Resinas – Vendas começam ano em alta

Perspectivas 2021 - Vendas começam ano em alta, mas ainda é cedo para apontar tendências dos meses adiante

Revista Plástico Moderno - Resinas - Vendas começam ano em alta, mas ainda é cedo para apontar tendências dos meses adiante - Perspectivas 2021 ©QD Foto: Divulgação
Fábio Santos e a unidade de PP em Paulínia-SP: poliolefinas tiveram aumento acentuado de demanda em 2020

As diferentes resinas

 

Há para este ano perspectiva de crescimento também na demanda pelas resinas fornecidas pela Braskem:

crescimento, porém, “não tão acentuado quanto em 2020, quando as ações de apoio do governo para a população aqueceram o consumo das famílias. Mas um crescimento muito em linha com as projeções do PIB”, observa Fábio Santos, diretor de estratégia, comunicação e serviços da empresa.

A continuidade da pandemia, observa Santos, deve manter aquecidos os mercados de embalagens de alimentos, home e personal care, não-tecidos e fármacos, bem como o agronegócio e a construção civil.

“Esperamos para as poliolefinas crescimento na demanda compatível com o aumento do PIB”, diz o profissional da Braskem, destacando que, relativamente a 2019, no ano passado se expandiu significativamente a demanda por essas resinas, especialmente no segundo semestre, tendo sido registrado, no total do ano, crescimento de 8% em polipropileno (PP) e 9% em polietileno (PE).

Embora no total do ano ela tenha sido inferior à de 2019, também a procura por poliestireno cresceu forte no segundo semestre de 2020, quando atingiu o total de 206 mil toneladas, 6,5% superior ao do mesmo período de 2019, relata Marcelo Natal, diretor comercial da Unigel. “O delivery impulsionou o XPS, e cresceu bastante o apelo dos produtos descartáveis. As pessoas investiram mais em seus lares, por exemplo, em geladeiras, que consomem bastante PS”, explica. “Na construção civil, além de vender mais monômero de estireno, utilizado na produção de piscinas reforçadas com fibras, também vendemos mais monômero de acrílico para emulsões de tintas”, acrescenta Natal.

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A unidade de PP em Paulínia-SP: poliolefinas tiveram aumento acentuado de demanda em 2020

Até pelo fim do auxílio emergencial – decisivo para a alavancagem dos negócios nesses mercados finais de PS –, ele considera necessário aguardar um pouco mais antes de definir com exatidão as perspectivas a prazos maiores. Neste início de ano, ele observa uma demanda ainda bem aquecida. “Talvez a partir de março o fim do auxílio mostre impactos mais significativos, mas acho que mesmo o volume de março pode ser superior ao desse mês na média histórica”, projeta Natal.



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Alexandre de Castro: nenhum cliente ficou sem receber PVC em 2020

No mercado do PVC, “os negócios estão voltando aos patamares pré pandemia”, afirma Alexandre de Castro, diretor de PVC da Unipar, que também considera difícil precisar, desde já, o desempenho no decorrer de todo o ano, até porque, pondera, o PVC entra em uma fase posterior dos projetos de construção civil – maior mercado dessa resina – e é preciso observar melhor qual será o ritmo de atividades desse setor.

Além da construção, lembra Castro, também empregam PVC a produção de filmes, que se expandiu no ano passado, e a indústria calçadista, cuja demanda esfriou. “A prazos maiores, o Marco do Saneamento deve ampliar a demanda por PVC nesse setor”, projeta o profissional da Unigel.

Para ele, não há sinais de desa­bastecimento de PVC no mercado nacional. “Nenhum de nossos clientes ficou desatendido no ano passado”, afirma. “No terceiro trimestre do ano passado, as nossas taxas de ocupação de capacidades atingiram 86% em nossa planta de Santo André-SP, e 74% em Bahía Blanca, na Argentina. Ou seja: podemos atender uma demanda ainda maior”, complementa.

Santos, da Braskem, ressalta que o mercado brasileiro normalmente importa cerca de 30% do PVC que consome, e é disputado por mais de uma dezena de empresas, sendo muito aberto à competição internacional. “Dessa forma, a redução de cotas de importação sem uma discussão mais aprofundada com o setor produtivo parece uma medida que pode introduzir ou amplificar desequilíbrios e artificialismos danosos ao mercado, principalmente neste momento de recuperação pós-pandemia”, critica Santos, referindo-se a uma portaria editada no fim do ano passado pelo governo federal que definiu cotas para a importação dessa resina com imposto de importação reduzido.

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