Meio Ambiente (água, ar e solo)

Retomada (Verde)? – ABEQ

Quimica e Derivados
2 de novembro de 2020
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    Na minha humilde opinião, todos esses artigos e notícias conversam entre si, e apontam cenários para o Brasil. Não haverá desenvolvimento econômico sem desenvolvimento tecnológico e este é muito facilitado por uma base educacional forte. Estamos décadas atrasados neste ponto e correndo na direção errada, tá oquei? Contudo, as nossas características geográficas podem nos oferecer algumas oportunidades.

    Nossas reservas de gás natural podem permitir que a indústria química tradicional do Brasil opere com custos competitivos, de modo a gerar divisas e empregos qualificados. Mas me refiro aqui à indústria tradicional – fertilizantes, intermediários químicos e polímeros produzidos a partir de rotas químicas consolidadas. É bem provável que a sociedade passe a exigir cada vez mais rotas verdes, sustentáveis, para a indústria química. E nesse caso, como pontuou Gonçalo Pereira, a Bioeconomia oferece ao Brasil a oportunidade de se reindustrializar segundo as novas premissas requeridas.

    Contudo, para que essa reindustrialização em bases modernas possa se tornar realidade, um esforço conjunto de vários agentes da sociedade – governo, indústrias, universidades, instituto de pesquisa – é necessário. Algumas ações possíveis seriam:

    – Formação de hubs de inovação que integrem esses agentes fazendo pesquisa dirigida e formando mão-de-obra capacitada.

    – Mecanismos específicos de financiamento que levem em conta o tamanho das empresas e que tenha garantias, carência, prazos de pagamento e juros customizados.

    – Consórcios de diferentes empresas ou entre empresas e governo para realização de projetos em áreas de fronteira tecnológica.

    – Apoio financeiro a pesquisa em diferentes estágios de desenvolvimento de novos bens e serviços baseados em recursos naturais.

    – Atração de fundos estrangeiros pela garantia de segurança jurídica.

    Referências

    Adriano Pires. As reformas no setor de energia. O Estado de S.Paulo, 22 de agosto de 2020. Disponível em: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,as-reformas-no-setor-de-energia,70003408579

    Gonçalo Pereira. Bioeconomia e a Indústria Brasileira / Confederação Nacional da Indústria, – Brasília: CNI, 2020. Disponível em: http://www.portaldaindustria.com.br/publicacoes/2020/8/bioeconomia-e-industria-brasileira/

    Tommy Isaac, Hydrogen Lessons from Huawei: Unlocking UK Growth, The Chemical Engineer, publicado em 02 de setembro de 2020. Disponível em: https://www.thechemicalengineer.com/features/hydrogen-lessons-from-huawei-unlocking-uk-growth/

    Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo 02 de setembro de 2020, Entrevista com Luiz Costamilan, secretário-executivo de Gás Natural do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás, disponível em: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-brasil-tem-infraestrutura-para-escoar-gas-do-pre-sal-ate-2026-diz-representante-de-petroliferas,70003423466

    Denise Luna, O Estado de S. Paulo, 18 Aug 2020, Especialistas criticam ‘timidez’ do projeto da Lei do Gás.

    André Bernardo é Engenheiro Químico formado na Escola Politécnica da USP, com mestrado em Desenvolvimento de Processos Biotecnológicos pela Faculdade de Engenharia Química da Unicamp e doutorado em Engenharia Química pela UFSCar. Trabalhou no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e em diferentes indústrias químicas. Atualmente é professor do Departamento de Engenharia Química da UFSCar. E-mail de contato: abernardo@ufscar.br

    Química e Derivados -

    ABEQ

    A Associação Brasileira de Engenharia Química (ABEQ) é uma entidade sem fins lucrativos que congrega profissionais e empresas interessadas no desenvolvimento da Engenharia Química no Brasil. É filiada à Confederação Interamericana de Engenharia Química. Seu Conselho Superior, Diretoria e Diretoria das Seções Regionais são eleitos pelos associados a cada dois anos.
    Mais informações: https://www.abeq.org.br/



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