Química

Rio Oil & Gas 2008 – Tecnologia avançada aceita desafio de explorar o pré-sal

Bia Teixeira
22 de setembro de 2008
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    O tema retorna ao plenário em um painel do dia 16 (o segundo dia), que vai abordar os “Desafios tecnológicos e econômicos na exploração e produção em reservatórios do pré-sal”, tendo por moderador Ricardo Beltrão, gerente-geral de Pesquisa de Produção do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), um veterano nessa área. Neste painel, entre outros convidados, participará José Formigli, titular da recémcriada (em abril) gerência executiva de E&P Pré-Sal da Petrobras, discorrendo sobre um tema candente: “Reservatórios do pólo-sal da Bacia de Santos: como viabilizar técnica e economicamente o seu desenvolvimento da produção”. As demais palestras têm temas igualmente relevantes: “As acumulações pré-salíferas no Golfo do México”, que será feita pelo vice-presidente de Exploração e Produção em Águas Profundas da Chevron, Steve P. Thruston, e “A aplicação de novas tecnologias para mapeamento de horizontes profundos”, palestra de Mark Riding, diretor para a área de Águas Profundas da multinacional Schlumberger.

    Para o bloco de Gás Natural, o gerente do setor no IBP, Jorge Delmonte, recebeu cerca de 800 trabalhos técnicos. A maioria tratava de mercado brasileiro e latino-americano, planejamento e precificação, mas há espaço também para assuntos como transporte hidroviário de gás, geração térmica e co-geração (uso duplo de energia de queima de combustível).

    “Com as ofertas de gás em expansão, existe maior preocupação com o escoamento dessa produção. A distância dos campos e a distribuição desse gás são desafios tecnológicos que precisamos discutir. Essa edição do congresso servirá como mais uma oportunidade de troca de informações”, aposta Delmonte.

    Química e Derivados, Jorge Delmonte, gerente, Rio Oil & Gas 2008 - Tecnologia avançada aceita desafio de explorar o pré-sal

    Jorge Delmonte: maior oferta de gás exige investimento logísticos

    A ampliação da capacidade do refino, a tentativa de transformar etanol em commodity e a inserção definitiva dos biocombustíveis na matriz energética brasileira formarão a base dos painéis de Abastecimento e Petroquímica. A questão, aliás, fez o bloco crescer, completando cinco painéis ao todo.

    No bloco de E&P, destaque para as apresentações de novas tecnologias de exploração em águas profundas e os potenciais de acumulação no pré-sal. Os aspectos ambientais também serão abordados nos painéis.

    Já o bloco de Responsabilidade Socioambiental vai aprofundar essas discussões, mostrando exemplos de empresas que respeitam o meio ambiente, realizam ações sociais e até lucram mais por isso. Os impactos da indústria no aquecimento global, as tendências, tecnologias e adesões de países a políticas ambientais vão estar em outro painel. “O objetivo é mostrar como a responsabilidade social interfere na gestão de negócios e nos ganhos econômicos de uma empresa. Aqui no Brasil esse conceito ainda é pouco difundido. O empresariado brasileiro precisa conhecer as vantagens de obedecer a diretrizes socialmente responsáveis”, disse Carlos Victal, coordenador de Responsabilidade Social do IBP.

    Química e Derivados, Carlos Victal, coordenador de Responsabilidade Social do IBP, Rio Oil & Gas 2008 - Tecnologia avançada aceita desafio de explorar o pré-sal

    Carlos Victal: responsabilidade social influencia a gestão e os lucros

    A Petrobras estará presente em várias apresentações. Direta ou indiretamente, uma vez que há ex-funcionários da estatal, até mesmo altos executivos, participando dos debates como representantes de outras empresas, muitas vezes respaldados nos longos anos de serviços na companhia. “O desenvolvimento do mercado de etanol no Brasil e no mundo” é o tema de outro painel, no dia 16, no qual, entre outros, faz uma palestra sobre o assunto um ex-diretor da Petrobras, Rogério Manso, hoje vice-presidente da Brenco, empresa formada pelo ex-presidente da Petrobras Philippe Reichstul, com recursos milionários do exterior, com foco no etanol. Uma clara demonstração de que o assunto interessa a todos os países é o fato de os biocombustíveis serem o tema da conferência plenária do vice-presidente-executivo da Shell, Graeme S.S. Sweeney.

    A questão do gás natural, uma das prioridades do governo, estará em pauta no painel “Os desafios para o atendimento da demanda do gás natural no Brasil”, que terá como moderadores o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro, Júlio Bueno (ex-presidente da BR Distribuidora), e Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Já o painel “As perspectivas para a ampliação da oferta de gás natural para o Brasil” será moderado pelo diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Nelson Narciso, e contará com duas mulheres de ponta neste segmento: Maria das Graças Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras, que vai discorrer sobre aspectos da produção nacional, importação, logística e GNL (Gás Natural Liquefeito), e Ieda Gomes, a brasileira que é vice-presidente de Novos Negócios da BP, falando sobre “Evolução e perspectivas do mercado mundial de GNL com foco na Bacia Atlântica”.



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