Química

Rio Oil & Gas 2008 – reservatório de bons negócios – Reservatório de bons negócios

Bia Teixeira
20 de outubro de 2008
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    Agência do governo italiano responsável pela promoção do intercâmbio comercial e tecnológico entre a Itália e o resto do mundo — sobretudo no que tange às empresas de pequeno e médio porte e seus consórcios de exportação –, o Instituto Italiano para o Comércio Exterior (ICE), em conjunto com o Departamento para Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália, montou um estande com mais cinco empresas. Outras oito empresas de grande porte montaram estandes próprios.

    Desde 2002, a Itália não vinha para o evento com uma representação oficial. O analista da embaixada para o setor, Ronaldo Padovani, observou que as empresas presentes, de pequeno porte, têm como principal objetivo aferir possibilidades de negócios e, principalmente, avaliar possíveis parcerias. “Desde o desenvolvimento de projetos na matriz, que podem ser implementados por parceiros locais, à fabricação local de equipamentos, em parceria com indústrias atuantes no mercado brasileiro.”

    Os outros pavilhões de países europeus foram a Alemanha, que tem um grande parque industrial instalado no Brasil, fornecendo diversas linhas de serviços e produtos para a cadeia óleo, gás e energia, além da Holanda e Romênia. A China também teve uma participação expressiva de empresas no evento, uma vez que algumas de suas petroleiras já têm parcerias firmes com a Petrobras no continente chinês e querem consolidar uma via de mão dupla.

    Das Américas, além da Colômbia, que busca ampliar sua participação na indústria petrolífera brasileira, que atua forte naquele país, também marcaram presença, de forma mais efetiva, empresas norte-americanas de pequeno e médio porte, agrupadas em um dos anexos.

    O pavilhão do Canadá reuniu os principais agentes da cadeia produtiva de petróleo daquele país, com foco no segmento de gás natural e exploração/ produção onshore. Além de reforçar relações com parceiros e clientes, os representantes das empresas e de órgãos governamentais do Canadá tiveram a oportunidade de utilizar o espaço para o agendamento de reuniões na International Pipeline 2008, que se realizaria em Calgary, no final de setembro.

    Acesso ao mercado – Os 1.600 estudantes que visitaram a feira tiveram a oportunidade de se informar sobre o que está sendo feito em termos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) na área de petróleo nos estandes de universidades, centros de pesquisa e órgãos do governo que fi nanciam essas atividades. Puderam ainda aferir as oportunidades de estágio, perspectivas de emprego e quais as qualificações necessárias, tanto de nível técnico como superior, para ingressar nesse mercado de trabalho.

    Representantes de pequenas e microempresas também tiveram a chance de avaliar suas competências para atuar nesse setor, cujas portas vêm sendo abertas por organizações como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), federações de indústrias e entidades regionais de fomento aos negócios, como a Rede Petro, já instalada em vários estados.

    Boa parte estava atenta à primeira Rodada Internacional de Negócios, realizada pela Onip. De acordo com o superintendente da entidade, Bruno Musso, a expectativa é de que haja um movimento de contratos de US$ 287 milhões nos próximos doze meses. Essa projeção foi feita com base nas respostas de questionários apresentados pelas nove empresas internacionais – Petrobras Colômbia, Petrobras Argentina, Petroecuador, Pemex, Eco Petrol, Techna, Repsol, Petrolera Monterrico e Pan American – que participaram dos encontros com 43 fornecedores brasileiros de pequeno e médio porte.

    Essa rodada internacional faz parte de uma estratégia mais ampla, que envolve também a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), além de Sebrae, IBP, Firjan e o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), entre outros apoiadores. “A rodada foi uma ação extremamente bem-sucedida. Investimos US$ 70 mil para um retorno estimado em US$ 287 milhões”, disse Márcio Almeida, gestor de Projetos da Apex. Almeida comentou ainda que, no segundo semestre do ano passado, as ações em parceria com a Onip renderam US$ 500 milhões em exportações para o país.

    Os números da já tradicional rodada nacional de negócios também consagram o sucesso da iniciativa da Onip e Sebrae: foram realizados 800 encontros entre 23 grandes empresas do setor de óleo e gás e 197 pequenos e médios fornecedores de produtos e serviços. “Os resultados foram os melhores para ambas as partes: compradores e fornecedores”, avaliou o gerente do Sebrae, Renato Regazzi, destacando que só participaram dos encontros empresas que tiveram atuação em algum evento do Sebrae ou com cadastro na Onip.

    Bruno Mussi, da Onip, projeta para os próximos doze meses um volume de negócios da ordem de R$ 176 milhões – 76% a mais que os R$ 100 milhões declarados no ano passado. De acordo com ele, dentro de seis meses a entidade
    vai entrar em contato com as empresas para conferir se essas projeções feitas pelos próprios participantes estão se concretizando.

    Pequenos, médios ou grandes, os agentes da cadeia produtiva do petróleo e gás natural esperam que as riquezas do pré-sal gerem bons negócios mais além dessas rodadas. O que poderá ser confirmado nos dois anos seguintes, até a próxima Rio Oil & Gas, quando o pré-sal já terá uma produção comercial.



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