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Reúso de Água – Refinarias da Petrobras mantêm planos para reaproveitar efluentes em caldeiras e torres de resfriamento

Marcelo Furtado
29 de abril de 2013
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    Química e Derivados, Max Santavicca, Nalco, Ecolab, tecnologia para reúso de purgas de torre

    Santavicca: tecnologia para reúso de purgas de torre

    Um exemplo é a Nalco, pertencente ao grupo norte-americano Ecolab. Forte em soluções químicas para tratamento de água e efluentes, a empresa conta em seu portfólio com algumas tecnologias que, segundo Max Santavicca, da divisão de serviços e processos de água, podem ajudar a melhorar as refinarias que praticam ou praticarão o reúso.

    Uma delas já foi até solicitada pelo Cenpes. Trata-se do dispersante Permacare MPE50, especialmente indicado para inibir a aderência de sólidos (fouling) em membranas de microfiltração ou ultrafiltração empregadas em biorreatores com membranas (MBRs). “Ele melhora bastante a permeabilidade das estações, incrementando o desempenho das membranas de 30% a 100%”, disse Santavicca. No caso, o Cenpes solicitou à Nalco o seu teste em MBR instalado na Refinaria Henrique Lage (Revap), de São José dos Campos-SP. O produto só não foi adotado porque a empresa responsável pelo MBR (a GE, concorrente da Nalco) ameaçou não dar mais a garantia das membranas caso o tratamento fosse iniciado em escala real. “Mas o importante é que o Cenpes conheceu o produto e deve retomar no futuro conversações”, complementou João Teodoro Frutuoso, gerente de marketing da empresa.

    Uma outra aposta de oferta de serviço para refinarias por parte da Nalco visa ao tratamento e/ou reúso de purga de torres de resfriamento, considerado um dos rejeitos de mais alto grau de contaminação, com concentração elevada de produtos químicos utilizados para condicionamento da água recirculada e com muitos sais. De acordo com Santavicca, é uma demanda que a Petrobras estuda e que, aos poucos, deve deslanchar ao vencer seu principal obstáculo: o custo ainda elevado do tratamento.

    Química e Derivados, João Teodoro Frutuoso, Cenpes, dispersante evita aderência de sólidos em MBR

    Frutuoso: dispersante evita aderência de sólidos em MBR

    “São várias as opções de tratamento, já realizamos em outros países, como Argentina e México, e em breve poderemos adotar no Brasil também”, explicou. Na Argentina, uma combinação de ultrafiltração e osmose reversa foi empregada. No México, já é comum utilizar o processo de evaporação e cristalização dos sais. “Tudo depende do estudo de viabilidade econômica e da escassez de água da refinaria, mas com certeza trata-se de uma alternativa em estudo pelas empresas”, disse Frutuoso. “E a Petrobras sempre procurou inovar, o que pode ocorrer agora também na recuperação de purga de torres.”

    Segundo Vânia Santiago, aliás, realmente a petroleira está interessada em recuperar purga de torres. Tanto é assim que na Regap há uma estação piloto com pré-tratamento por ultrafiltração e osmose reversa, uma parceria com a Coppe-UFRJ, com o propósito de tratar a purga. Da mesma forma, na Rnest, o processo de reúso em implantação contempla um sistema de clarificação avançada seguido de EDR para tratar o rejeito das torres.



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    Um Comentário


    1. Felipe Bezerra

      Muito interessante a reportagem. Tenho interesse na tecnologia de eletrodiálise reversa. É possível conseguir o contato da empresa Mega citada?
      Obrigado.



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