Equipamentos e Máquinas Industriais

Indústria 4.0 – Revolução tecnológica promoverá integração dos sistemas de produção em tempo real

Quimica e Derivados
31 de agosto de 2017
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    Principais expoentes

    Química e Derivados, Klingberg: integração das ferramentas de TI é novidade

    Klingberg: integração das ferramentas de TI é novidade

    A implementação dos conceitos da quarta revolução industrial crescem a cada ano e têm como destaque a Alemanha, Estados Unidos e Dinamarca. Segundo Johannes Klingberg, da VDI Brasil, existe uma vasta gama de perguntas não respondidas tanto no Brasil quanto na Alemanha. “Na Alemanha podemos constatar que a digitalização na indústria química já começou há tempos com diversos nomes e ritmos distintos. Atualmente diversas empresas de grande porte estão alinhando diversas iniciativas isoladas de digitalização em departamentos distintos para estratégias globais de digitalização”.

    De acordo com Luis Arouche da IBM, a Alemanha iniciou o processo de digitalização da operação industrial em 2011 criando o conceito. Nos Estados Unidos foi criada uma organização sem fins lucrativos, a Smart Manufacturing Leadership Coalition, para fomentar a adoção do modelo. “Nestes países a Indústria 4.0 é uma realidade. No Brasil temos muitas indústrias que já automatizaram seus processos, porém ainda não foram capazes de gerar uma cópia virtual do mundo físico, ou ‘digitalizar’ a manufatura”.

    Além de possuírem mais recursos econômicos e legislações avançadas, esses países também contam com incentivos do governo, explica Jatyr Drudi Junior, da Ecolab. “Acredito que a indústria no Brasil esteja se desenvolvendo rapidamente nesse sentido. Por meio da modernização a indústria nacional melhorará sua produtividade e qualidade da prestação de serviços, melhorando sua produtividade e qualidade da prestação de serviços. Tendo como consequência direta o impacto positivo no desenvolvimento econômico do País”, completa Drudi Junior.

    Efeitos da Indústria 4.0

    A implementação da Indústria 4.0 também impactará outras áreas da indústria como a pesquisa e o desenvolvimento na segurança em TI, confiabilidade por parte da produção e interação entre as máquinas. Para se tornar viável a adaptação das empresas, é importante que a tecnologia se desenvolva continuamente ao novo padrão industrial. Os profissionais também precisarão se adaptar, já que as fábricas mais automatizadas implicarão em novas demandas. A substituição dos trabalhos desempenhados manualmente continuará com a Indústria 4.0 e as novas demandas de pesquisa e desenvolvimento demandarão profissionais mais capacitados com formação multidisciplinar.

    “Como resultado desta reestruturação cresce o risco de mudanças disruptivas na indústria. O constante diálogo com diversos atores sobre os impactos para o mercado de trabalho é essencial para minimizar impactos negativos. É preciso unir forças para encarar este desafio. Acreditamos que o perfil do engenheiro que a indústria precisa vai passar por mudanças cada vez mais frequentes em função da aceleração do progresso tecnológico. Portanto, é indispensável um diálogo constante entre empresas e escolas de engenharia para garantir que os futuros engenheiros entrem no mercado de trabalho preparados para novos desafios”, explica Johannes Klingberg, da VDI Brasil.

    Para promover o desenvolvimento das tecnologias Manufatura Cognitiva, Indústria 4.0 e IoT, a IBM inaugurou no fim de 2016 o IBM Watson IOT Center em Munique, Alemanha, que já desenvolveu trabalhos como a análise preditiva para falhas em ativos, otimização dos ativos de manufatura, gestão inteligente de qualidade, analítico para o processo de qualidade em indústrias químicas, realidade aumentada para operador de campo, entre outros.

    Na avaliação de Luis Arouche, da IBM Brasil, o modelo de Indústria 4.0 poderá reduzir o peso de diversas preocupações para as unidades produtivas. “Na indústria química, onde existe uma exposição a situações de risco à saúde e segurança dos trabalhadores, as melhorias são enormes. A cadeia de suprimentos poderá ser melhor monitorada e controlada uma vez que todas as etapas da produção poderão ter seus dados acessados e será possível gerar configurações e parâmetros muito mais consistentes e confiáveis para os engenheiros de produção. Como resultado podemos citar o aumento da receita, redução dos custos de parada de produção, otimização dos recursos produtivos, redução dos acidentes envolvendo trabalhadores, entre vários outros benefícios”, avalia.

    A Indústria 4.0 será um dos temas debatidos no Seminário Abiquim de Tecnologia, que acontece nos dias 12 e 13 de julho, no painel “O Setor Químico e a Indústria 4.0”. O evento ainda terá os painéis: “Venture Capital como Mecanismo de Fomento à Inovação”, “Desafios da Biotecnologia Industrial no Brasil” e “Soluções Tecnológicas da Química para o Setor de Óleo & Gás”. Esta edição do seminário acontece dentro do 46º Congresso Mundial de Química (IUPAC 2017), evento que será realizado pela primeira vez na América Latina, com presença confirmada de quatro vencedores do Prêmio Nobel.

    O IUPAC 2017 será realizado no WTC Sheraton, na Avenida das Nações Unidas, nº 12.559 – Brooklin Novo, em São Paulo. Por acontecer dentro do IUPAC, os participantes do Seminário de Tecnologia também poderão participar dos painéis e simpósios realizados no Congresso Mundial de Química. Os associados da Abiquim terão o mesmo desconto que os associados da Sociedade Brasileira de Química (SBQ). Os interessados em se inscrever precisam encaminhar um e-mail para o endereço: seminariotecnologia@abiquim.org.br.



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