Petroquímica – Resultados voltam ao azul e podem indicar a superação da crise

Química e Derivados, Pedro Wongtschowski, diretor-presidente do grupo Ultra, Petroquímica
Pedro Wongtschowski: Comperj poderá ser construído em duas etapas

Acrílico em revisão – A Elekeiroz reafirma seu interesse em instalar a primeira fábrica de ácido acrílico no Brasil. Porém, a empresa está negociando com a Petrobras a transferência do projeto de Betim-MG para Camaçari-BA. “Não estamos conseguindo um parceiro com domínio da tecnologia por causa da localização do projeto”, explicou o diretor-superintendente Reinaldo Rubbi. Os possíveis parceiros defendem que essa unidade possa ser integrada ao mercado global, devendo se situar mais próxima do litoral. “O ministro Edson Lobão [Minas e Energia] e o governador [da Bahia] Jacques Wagner se declaram favoráveis à mudança de planos”, explicou.

Segundo ele, a Petrobras não teria prejuízos. O propeno da Refinaria Gabriel Passos (Regap) poderia ser transferido para a unidade de PP da Braskem em Paulínia-SP. “A Braskem também tem interesse em nos fornecer propeno na Bahia em troca dessa cota mineira”, explicou. A transferência para Camaçari também se justifica por outro motivo. A Elekeiroz possui fábrica de álcoois (butanol e octanol) no polo baiano, e poderia usá-los para reagir com ácido acrílico na fabricação de ésteres (acrilatos) de largo emprego industrial no Brasil e no exterior.

Rubbi explica que a unidade baiana teria o mesmo tamanho da planejada para Betim: dois trens de reação para fazer 120 mil t/ano de ácido puro. Essa unidade também alimentaria uma linha de produção de polímeros superabsorventes (SAP), cuja demanda é crescente na América Latina em fraldas descartáveis e absorventes higiênicos. “O SAP viabiliza a planta do ácido, mas não é nosso mercado, e ficaria a cargo de outra companhia especializada no negócio”, comentou.

Nas linhas habituais de produtos, a Elekeiroz encontra mercados difíceis, por causa da forte concorrência global. “Tínhamos um projeto para a ampliação dos álcoois, mas agora ele está engavetado”, comentou. O plano era ampliar a produção das atuais 165 mil t/ano para 200 mil t/ano, mediante alterações no processo com a colocação de um pré-reator para acelerar a reação final. Também seria preciso construir uma nova unidade de destilação, pois a atual está engargalada.

A linha de plastificantes ftálicos ganhará em junho uma nova planta em Várzea Paulista-SP, para fazer 15 mil t/ano (base DOP). Com ela, a capacidade total da empresa passará para 150 mil t/ano, entre São Paulo e Bahia. Rubbi considera, porém, que 2009 não igualará os resultados de 2008. “O primeiro trimestre foi ruim, e o segundo apresentou uma recuperação ligeira, porém consistente”, explicou.

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