Química

Rio Oil & Gas 2008 – Tecnologia avançada aceita desafio de explorar o pré-sal

Bia Teixeira
22 de setembro de 2008
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    Os técnicos e  especialistas da indústria (muitos dos quais em cargos importantes nas companhias petrolíferas que atuam no Brasil) vão abordar ainda outros temas relevantes, como os biocombustíveis, refino de óleos pesados, a demanda de gás natural e as alternativas para atendê-la, novos processos petroquímicos e de refino, novas tecnologias aplicadas a todos os segmentos da cadeia petrolífera, o fator inovação, qualidade de produtos (principalmente de derivados de petróleo), boas práticas de gestão na área de petróleo e gás, além dos aspectos que contribuem para a excelência em segurança, meio ambiente e saúde (SMS), tema prioritário em qualquer plano de negócios de uma empresa interessada não só em sucesso, produtividade e rentabilidade, mas também longevidade.

    Além dos aspectos jurídicos, que são um ponto crucial hoje para o setor de óleo e gás no país, também serão apresentados trabalhos sobre aspectos econômicos e até geopolíticos deste setor, com destaque, novamente, para o pré-sal.

    Vão estar reunidos no evento deste ano os principais agentes da cadeia produtiva de petróleo e gás, desde o pequeno fornecedor de produtos e serviços aos grandes supridores desta indústria e as gigantescas oil companies, como a brasileira Petrobras, a norte-americana Exxon Mobil (mais conhecida no Brasil como Esso), a britânica British Gas (BG), a anglo-holandesa Royal Dutch Shell, a espanhola Repsol YFP e a portuguesa Galp Energia, só para citar algumas das petroleiras presentes.

    Todas estas têm interesses consolidados – em outras palavras, descobertas já confirmadas, com potencial de serem reservas gigantescas, como é o caso de Tupi, com 5 a 8 bilhões de barris de petróleo no bloco BM-S- 11, operado pela Petrobras (65%), com BG (25%) e Galp (10%), onde em agosto foi confirmada outra descoberta, no campo de Iara.

    Para não falar no campo de Carioca, no bloco BM-S 9, em que a Petrobras é a operadora, com 45% de participação, ao lado da BG (30%) e da Repsol YPF (25%), sobre o qual já se informou oficiosamente conter 33 bilhões de barris. Números que nenhum dos parceiros quer confirmar.

    O desafio do pré-sal – Com investimentos da ordem de US$ 1 bilhão desde 2005 e mais de 20 poços perfurados para atingir a camada do pré-sal, a Petrobras e as empresas com as quais está consorciada já confirmaram um total de oito descobertas em seis blocos, denominadas Bem-te-vi (bloco BM-S-8), Carioca e Guará (BM-S-9), Parati (BM-S-10), Tupi e Iara (BM-S-11), Caramba (BM-S-21) e Júpiter (BMS- 24).

    Para seguir adiante nessa estratégia que vem dando certo na parte de exploração e avançar no desenvolvimento desses campos, a Petrobras e as associadas vão necessitar de fornecedores qualificados de bens e serviços, desde válvulas e caldeiras a equipamentos submarinos e FPSOs. Os fornecedores pretendem apresentar na ROG um “catálogo” ao vivo de seus produtos e serviços, com destaques para as novidades que podem ter aplicações úteis para as petroleiras.

    Para adquirir esses bens e serviços e montar a infraestrutura necessária para fazer esses campos produzirem, as petroleiras sabem que vão precisar de recursos. Por isso, as matrizes das companhias estrangeiras, assim como a Petrobras, estão revendo seus planos de negócios. No caso da petroleira brasileira, esta revisão abrange também o plano de exploração e produção do pré-sal, chamado de Plansal, em fase de elaboração.

    Esse é um dos fatores que levaram ao atraso na divulgação do Plano de Negócios 2009-2013, uma vez que, nos últimos anos, a estatal tem apresentado suas revisões anuais quase sempre em meados de agosto. Outro fator seria a necessidade de aumentar significativamente o volume de recursos que a empresa quer alocar no segmento de exploração e produção para respaldar a aceleração das atividades programadas para a implantação até 2017. Se os investimentos não começarem agora, todo o planejamento da estatal para o pré-sal pode ir por água abaixo.

    Programação de peso – Todos esses aspectos deverão permear as discussões nas atividades que envolvem a Petrobras durante os quatro dias da Rio Oil & Gas. As palestras e os painéis técnicos serão divididos em cinco blocos: E&P, Gás Natural, Abastecimento e Petroquímica, Perspectivas Jurídicas e Econômicas, e Responsabilidade Socioambiental. Mas a diversidade de temas é tão grande que alguns blocos tiveram seu escopo ampliado, como o que trata de Perspectivas Jurídicas e Econômicas, coordenado por Felipe Dias, assessor econômico e de políticas energéticas do IBP.

    “Em 2006, abordamos o projeto de Lei do Gás e regulação, mas nessa edição vamos discutir questões de geopolítica internacional do petróleo, planejamento energético, contratos, tributação e licitação de áreas exploratórias”, explicou Dias, acrescentando que seu bloco terá quatro sessões de apresentações de trabalhos técnicos sobre esses temas.

    Não por acaso, a Conferência Plenária (que é sempre uma das mais concorridas) do primeiro dia de conferência será: “Experiências do pré-sal”, da qual os palestrantes são: o diretor de Exploração e Produção da Petrobras da Petrobras, Guilherme Estrella, o Chief Financial Offi cer (CFO) da Shell, Peter Voser, e o presidente da Chevron Energy Technology Co., Melody B. Meyer.



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