Automação Industrial

Revolução 4.0 oferece redução de custos e segurança maior

Hamilton Almeida
11 de setembro de 2018
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    Química e Derivados, Sala de controle montada pela ABB permite controlar todo o processo em tempo real

    Sala de controle montada pela ABB permite controlar todo o processo em tempo real

    A revolução denominada Indústria 4.0 não tem freio, concordam os especialistas. A automação de processos na indústria química é um imperativo do mundo globalizado, que exige cada vez mais eficiência e competitividade. O fator segurança operacional também valoriza o emprego da tecnologia.

    “As indústrias químicas estão se adaptando à 4ª revolução industrial. O mercado brasileiro de automação está em crescimento, principalmente por conta da aplicação de tecnologias digitais e soluções de segurança cibernética”, afirma José Fratonio, gerente de engenharia de óleo e gás da ABB Brasil. Esse é o “único caminho” para ser mais produtivo e eficiente.

    Química e Derivados, Affonso: automação proporciona melhor desempenho ambiental

    Affonso: automação proporciona melhor desempenho ambiental

    Diante de um cenário econômico local não muito favorável, onde 85% dos investimentos se concentraram na manutenção das operações, “há demandas de modernização na maioria das empresas do setor”, calcula Maurício Affonso, diretor regional de marketing para a América Latina da Rockwell Automation. E prossegue: “Somente assim a indústria química poderá competir adequadamente no nosso mercado e também globalmente”.

    Essa necessidade de modernização está, a seu ver, diretamente ligada à expectativa de crescimento para atender à demanda local (ainda que em tímidos 5% ao ano, esperados até 2021) e, também, ao grande desafio de se adequar aos padrões internacionais, tanto em termos de qualidade quanto em preço. A automação de processos adquiriu status de acesso à eficiência operacional, controle de custos, segurança operacional e sustentabilidade ambiental.

    O executivo evidencia que uma maneira de se atingir esses macro objetivos é o investimento na integração total da companhia, desde o chão de fábrica até o nível corporativo. É criar um ambiente no qual os dados possam fluir entre os diversos departamentos e auxiliar os gestores a tomar decisões mais rápida e assertivamente, gerando maior competitividade.

    “Uma empresa conectada abre espaço para estudos avançados, análises correlacionais de processo (Analitics), permite que os processos sejam mais autônomos (Machine Learning), que diagnósticos sejam feitos remotamente de forma preditiva e prescritiva, e estabelece novas possibilidades de interação entre pessoas para uma colaboração melhor e mais efetiva”, assevera.

    Química e Derivados, Di Niro: comunicação entre as partes e sistemas é fundamental

    Di Niro: comunicação entre as partes e sistemas é fundamental

    Na opinião de Giovanino Di Niro, gerente geral de automação de processo da Siemens, a indústria química é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento de novas tecnologias na automação de processos, considerando os aspectos de competividade, produtividade, meio ambiente, qualidade, segurança e, finalmente, o rápido lançamento de novos produtos. “O segmento tem implementado as inovações rumo à digitalização não se restringindo aos níveis de controladores programáveis e instrumentação, mas buscando uma planta totalmente integrada”, salienta.

    Augusto Hafemeister, coordenador de marketing da Altus, avalia que a indústria química, como as de outros setores, tem caminhado em direção à Indústria 4.0. “O aproveitamento dos protocolos de comunicação da instrumentação, associados aos sistemas de controle, será um recurso cada vez mais valioso para manutenção preditiva/proativa, o que trará um importante retorno financeiro ao evitar ou minimizar paradas não programadas e maximizar a vida útil dos equipamentos, mantendo as condições de projeto/especificação”, observa.

    O gerente de aplicações da Yokogawa América do Sul, Cassius Barros, constata “uma alta procura por disponibilidade e qualidade de informação. Mais do que obter valores de medição com elevado grau de exatidão e repetibilidade, o setor químico vem buscando meios para determinar a qualidade desta medição. Diagnósticos avançados somados a algoritmos e sensores dedicados a detecção permitem ao usuário identificar degradação de medição e assim, prever o momento de falha”.



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