Resinas – Vendas começam ano em alta

Perspectivas 2021 - Vendas começam ano em alta, mas ainda é cedo para apontar tendências dos meses adiante

Revista Plástico Moderno - Resinas - Vendas começam ano em alta, mas ainda é cedo para apontar tendências dos meses adiante - Perspectivas 2021 ©QD Foto: Divulgação
Marta: todos os fatores puxam preços das resinas para cima

Preços e abastecimento

 

Nos primeiros noves meses de 2020 o consumo de resinas no país cresceu 2,6% sobre o mesmo período de 2019, informa a Coplast. O desempenho do último trimestre, afirma Terra, permite projetar um índice ainda maior para o total do ano. “Em um ano de PIB negativo, foi um bom crescimento”, avalia o dirigente da Coplast.

Segundo ele, considerando a atual relação entre oferta e procura, os globalizados preços das resinas deveriam estar relativamente estabilizados, mas, ao menos no curto prazo, eles podem subir mais, até porque, aquecendo-se a economia global, devem subir também os preços do petróleo. “Os contratos para o propeno recentemente estavam sendo feitos com valores 30% superiores aos de um mês antes”, exemplifica.

Marta, da MaxiQuim, estima em cerca de 20% o aumento dos preços médios registrados no ano passado no mercado brasileiro de resinas (considerando os valores em reais). Talvez somente a partir de março esses preços se estabilizem, pois, “no momento, todos os drivers apontam para cima: preços de petróleo e nafta, preços das resinas no mercado internacional, custos de logística elevados, câmbio e oferta restrita no mercado interno”, observa. Na avaliação de Marta, “somente a partir do segundo semestre deve se normalizar a oferta global de resinas”.

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Natal: serviços de entrega cresceram e usaram mais PS

No mercado do PS, diz Natal, não houve problema de oferta, até porque o segmento opera com expressivo índice de ociosidade. “Também houve redução de importações, que hoje estão próximas de 15%, mas já chegaram a representar 30% do mercado”, ressalta o executivo da Unigel, empresa que programou novo aumento dos preços de seus produtos para fevereiro. “Nossos preços ainda estão abaixo da paridade com o preço das resinas importadas, enquanto os custos de nossas matérias-primas, como eteno e benzeno, seguem aumentando”, justifica Natal.

Santos, da Braskem, credita os problemas de abastecimento registrados no mercado de resinas muito mais à acentuação da demanda que a algum problema na oferta global. Oferta, ele especifica, que no caso do PE não registrará este ano crescimento significativo, mantendo-se a paulatina expansão registrada nos últimos anos, agora mais voltada para as famílias de PEAD. “Em PP, há a expectativa de um incremento considerável na capacidade global em 2021 e nos anos seguintes”, complementa.



Ao menos até o mês de abril, ou mesmo durante todo o primeiro semestre, ainda haverá problemas na oferta de resinas, prevê Gonçalves, da Adirplast. “As resinas de engenharia são as mais problemáticas, mas surgiram problemas mesmo com as poliolefinas”, detalha.

A oferta restrita não necessariamente elevará a importação, mas também não há sinais de redução da participação das resinas importadas no mercado nacional, observa Gonçalves. “No final do ano passado, cresceu bastante a importação, mas mesmo com os preços elevados o que veio foi logo consumido, pois havia uma demanda não atendida e um receio de falta de produto”, relata. “Esperava-se uma queda nos preços em janeiro e ela não aconteceu, pelo contrário. Assim, se não dá para projetar crescimento da importação, acho que ela ao menos manterá o patamar de 30%, a média dos últimos cinco anos, de participação no mercado nacional”, finaliza o presidente da Adirplast.

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