Resinas para Tinta com desempenho superior ganham mercado

Compradores de Resinas Exigem Desempenho e Sustentabilidade

 

Novas demandas

Segundo Everton Marion, gerente de negócios da linha coating additives da Evonik, os clientes têm procurado, principalmente, alternativas de materiais que possam trazer segurança de fornecimento.

A alta demanda global por químicos tem impactado a disponibilidade de muitas matérias-primas.

Química e Derivados - Tintas e Revestimentos - Resinas: Alta nos custos gerada pela recuperação abrupta ©QD Foto: iStockPhoto
Marion: formulações base água conquistam aplicações severas

“Adicionalmente, seguem em alta a busca por produtos capazes de conferir performance diferenciada aos tradicionalmente conhecidos, especialmente em aplicações industriais, através de sistemas com superior resistência ao intemperismo.

Destaco também a busca por alternativas de resinas para formulação de sistemas à base de água em aplicações predominantemente base solvente, por exemplo, em aplicações resistentes a alta temperatura para panelas e utensílios de cozinha”, registra.

Marcos França, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Olin para a América Latina, detectou

“um significativo aumento na procura por tintas com alta resistência química para produtos médicos e hospitalares, bem como aplicações em hospitais em geral”, que requerem higienização com insumos químicos agressivos.

Também houve uma crescente busca por pinturas com propriedades antimicrobianas ou que de alguma maneira ajudem a prevenir a proliferação de micro-organismos.

Química e Derivados - Tintas e Revestimentos - Resinas: Alta nos custos gerada pela recuperação abrupta ©QD Foto: iStockPhoto
França: demanda hospitalar por epóxis registrou aumento

“As resinas epóxi, por sua estrutura química e versatilidade de formulação, têm contribuído significativamente nos avanços nesta área.

O ano de 2020 trouxe à tona a necessidade de utilização de materiais mais duráveis nos produtos industriais de uma forma geral.

Seja por um sistema de pintura que necessite de manutenção menos frequente, um piso sintético mais durável ou o uso de uma tubulação feita de compósito em vez de aço”, acrescenta.

Lima, da Basf, afirma que “o comércio de resinas acrílicas é bem dinâmico no Brasil. Em virtude do cenário macroeconômico desfavorável, no curto prazo identificamos a demanda por soluções inovadoras e de alta performance que melhorem o custo-benefício das formulações atuais, aumentando o rendimento final da tinta”.

Nesse sentido, tem crescido o interesse por produtos para uso em seladores e fundos preparadores base água.

A médio e longo prazos, ele acredita que ganharão destaque as emulsões que promovem novos atributos, como early rain resistance (rápido desenvolvimento de resistência à chuva) e baixa adesão de sujeira (dirt pick-up resistance).

Características de sustentabilidade, como conteúdo de matérias-primas renováveis e livres de VOC, também tendem a ser valorizadas.

Segundo Torres, da Covestro, “cada vez mais, há necessidade de tintas inteligentes, robustas e que tenham múltiplas utilidades. Por que não transformar a parede da sua casa em uma lousa de recados? Ou aumentar a durabilidade do piso evitando marcas de pneu e outras abrasões? Tudo isso pode ser atingido com uma tecnologia base água com baixo odor e aplicação rápida, aumentando a produtividade dos clientes e a saúde dos usuários”.

Química e Derivados - Tintas e Revestimentos - Resinas: Alta nos custos gerada pela recuperação abrupta ©QD Foto: iStockPhoto
Lagrotta: parceria com cliente ajuda a desenvolver produtos

Lagrotta nota que os principais pedidos estão atrelados a alguns pilares: atendimento às necessidades de bem-estar, uma vida mais saudável, com tecnologias que garantam baixo conteúdo de compostos orgânicos voláteis (VOC) e APEO, ou alquilfenois etoxilados, que podem causar fortes odores, dores de cabeça e alergias.

Assim como artigos que melhorem a experiência do usuário, ou seja, materiais com um poder de cobertura melhor e cores mais vivas.

 

Resinas para Tintas

Otimismo – As perspectivas, na avaliação de Myrian, são positivas.

Ela aposta no crescimento: “a Wana investe em produtos com inovação tecnológica, combinações de diferentes aditivos e monômeros, focando em redução de custo em matérias-primas para atender as necessidades do mercado com qualidade”.

Lima comenta que a Basf teve que repensar a maneira de produzir matérias-primas e tintas, bem como atender e se conectar virtualmente com os clientes.

“O fenômeno do teletrabalho e aulas virtuais trouxe também atenção maior às nossas casas, uma tendência pelo desejo de renovação e consequente maior consumo de tintas decorativas, que deve ser mantida no médio prazo”, prevê.

Fortunato, da OCQ, confessa estar apreensivo a curto prazo: “A pandemia está no seu pico e a preocupação maior é a saúde das pessoas; porém, a médio e longo prazos estamos otimistas. A vacinação já é uma realidade e esta deve ser o grande impulso econômico para este ano e 2022”.

Torres, da Covestro, considera que, apesar de resultados importantes, o momento é de cautela e atenção por causa do agravamento da crise sanitária no país, que pode provocar redução de consumo:

“Esperamos que toda essa turbulência diminua para que o terceiro e quarto trimestres possam representar uma retomada para termos um 2022 mais promissor”.

Souza, da Galstaff, não vê, a curto prazo, expectativas de grandes mudanças: “Acredito que a situação deve se manter estável. A médio e longo prazos, provavelmente deve melhorar, porque nunca a situação esteve tão ruim em termos de oferta de produtos como atualmente”.

Marion, da Evonik, também é dos que enxerga um horizonte promissor a médio e longo prazos, “devido ao alto potencial de consumo das resinas para as mais diversas aplicações”.

Lagrotta, da Dow, enfatiza que, “surpreendentemente”, o ano de 2020 foi superior a 2019 e, para 2021, ele espera “um crescimento ainda maior, baseado na parceria em novos desenvolvimentos com os principais clientes”.

 

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Exigências

Química e Derivados - Tintas e Revestimentos - Resinas: Alta nos custos gerada pela recuperação abrupta ©QD Foto: iStockPhoto
Myrian: clientes querem mais qualidade, sem VOC e APEO

Myrian, da Wana, pondera que o negócio está cada vez mais exigente em aspectos de qualidade, tais como a lavabilidade, impostos pelo programa da Abrafati,

e por produtos que agridam menos o meio ambiente, com baixo odor, VOC e livres de APEO, entre outros.

Portanto,“estamos investindo em insumos que atendam essas condições sem nos esquecer do custo-benefício”.

França, da Olin, assinala que as pressões ambientais e/ou regulatórias crescentes favorecem o uso de resinas epóxi em algumas aplicações, principalmente nas pinturas e pisos industriais.

Isso porque as pinturas e recobrimentos epóxicos são facilmente formulados isentos ou com muito baixo conteúdo de solventes, têm leve odor e não são inflamáveis.

Um dos segmentos que mais cresce, por exemplo, são os sistemas epóxi base água, que aliam o desempenho de um modelo tradicional com a facilidade de aplicação de uma pintura convencional, dispensando o uso de equipamentos especiais.

Lima, da Basf, ressalta que “o interesse por artigos sustentáveis e de melhor qualidade é uma tendência nos segmentos de tintas industriais e automotivas.

Nesses segmentos, desenvolvem-se itens que melhoram a produtividade, permitem formulações de alto sólidos, diminuindo a emissão de VOC, e alternativas base água para sistemas convencionalmente base solvente.

Em tintas decorativas ainda percebemos um importante foco no custo-benefício, buscando redução do custo final de formulação. Em linha, procuramos promover bens que colaboram para aumentar a performance sem aumentar custos”.

Fortunato, da OCQ, concorda que o mercado continua avançando em diversas frentes, principalmente em busca de produtos com baixíssimo odor e VOC, sem obviamente deixar de lado melhorias de desempenho e a sustentabilidade de toda a cadeia.

De acordo com Torres, o setor de tintas já percebeu o valor agregado de itens com maior qualidade, alto grau de resistência, variadas possibilidades de aplicação e sustentabilidade.

Nos últimos anos, a Covestro vem trabalhando para apoiar e incentivar o setor de tintas na busca de soluções sustentáveis, seja na otimização de processos e ou redução de VOC.

A busca por tecnologia, afirma Souza, da Galstaff, envolve todos os que querem se manter no mercado e crescer.

“Tanto do ponto de vista técnico como comercial os níveis de exigências são altos, o que requer uma abordagem voltada para um maior conteúdo e desempenho do artigo. As pressões ambientais e por qualidade crescem substancialmente e isto é muito importante porque acaba de certa forma selecionando os players mais comprometidos”.

Lagrotta argumenta que é preciso usar eficientemente as matérias-primas e investir em tecnologias que melhoram e facilitam a aplicação das tintas:

“A Dow é a primeira a desenvolver uma emulsão à base de água (com baixo nível de VOC e APEO) que proporciona à tinta um desempenho muito menos poluente, com ótima qualidade de acabamento”.

Marion, da Evonik, conta que o mercado brasileiro tem acompanhado as inovações em âmbito mundial e conseguido atender as recentes exigências ambientais e de desempenho das mercadorias:

“De forma geral, os formuladores sabem que as resinas proporcionam melhores artigos finais, além de aumentar o campo de aplicações”.

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