, válvulas, filtros, bombas, peças e acessórios metálicos. Tanto que a empresa foi certificada pela área de dutos da Petrobras como qualificada para realizar revestimentos orgânicos anticorrosivos em curvas. “Os revestimentos são aplicados internamente e externamente nas curvas, protegendo o substrato metálico da ação corrosiva de fluidos e sólidos”, explica. A tecnologia desenvolvida para essa aplicação é 100% nacional e passa a ser mais um item de nacionalização desenvolvido pela Metalcoating para atender às demandas da Petrobras e do segmento de óleo & gás.

Propulsão naval – Com as atividades exploratórias e de produção em ritmo crescente no país, a Voith Turbo aposta em seu novo propulsor Voith Radial Propeller, para aplicação offshore em navios-sonda e plataformas de perfuração. Divisão do grupo Voith, que desenvolve tecnologia de ponta em componentes e sistemas relacionados a acionamentos, em seu estande no Pavilhão 2, a empresa apresenta inovações em propulsão naval, além de divulgar a abertura de novo escritório na Alemanha, o Voith Turbo Marine Engineering, especializado no desenvolvimento de projetos de embarcações que utilizam, unicamente, o sistema de propulsão naval VSP.

O novo sistema de propulsão para navios-sonda e plataformas de perfuração, chamado Voith Radial Propeller, gira 360 graus ao redor de seu eixo vertical possibilitando direcionar o empuxo em todas as direções com segurança e agilidade. Disponível nas potências de 4.5 MW e 5.5 MW, esse sistema tem a vantagem de ser desmontado debaixo d’água, o que reduz o tempo de manutenção a bordo.

“Estamos muito empolgados com o lançamento do novo propulsor Voith Radial, uma vez que podemos construí-lo no Brasil com até 80% de conteúdo local utilizando as instalações da Voith Turbo, em São Paulo, mantendo a qualidade sem perder competitividade” afirma André Araújo, gerente da divisão naval da Voith Turbo no Brasil, que conta que a empresa é a primeira a fabricar este tipo de propulsor no país.

De acordo com Araújo, planos de nacionalizar 15% da produção e a montagem chegaram a ser estudados, mas não foram em frente. Com as turbinas radiais, porém, foi diferente. A transferência de tecnologia e a supervisão dos testes vêm motivando visitas constantes de executivos e especialistas alemães da matriz ao Brasil.

Em dez anos, a meta da empresa é fazer parte da elite de fornecedores da Petrobras e ter entre os clientes também outros competidores que começam a surgir no mercado, como a OSX, do empresário Eike Batista. “Temos todas as qualificações para isso”, afirma o executivo.

Água tratada – No mesmo pavilhão, a francesa Saint-Gobain Canalização (SGC) apresenta ao mercado sua linha industrial para adução e distribuição de água bruta ou tratada, para redes de incêndio e efluentes, com tubos e conexões ponta e bolsa, de ferro fundido para aplicação na infraestrutura, 100% estanques e recicláveis.

Química e Derivados, Matheus Freitas, Diretor, Rio Oil & Gas 2010 - Exposição de produtos e serviços tem reflexos nas rodadas de negócios
Freitas exibe novos medidores e as válvulas motorizadas

A empresa acabou de fechar contrato para a entrega de 12 km de tubos industriais (DN 300 e DN 600) para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj): os tubos de ferro fundido dúctil serão aplicados na rede de incêndio e na condução de efluentes. O carregamento, que foi iniciado em maio, envolveu quase cem caminhões que transportaram os equipamentos da fábrica de Barra Mansa até Itaboraí, onde está sendo construído o Comperj.

Trata-se do primeiro fornecimento da Saint-Gobain Canalização para o Comperj: a adutora do complexo levará água da estação elevatória de Imunana, em São Gonçalo, até a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Porto das Caixas, em Itaboraí, e posteriormente ao Comperj. Após o tratamento da água, a vazão de 250 l/s será dividida: 50 l/s para abastecimento das obras do Comperj e 200 l/s para o abastecimento da população da região.

“A SGC está investindo cada vez mais em novas tecnologias e o lançamento de nossa linha industrial, que tem grande foco na área de petróleo e gás, é também uma oportunidade para apresentarmos nossos produtos e estabelecer parcerias que permitam levar o nosso material para essas aplicações”, observa Gustavo Siqueira, diretor-comercial e de marketing da Saint-Gobain Canalização.

Há mais de setenta anos no Brasil, e com larga experiência no setor de saneamento, sendo um dos principais fabricantes deste mercado, o grupo está investindo pesado no setor industrial, estimando que essa linha represente 5% do faturamento total ainda este ano.

Networking e novidades – Consolidar a imagem de solidez e crescimento da empresa, informar os principais feitos e fornecimentos, expor e conhecer as novidades ao mercado, networking e visibilidade entre os principais clientes e fornecedores são os fatores que levaram a Hirsa a manter a tradição de participar da ROG. Empresa provedora de soluções para os segmentos de automação, medição e controle da vazão, temperatura, pressão e nível, pretende mostrar novidades e reforçar seu relacionamento com o mercado de óleo e gás, onde atua há quase três décadas.

De acordo com o diretor Matheus Freitas, além de trazer novíssimos produtos, como um medidor ultrassônico para líquidos, de oito canais, para transferência de custódia e viscosidade superior a 800 cSt, a empresa está divulgando novos contratos de fornecimento de produtos e serviços – entre os quais, a primeira rede de válvulas motorizadas da refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco. “A feira proporciona ainda a reunião das principais empresas e executivos da indústria do petróleo em um único espaço, fato que possibilita maior interação, permitindo a troca de informações e o estabelecimento de novas parcerias e compromissos”, observa o executivo.

Química e Derivados, Alex Freitas, Diretor-comercial, Rio Oil & Gas 2010 - Exposição de produtos e serviços tem reflexos nas rodadas de negócios
Alex Freitas está começando a internacionalizar a companhia

A empresa carioca, que tem escritórios em outros estados e flexibilidade para prestar serviços em qualquer ponto do país, aposta no crescimento substancial na demanda por produtos e serviços direcionados à produção, exploração e ao refino de petróleo e gás.

Com representação exclusiva no Brasil de 16 empresas estrangeiras fornecedoras de produtos e serviços, a Hirsa, que deverá chegar ao final desse ano com 120 funcionários, estima um crescimento de 30% no seu faturamento, impulsionado em grande parte por contratos de serviço de longa duração e de fornecimento para projetos importantes, o que a levará a ampliar suas representações para outros estados.

Internacionalização – A mesma expectativa tem a Chemtech, empresa brasileira absorvida pelo grupo Siemens, para quem o mercado local está em franca expansão, impulsionado pelo crescimento da economia brasileira e pelas novas descobertas de petróleo. “Acho que o país passará por um momento histórico único e muitas oportunidades e empregos serão gerados. É a grande chance para o Brasil se estabelecer como uma potência mundial”, afiança o diretor-comercial Alex Freitas, afirmando que a empresa está capacitada a atender a estas demandas com soluções completas, inovadoras e tecnológicas para o mercado de óleo e gás.

O executivo frisa que a participação na Rio Oil faz parte da estratégia de negócios da Siemens desde 1996. “Esta feira é uma referência mundial para o setor de óleo e gás. É importante estarmos presentes para termos a possibilidade de conversar e trocar ideias com todos os nossos atuais e futuros clientes, parceiros e fornecedores”, pontua. “É também uma grande oportunidade de fortalecer e dar visibilidade à nossa marca: a empresa acaba de completar vinte anos e é líder brasileira em consultoria e serviços de engenharia e tecnologia da informação para a indústria.”

Para ele, além da visibilidade, a maior expectativa gira em torno das parcerias que podem ser estabelecidas e que vão reforçar uma nova estratégia da empresa. “A Chemtech está iniciando um plano de internacionalização, com representações comerciais nos países do Oriente Médio, Europa e EUA, de onde trarão projetos para serem executados pelos escritórios no Brasil”, conclui.

Negócios na pista – Com ou sem estande, as empresas que atuam na cadeia produtiva de óleo e gás acreditam que o mercado sempre ganha alento durante a ROG. “É uma oportunidade única para reciclagem de conhecimentos e contatos com empresas, especialistas e tecnologias”, salienta Douglas Abreu, sócio-diretor da Gas Energy. “É um local de atualização de informações, fundamental para a Gas Energy, que atua diretamente nesse mercado.”

Química e Derivados, Douglas Abreu, Sócio-diretor da Gas Energy, Rio Oil & Gas 2010 - Exposição de produtos e serviços tem reflexos nas rodadas de negócios
Abreu: cresceu o interesse por serviços de consultoria

O executivo explica que a Gas Energy não participará da ROG com estande, mas executivos e a equipe técnica da empresa estarão presentes ao longo de toda a programação. “Vamos apresentar a nova estrutura organizacional da empresa, com a criação da Gas Energy S.A., que consolida todas as áreas de consultoria e assessoria do grupo, além da nova identidade visual”, explica. Reciclagem e atualização de informações, abertura de novas frentes de negócios e novos mercados e parcerias estratégicas são os principais fatores que levam a Gas Energy a desenvolver ações dentro da ROG. O intuito é sempre firmar posição no mercado em expansão.

“Com as descobertas dos campos do pré-sal, o Brasil passou rapidamente de um cenário de escassez de gás natural para um de sobreoferta. Os novos campos do pré-sal mais que dobram as reservas atuais abrindo muitas oportunidades de desenvolvimento do mercado interno e também de exportação do gás natural via GNL”, lembra Douglas Abreu. “Todas essas oportunidades associadas às modificações propostas pela Lei do Gás abrem um espaço interessante de crescimento para a Gas Energy no apoio aos novos projetos e também a empresas que queiram investir nesse mercado crescente.”

A Gas Energy, que possui 30 colaboradores, 60 clientes e cinco escritórios, em 2009, obteve faturamento de R$ 4,6 milhões (incluindo, além do Brasil, resultados de outros países onde também atua, como Argentina, Bolívia, Peru e Canadá).

Participação no congresso – Outra tradicional fornecedora da Petrobras, a Forship Engenharia S/A também vai fazer uma campanha móvel, sem estande fixo, apostando na maior visibilidade técnica da empresa, com trabalhos inscritos para o congresso que ocorre em paralelo à Rio Oil & Gas. Os trabalhos abordam o tema que é o “DNA” da Forship: a engenharia de comissionamento, na qual já se tornou uma referência internacional – estando presente na Ásia, com uma subsidiária sediada em Cingapura.

“Apesar da elevada quantidade de participantes, nossa expectativa recai principalmente em torno dos artigos que apresentaremos. Temos como intenção principal a afirmação de nossa liderança em comissionamento e seu sistema de gestão”, afirma Fabio Fares, presidente da Forship. “Também pretendemos difundir a empresa e seus outros produtos entre operadoras e epecistas, rever pessoas e ampliar nosso network”, complementa.

Como outros participantes que optaram por não instalar estande, o executivo acredita que a ROG sempre é uma boa oportunidade para fazer bons contatos e reforçar os já existentes com empresas como a Petrobras. “É sempre positivo firmar presença na ROG, pelo espaço e clima acessível ao desenvolvimento de contatos, mas penso que é igualmente importante participar como expositores no congresso.”

Química e Derivados, Anderson Menezes, Rio Oil & Gas 2010 - Exposição de produtos e serviços tem reflexos nas rodadas de negócios
Menezes: software simplifica o embarque de pessoal

Embora não tenha se inscrito para rodadas de negócios, uma vez que presta serviços altamente especializados, já reconhecidos no mercado, a Forship deixa aberto o caminho para parcerias. “Há sempre espaço para novos parceiros, mas temos aprendido, na prática, que nem sempre essa ‘fome’ das empresas estrangeiras significa necessariamente predisposição para estabelecer parcerias que sejam mutuamente interessantes”, pondera.

Logística de embarcados – Também sem estande, a Insight Consulting vai divulgar na feira, na base do corpo a corpo, seu novo sistema de logística de pessoal em plataformas, denominado Teaming. Especializada em Gestão Empresarial, Finanças e Tecnologia da Informação, a empresa assegura que o software desenvolvido é capaz de melhorar em 30% o planejamento, programação e controle das turmas de embarque e desembarque, desde sua origem em terra até o deslocamento. Garante ainda o aumento de produtividade e melhoria da gestão, podendo reduzir custos em até 20%.

Foram investidos R$ 400 mil no sistema, que se encontra em implantação em seis plataformas de óleo e gás simultaneamente. “Com o uso do Teaming é possível integrar os processos logísticos com o RH, treinamento e medicina do trabalho, eliminando o risco de pendências de embarque. Pelo software, pode-se enviar uma prévia das turmas selecionadas ao gestor de plataforma e organizar as escalas levando-se em conta pendências de férias, treinamentos, exames obrigatórios e licenças médicas dos funcionários”, destaca Anderson Menezes, diretor da Insight.

Segundo ele, o Teaming é resultado de um trabalho detalhado baseado na modelagem e implementação de processos de logística de pessoal de plataforma. “A concepção do sistema envolveu especialistas próprios da empresa e profissionais do segmento com vasta bagagem de planejamento, programação e controle de pessoal de plataforma”, afiança.

Além do sistema de logística de pessoal, a Insight desenvolveu um sistema de gestão de processos regulatórios para o setor elétrico e está trabalhando em uma solução de gestão de projetos integrada à plataforma tecnológica de BI (business intelligence) + project da Microsoft.

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