Automação Industrial

Revolução 4.0 oferece redução de custos e segurança maior

Hamilton Almeida
11 de setembro de 2018
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    Tendências – Fratonio acredita que a tendência é o investimento contínuo em automação e digitalização. “No setor químico, existe uma demanda crescente para utilização das informações existentes na base instalada a fim de aumentar a produtividade e reduzir os custos de manutenção. É possível usar essa grande quantidade de dados para fazer uma análise estatística das plantas, buscando gargalos que impeçam a competitividade com o mercado internacional”. Para o executivo, os investimentos interrompidos pela situação do mercado devem retornar após o terceiro trimestre. Mas, o surgimento de novas unidades somente deverá ocorrer no longo prazo.

    Segundo Di Niro, a digitalização em sua essência é disruptiva e o comportamento do mercado tende a seguir este modelo. “A adoção de modelos de inovação não considera médio ou longo prazo; é imediata, pois é uma questão de sobrevivência em um mercado globalizado. No Brasil, temos grandes oportunidades neste sentido e quem adotar em seu planejamento estratégico medidas relacionadas à inovação e digitalização terá um aumento significativo em suas perspectivas de crescimento e competividade”.

    Pragmático, Hafemeister comenta que o mercado está à espera do desfecho do cenário político e de uma clareza no econômico. “Tivemos um bom início de ano, mas que não terá grandes crescimentos até que uma definição esteja clara. Sabe-se que o Brasil é um país com excelente potencial e que após alguns anos de estagnação sempre vem uma expansão forte e vigorosa. Portanto, no longo prazo, a tendência é de reagir positivamente”.

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    Affonso adota a ideia de que se avizinha um ciclo de investimentos para atender a demanda local. E o ramo de fertilizantes, embora seja menor que os da química industrial, resinas e fibras e química de especialidades, reúne condições de uma “grande evolução a curto e médio prazos”.

    No entendimento de Barros, o mercado demanda soluções de rápida implementação e baixo custo de infraestrutura. Adequar plantas em operação sem ter que parar os processos, ou então, partir uma planta nova utilizando um número reduzido de cabos e conexões se mostra uma vertente natural em um mundo conectado.

    “As ferramentas de gestão de ativos somadas a um tipo de modelagem que permita classificar falhas e prever momentos de intervenção comprovadamente reduzem custo de manutenção e elevam a números de primazia a disponibilidade de plantas. A 4ª revolução industrial vem responder a questões antigas e entregar ao usuário a solução de desempenho que ele busca para o seu negócio. Independentemente de ser uma otimização de energia, estudo de demanda de mercado, avaliação de performance de equipamento ou análise de falha, os dispositivos inteligentes e o tratamento de dados em nuvem vêm resolver essas questões, indo muito além de marcas, fabricantes e protocolos, compatibilizando todas as informações em um único ambiente”, realça.

    Recentemente, “a Yokogawa lançou no mercado as famílias de produtos TI Total Insight”, indica Barros: “Em português seria algo como Percepção Total, entregando instrumentos com uma tecnologia absolutamente nova e rompendo paradigmas tecnológicos, algo que nunca foi feito antes no mercado de automação. Os instrumentos desta família vão muito além de transdutores aplicados à variável para a qual o equipamento será instalado. Eles possuem sensores secundários, processamento, historiadores e algoritmos em tempo real que aprendem o perfil de aplicação de instrumento e comparam seu estado atual com relação ao seu estado de fabricação, fazendo diagnósticos durante a operação e determinando com precisão a degradação. Estes sensores permitem identificar e corrigir falhas de aplicação, de processo e de configuração, bem como identificar degradação de hardware que pode causar danos aos instrumentos. Este é um requisito para trabalharmos dados em nuvem e hospedagem. Mais do que medir, precisamos saber que o instrumento está medindo bem”.

    A ABB investe, anualmente, US$ 1,4 bilhão em pesquisa e desenvolvimento e conta com uma equipe de cerca de 30 mil engenheiros de aplicação dedicados, expõe Fratonio. Recentemente, lançou o ABB Ability, que permite que as organizações otimizem a análise de dados e a automação das operações, obtendo ganhos em eficiência e produtividade.

    Di Niro ressalta que a plataforma de automação de processo da Siemens está baseada na digitalização, trazendo para os clientes os conceitos de engenharia, operação, manutenção e logística integrados, sem a necessidade de interfaces adicionais: “Trata-se de um conjunto de hardware e softwares integrados que permitem uma redução de custos na execução do projeto, implementação, comissionamento, manutenção e ciclo de vida da planta. Adicionalmente, softwares para planejamento da produção, performance do negócio (business inteligence) e informações disponibilizadas em aplicativos (apps).

    O mesmo conceito aplica-se para a Plataforma de Automação de Manufatura, com a vantagem de ambas serem integradas em aplicações que exigem este requisito. Para auxiliar os clientes, a multinacional alemã desenvolve Planos Diretores de Digitalização e Automação, baseados em retorno de investimento, considerando as necessidades de cada indústria e dos demais departamentos.



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