Automação Industrial

Revolução 4.0 oferece redução de custos e segurança maior

Hamilton Almeida
11 de setembro de 2018
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    “Um exemplo são os protocolos Wireless ISA100, nos quais cada fabricante traz a sua experiência e know-how em instrumentos para um ambiente seguro e de fácil comissionamento, o que permite resolver questões de simples monitoramento ou até mesmo questões de aplicações SIL 2/3 de segurança. Mais do que trafegar um único protocolo, é esperado que esse meio sem fio ISA100 permita a conexão de dispositivos de campo através do protocolo de segurança Profisafe, ou então uma simples conexão por meio Hart. A alta disponibilidade dos instrumentos e robustez física, somadas à interoperabilidade, garantem que a tecnologia selecionada seja perfeitamente integrada à rede, desde que o usuário tenha cobertura de um protocolo aberto e certificado, por exemplo, o ISA100”, elucida o executivo da Yokogawa.

    Fratonio lembra que o aumento da digitalização traz consigo a necessidade de maiores investimentos em soluções de segurança cibernética. “A utilização de protocolos de comunicação padronizados gera a necessidade de implementação de proteções adicionais nos controles de acesso aos instrumentos de campo. Isto demanda um aumento nas auditorias e nos processos de manutenção dos softwares envolvidos. Temos desenvolvido técnicas de proteção para prover barreiras aos ataques cibernéticos”.

    Di Niro considera que as tecnologias para instrumentação de controle e automação, incluindo segurança, têm evoluído substancialmente para que possam fazer parte e serem integradas ao ecossistema digital. “A compatibilidade dos sistemas é uma peça fundamental e cada vez mais sob a responsabilidade dos fornecedores. Um sistema que não evolui com o ecossistema digital vai se tornar obsoleto e o cliente final assume o risco de um possível reinvestimento para se manter conectado”. Por este motivo, ele adverte que “a decisão pela aquisição de partes isoladas não permite a visão integrada e de longo prazo para garantir o retorno do investimento planejado”.

    Affonso informa que “a automação de processos é o caminho para ter uma corporação mais segura e mais limpa, do ponto de vista ambiental. Tecnologias como controle preditivo fazem com que o processo trabalhe afinado, consumindo menos matéria-prima e energia, e, consequentemente, com menor pegada ambiental e geração de resíduos”.

    Os dispositivos de campo possuem cada vez mais funções de diagnóstico; um sensor de proximidade que há 20 anos somente indicava a presença ou não do objeto, hoje, através de tecnologias como o IOLink, informam se o alinhamento está feito corretamente, a temperatura de trabalho, a expectativa de vida útil, a quantidade de peças, a necessidade de calibração, etc. Todos estes pontos acabam trazendo mais segurança operacional à planta. Este tipo de diagnóstico também está presente na instrumentação analógica, utilizando protocolos como o Hart, por exemplo.

    Ele também acha que é cada vez mais comum a aplicação de SIS (Sistema Instrumentado de Segurança) que monitora as condições operacionais e leva a planta para uma situação segura quando houver uma falha ou incapacidade do sistema de controle, protegendo tanto a vida dos colaboradores quanto o meio ambiente e o patrimônio empresarial. Este sistema é composto por controladores, redes e sistemas de E/S (entradas e saídas) de altíssima confiabilidade, normalmente com redundância tripla TMR (Triple Modular Redundant).

    Na parte de instrumentação, para redução de custos de instalação, facilidade de manutenção e diagnósticos mais precisos, redes de campo e sistemas de E/S estão sendo instalados cada vez mais próximos dos equipamentos, e também via rede sem fio, em áreas com a presença de produtos corrosivos ou inflamáveis. Por estarem em condições ambientais adversas, estes equipamentos e redes necessitam seguir normas rígidas de segurança.

    A segurança de acesso – ou cybersecurity – é o tema mais recorrente em contatos com os clientes, revela Affonso. “Todos os benefícios apresentados pela IoT somente são alcançados caso os dados sejam disponibilizados para análise. A entrega destes dados é invariavelmente feita através de redes Ethernet, que é a base da internet e, portanto, seria o canal de entrada de um acesso não autorizado, que colocaria a empresa toda em risco. Isso, porém, já não é um fator impeditivo. Existem diversas tecnologias que, implementadas corretamente, protegem a planta e garantem uma operação segura. São tecnologias como firewalls, thin clients, atribuição de dispositivos ou bloqueio de portas de switches, IDC (Industrial Data Center) onde todos os servidores são virtualizados, servidor de conteúdo (ThinManager), etc. Já é possível, por exemplo, a operação remota de plataformas de petróleo desde o continente, a mais de 200 km de distância, de forma segura e confiável”, arremata.



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