Adesivos, Colas e Selantes

Resultados da Covestro refletem o acerto da visão de negócios

Marcelo Fairbanks
13 de agosto de 2018
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    Química e Derivados, Nova sede no país enfatiza coragem, criatividade e diversidade

    Nova sede no país enfatiza coragem, criatividade e diversidade

    Nascida há quase três anos, em setembro de 2015, pela separação da unidade de negócios Materials Science da Bayer, a Covestro comemora a boa evolução de seu valor de mercado, passando de € 25 por ação, no dia do seu lançamento, para € 78 (no início de junho), tendo alcançado picos de € 94 em março. A Bayer hoje detém menos de 25% do capital da Covestro.

    No Brasil, a companhia inaugurou nova sede administrativa regional, depois de reformar um prédio dentro do site da Bayer em Santo Amaro, na capital paulista. As novas instalações contam com decoração interna ousada, com espaços amplos e de uso flexível, de modo a favorecer a colaboração entre as equipes. O uso de cores torna o ambiente agradável e estimulante.

    A nova sede tem uma utilidade adicional, pois é um importante showroom das soluções desenvolvidas com os principais parceiros da empresa na região. Nele foram utilizadas diversas tecnologias feitas com materiais da Covestro. Por exemplo, todos os interruptores e tomadas instalados no prédio utilizam o policarbonato Makrolon, fabricado pela Covestro. As pinturas de pisos de alto tráfego foram feitas com poliuretanos base água fornecidos pela companhia.

    Química e Derivados, Fernando d’Andrea, presidente da Covestro para a América Latina

    Fernando d’Andrea, presidente da Covestro para a América Latina

    “O escritório de São Paulo servirá de modelo para outros que estão sendo preparados pela companhia ao redor do mundo, pois foi um dos primeiros a adotar a nova comunicação visual, que já está presente na Suíça e em Hong Kong”, comentou Fernando d’Andrea, presidente da Covestro para a América Latina. O design ressalta a capacidade desafiadora da companhia, cujo lema é “Por que não?”

    A Covestro atua em três linhas de negócios: poliuretanos, policarbonatos e coatings/adesivos, contando com produtos conhecidos e rentáveis. “A separação nos permite operar com mais agilidade e foco mais ajustado nesses negócios, que ficavam distantes do interesse central da Bayer, hoje voltada para life sciences”, apontou d’Andrea. Ao ser formada, a empresa investiu em gestão avançada, ocupando menos pessoal, porém mais ligado aos negócios. O faturamento global de 2017 chegou a € 14,1 bilhões.

    A nova sede ressalta as características 3C (colorido, corajoso e curioso), que orientam as atitudes adotadas pela companhia em âmbito global. Colorido se traduz em compreender e incentivar a diversidade, em todos os seus aspectos. Corajoso resume a compreensão de que os erros fazem parte do processo de aprendizagem, portanto, não devem ser vistos de forma tão crítica que iniba abordagens inovadoras dos problemas. “Aceitamos os erros metódicos, como parte do caminho para os acertos futuros”, explicou. Curioso traduz a capacidade de perguntar por inovações, buscar mudanças.

    O presidente regional considera que o início das operações se valeu da boa aceitação das marcas, oriundas da antiga Bayer Materials Science. Além disso, o triênio foi marcado por relativa estabilidade dos preços das matérias-primas petroquímicas, enquanto a demanda mundial cresceu.

    O poliuretano é apontado como material de excelentes propriedades, sem substitutos nas suas principais aplicações. “O PU está sempre evoluindo, tanto em desempenho quanto em sustentabilidade; um colchão de espuma não é o mesmo de há dez anos, as características de resistência e resiliência foram melhoradas”, comentou. Outros avanços estão sendo feitos, por exemplo, nos produtos viscoelásticos.

    Também na área de refrigeração, o PU encontra ampla demanda, oferecendo isolamento térmico superior. “As geladeiras e câmaras frias ficaram com paredes mais finas porque o PU apresenta um coeficiente de transmissão térmica muito baixo, isso se reflete na economia de materiais”, salientou.

    Outros avanços dos poliuretanos incluem a produção de polióis com base no CO2 capturado de sistemas de combustão, polióis de origem natural e sistemas de base aquosa, todos sustentáveis. As formulações com base em água são muito requisitadas para a produção de adesivos sem emissão de solventes, uma característica desejada na região. “Vendemos insumos para os formuladores”, informou.

    O novo prédio incorporou dois laboratórios, de modo a aproximar a área comercial dos especialistas. “Na nossa estratégia, a inovação é essencial e essa aproximação traz resultados”, comentou d’Andrea, salientando que a Covestro segue buscando estabelecer parcerias e efetuar aquisições para complementar seu portfólio.

    O mercado do policarbonato é muito concorrido, com grande aplicação em peças e componentes estruturais dos automóveis. “Mesmo os carros elétricos usam muito o policarbonato, material de alta resistência e aspecto visual muito atraente”, disse. A resina também encontra aplicações nos garrafões de água e copos de alta transparência e qualidade, mas sofreu com o fim de um de seus maiores usos: a produção dos compact discs (CD).

    A companhia não conta com produção local, abastecendo-se de outras unidades instaladas em várias regiões, a exemplo dos Estados Unidos, Europa e Ásia. Para tanto, armazena seus estoques em instalações qualificadas de terceiros e opera uma eficiente operação logística.

    O mercado brasileiro tem permitindo à Covestro obter resultados consistentes, na avaliação do presidente regional. “A população está se educando e deseja mais produtos de consumo, ou seja, há um mercado crescente para novos materiais”, avaliou. Porém, há dificuldades locais que d’Andrea considera superáveis.



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