Resinas para Tinta com desempenho superior ganham mercado

Compradores de Resinas Exigem Desempenho e Sustentabilidade

Resinas para Tintas e Revestimentos – Recuperação abrupta de vendas gera desequilíbrio na cadeia de suprimentos e alta nos custos

“Navegar é preciso, viver não é preciso”. Proferida há mais de dois mil anos, a frase do general romano Pompeu continua atual. A pandemia evidenciou a importância de seguir em frente diante da imprecisão da vida.

“A Covid-19 trouxe novos desafios para todas as indústrias”, enfatiza Myrian Carvalho de Oliveira, gestora de produto da Wana Química. Para quem é fabricante de resinas para formulação de tintas, o ano passado foi uma gangorra: queda de demanda no primeiro semestre e recuperação na segunda metade do período.

O mais grave, no entanto, é que, com essas oscilações bruscas vieram “aumentos de preços nos principais monômeros que constituem as resinas, devido à variação cambial, elevação de custos de fretes e embalagens. A situação continua desafiadora”, diz Myrian.

Por isso, a área de suprimentos procura atuar com novos fornecedores e logística.

Gustavo Gândara - Olin - Reportagem da Revista Química e Derivados - Resinas para Tintas e Revestimentos - Resinas: Alta nos custos gerada pela recuperação abrupta ©QD Foto: iStockPhoto
Gustavo Gândara – Olin

Gustavo Gândara, diretor de marketing de epóxi da Olin para a América Latina, também avalia a crise como desafiadora em inúmeros aspectos:

“Nos primeiros seis meses de 2020 o consumo caiu fortemente em praticamente todos os setores em que temos negócios.

As vendas declinaram a níveis nunca vistos.

Tivemos que tomar medidas imediatas de redução da produção”.

No segundo semestre do ano, houve um “grande alívio”, e se abriu a possibilidade de buscar altos níveis de produtividade e eficiência.

Para Gândara, 2021 tem sido uma bela surpresa:

“A indústria de resinas epóxi passa por níveis de negócios inéditos, trabalhamos fortemente para garantir a disponibilidade de produto. E temos orgulho em afirmar que estamos provendo um serviço de alta qualidade em um momento de tanta diversidade e escassez. A Olin é líder global e a única fabricante de resinas epóxi da América Latina”.

Química e Derivados - Tintas e Revestimentos - Resinas: Alta nos custos gerada pela recuperação abrupta ©QD Foto: iStockPhoto
Lima: dinamismo das acrílicas busca o melhor custo-benefício

Na Basf, a sensação é que

“no final do primeiro trimestre e principalmente no segundo trimestre de 2020 houve diminuição de demanda devido ao fechamento total ou parcial de alguns fabricantes de tintas”,

recorda Décio Lima, gerente técnico de dispersões e resinas.

Mas, o que veio depois, satisfaz: elevados volumes de negócios.

 

Oswaldo Cruz Química (OCQ) – Resinas para Tintas

O que aconteceu há um ano, nas palavras de Júlio Fortunato, diretor da Oswaldo Cruz Química (OCQ), foi “uma situação drástica de rompimento dos negócios, pois era tudo muito incerto quanto ao tempo e a profundidade da crise. A recuperação, porém, veio rápida e repentina”.

Agora, quando se vive um pico da pandemia, “as empresas parecem mais preparadas e estruturadas para suportar o momento. Sinal de que foi feita a lição de casa”.

Química e Derivados - Tintas e Revestimentos - Resinas: Alta nos custos gerada pela recuperação abrupta ©QD Foto: iStockPhoto
Torres: aquisição das resinas da DSM ampliou o portfólio

Na Covestro, Sílvio Torres, líder de vendas e desenvolvimento de mercado na América Latina, observou uma reação no início de agosto de 2020 que se confirmou nos meses de setembro e outubro, apresentando bons sinais para novembro e dezembro:

“Para 2021, esperamos um ano de crescimento, levando em consideração, é claro, o controle da pandemia e eventuais ações decorrentes necessárias”.

No ponto de vista de Mário Fernando de Souza, diretor comercial para América Latina da Galstaff Multiresines,

“o comércio está completamente instável e sofre com a falta de matéria-prima. A expectativa era que 2021 voltaria aos patamares anteriores, mas, com a falta de produto, ausência de containers e aquecimento na Ásia, acabou se instalando uma situação nova que vem se agravando bastante, com sérias consequências.

Os fabricantes de tintas estão sendo obrigados a assumir custos elevados para reposição de estoque, quando não falta para atender a todos”.

Por conta disso, prossegue Souza, alguns players com maior poder de compra acabam se impondo e dificultando o consumo dos pequenos.

Ele prevê que esta incômoda situação “vai afetar toda a cadeia produtiva, provavelmente até junho”.

Guilherme Lagrotta, gerente de marketing da Dow para o mercado de tintas para a América Latina, prefere dizer que o negócio de resinas está em constante evolução.

Os consumidores querem inovação, tecnologia, durabilidade das tintas, eficiência e melhora na experiência do usuário final. Hoje, as tintas mais procuradas são as premium e super premium.

Além disso, valoriza-se, cada vez mais, produtos sustentáveis que aliam impacto positivo sobre o meio ambiente sem comprometer a qualidade.

 

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Novas demandas

Segundo Everton Marion, gerente de negócios da linha coating additives da Evonik, os clientes têm procurado, principalmente, alternativas de materiais que possam trazer segurança de fornecimento.

A alta demanda global por químicos tem impactado a disponibilidade de muitas matérias-primas.

Química e Derivados - Tintas e Revestimentos - Resinas: Alta nos custos gerada pela recuperação abrupta ©QD Foto: iStockPhoto
Marion: formulações base água conquistam aplicações severas

“Adicionalmente, seguem em alta a busca por produtos capazes de conferir performance diferenciada aos tradicionalmente conhecidos, especialmente em aplicações industriais, através de sistemas com superior resistência ao intemperismo.

Destaco também a busca por alternativas de resinas para formulação de sistemas à base de água em aplicações predominantemente base solvente, por exemplo, em aplicações resistentes a alta temperatura para panelas e utensílios de cozinha”, registra.

Marcos França, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Olin para a América Latina, detectou

“um significativo aumento na procura por tintas com alta resistência química para produtos médicos e hospitalares, bem como aplicações em hospitais em geral”, que requerem higienização com insumos químicos agressivos.

Também houve uma crescente busca por pinturas com propriedades antimicrobianas ou que de alguma maneira ajudem a prevenir a proliferação de micro-organismos.

Química e Derivados - Tintas e Revestimentos - Resinas: Alta nos custos gerada pela recuperação abrupta ©QD Foto: iStockPhoto
França: demanda hospitalar por epóxis registrou aumento

“As resinas epóxi, por sua estrutura química e versatilidade de formulação, têm contribuído significativamente nos avanços nesta área.

O ano de 2020 trouxe à tona a necessidade de utilização de materiais mais duráveis nos produtos industriais de uma forma geral.

Seja por um sistema de pintura que necessite de manutenção menos frequente, um piso sintético mais durável ou o uso de uma tubulação feita de compósito em vez de aço”, acrescenta.

Lima, da Basf, afirma que “o comércio de resinas acrílicas é bem dinâmico no Brasil. Em virtude do cenário macroeconômico desfavorável, no curto prazo identificamos a demanda por soluções inovadoras e de alta performance que melhorem o custo-benefício das formulações atuais, aumentando o rendimento final da tinta”.

Nesse sentido, tem crescido o interesse por produtos para uso em seladores e fundos preparadores base água.

A médio e longo prazos, ele acredita que ganharão destaque as emulsões que promovem novos atributos, como early rain resistance (rápido desenvolvimento de resistência à chuva) e baixa adesão de sujeira (dirt pick-up resistance).

Características de sustentabilidade, como conteúdo de matérias-primas renováveis e livres de VOC, também tendem a ser valorizadas.

Segundo Torres, da Covestro, “cada vez mais, há necessidade de tintas inteligentes, robustas e que tenham múltiplas utilidades. Por que não transformar a parede da sua casa em uma lousa de recados? Ou aumentar a durabilidade do piso evitando marcas de pneu e outras abrasões? Tudo isso pode ser atingido com uma tecnologia base água com baixo odor e aplicação rápida, aumentando a produtividade dos clientes e a saúde dos usuários”.

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Lagrotta: parceria com cliente ajuda a desenvolver produtos

Lagrotta nota que os principais pedidos estão atrelados a alguns pilares: atendimento às necessidades de bem-estar, uma vida mais saudável, com tecnologias que garantam baixo conteúdo de compostos orgânicos voláteis (VOC) e APEO, ou alquilfenois etoxilados, que podem causar fortes odores, dores de cabeça e alergias.

Assim como artigos que melhorem a experiência do usuário, ou seja, materiais com um poder de cobertura melhor e cores mais vivas.

 

Resinas para Tintas

Otimismo – As perspectivas, na avaliação de Myrian, são positivas.

Ela aposta no crescimento: “a Wana investe em produtos com inovação tecnológica, combinações de diferentes aditivos e monômeros, focando em redução de custo em matérias-primas para atender as necessidades do mercado com qualidade”.

Lima comenta que a Basf teve que repensar a maneira de produzir matérias-primas e tintas, bem como atender e se conectar virtualmente com os clientes.

“O fenômeno do teletrabalho e aulas virtuais trouxe também atenção maior às nossas casas, uma tendência pelo desejo de renovação e consequente maior consumo de tintas decorativas, que deve ser mantida no médio prazo”, prevê.

Fortunato, da OCQ, confessa estar apreensivo a curto prazo: “A pandemia está no seu pico e a preocupação maior é a saúde das pessoas; porém, a médio e longo prazos estamos otimistas. A vacinação já é uma realidade e esta deve ser o grande impulso econômico para este ano e 2022”.

Torres, da Covestro, considera que, apesar de resultados importantes, o momento é de cautela e atenção por causa do agravamento da crise sanitária no país, que pode provocar redução de consumo:

“Esperamos que toda essa turbulência diminua para que o terceiro e quarto trimestres possam representar uma retomada para termos um 2022 mais promissor”.

Souza, da Galstaff, não vê, a curto prazo, expectativas de grandes mudanças: “Acredito que a situação deve se manter estável. A médio e longo prazos, provavelmente deve melhorar, porque nunca a situação esteve tão ruim em termos de oferta de produtos como atualmente”.

Marion, da Evonik, também é dos que enxerga um horizonte promissor a médio e longo prazos, “devido ao alto potencial de consumo das resinas para as mais diversas aplicações”.

Lagrotta, da Dow, enfatiza que, “surpreendentemente”, o ano de 2020 foi superior a 2019 e, para 2021, ele espera “um crescimento ainda maior, baseado na parceria em novos desenvolvimentos com os principais clientes”.

 

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Exigências

Química e Derivados - Tintas e Revestimentos - Resinas: Alta nos custos gerada pela recuperação abrupta ©QD Foto: iStockPhoto
Myrian: clientes querem mais qualidade, sem VOC e APEO

Myrian, da Wana, pondera que o negócio está cada vez mais exigente em aspectos de qualidade, tais como a lavabilidade, impostos pelo programa da Abrafati,

e por produtos que agridam menos o meio ambiente, com baixo odor, VOC e livres de APEO, entre outros.

Portanto,“estamos investindo em insumos que atendam essas condições sem nos esquecer do custo-benefício”.

França, da Olin, assinala que as pressões ambientais e/ou regulatórias crescentes favorecem o uso de resinas epóxi em algumas aplicações, principalmente nas pinturas e pisos industriais.

Isso porque as pinturas e recobrimentos epóxicos são facilmente formulados isentos ou com muito baixo conteúdo de solventes, têm leve odor e não são inflamáveis.

Um dos segmentos que mais cresce, por exemplo, são os sistemas epóxi base água, que aliam o desempenho de um modelo tradicional com a facilidade de aplicação de uma pintura convencional, dispensando o uso de equipamentos especiais.

Lima, da Basf, ressalta que “o interesse por artigos sustentáveis e de melhor qualidade é uma tendência nos segmentos de tintas industriais e automotivas.

Nesses segmentos, desenvolvem-se itens que melhoram a produtividade, permitem formulações de alto sólidos, diminuindo a emissão de VOC, e alternativas base água para sistemas convencionalmente base solvente.

Em tintas decorativas ainda percebemos um importante foco no custo-benefício, buscando redução do custo final de formulação. Em linha, procuramos promover bens que colaboram para aumentar a performance sem aumentar custos”.

Fortunato, da OCQ, concorda que o mercado continua avançando em diversas frentes, principalmente em busca de produtos com baixíssimo odor e VOC, sem obviamente deixar de lado melhorias de desempenho e a sustentabilidade de toda a cadeia.

De acordo com Torres, o setor de tintas já percebeu o valor agregado de itens com maior qualidade, alto grau de resistência, variadas possibilidades de aplicação e sustentabilidade.

Nos últimos anos, a Covestro vem trabalhando para apoiar e incentivar o setor de tintas na busca de soluções sustentáveis, seja na otimização de processos e ou redução de VOC.

A busca por tecnologia, afirma Souza, da Galstaff, envolve todos os que querem se manter no mercado e crescer.

“Tanto do ponto de vista técnico como comercial os níveis de exigências são altos, o que requer uma abordagem voltada para um maior conteúdo e desempenho do artigo. As pressões ambientais e por qualidade crescem substancialmente e isto é muito importante porque acaba de certa forma selecionando os players mais comprometidos”.

Lagrotta argumenta que é preciso usar eficientemente as matérias-primas e investir em tecnologias que melhoram e facilitam a aplicação das tintas:

“A Dow é a primeira a desenvolver uma emulsão à base de água (com baixo nível de VOC e APEO) que proporciona à tinta um desempenho muito menos poluente, com ótima qualidade de acabamento”.

Marion, da Evonik, conta que o mercado brasileiro tem acompanhado as inovações em âmbito mundial e conseguido atender as recentes exigências ambientais e de desempenho das mercadorias:

“De forma geral, os formuladores sabem que as resinas proporcionam melhores artigos finais, além de aumentar o campo de aplicações”.

Novidades – Resinas para Tintas

França admite que 2020 foi marcado por poucos desenvolvimentos de produtos, mas muito trabalho na adequação às novas condições de negócio, geradas pela falta de matérias-primas e a crescente regulamentação na área de pinturas industriais, em especial na Europa.

Houve desenvolvimentos pontuais, para solucionar problemas específicos, e novos itens para pinturas base água continuam sendo criados, pois a demanda é crescente, especialmente na Ásia.

Souza salienta que a empresa está desenvolvendo muitos produtos para atender a clientela.

Em um segundo momento, esse esforço será direcionado para áreas que requerem maior participação da Galstaff Multiresine do Brasil, como repintura automotiva, tintas industriais, embalagens metálicas e coil coating.

A Dow está trazendo ao país o Primal RN-1000V, emulsão 100% acrílica multifuncional, projetado para tintas de alto desempenho para interiores. Incorpora ingredientes de fontes renováveis, facilitando a formulação de tintas de baixo odor e VOC.

Além disso, lançou linha de completa de emulsões de alta performance à base de água para esmaltes, vernizes, stains, primers e seladores.

A Wana anuncia um amplo portfólio de resinas para formulação de tintas.

Ressalta a Wancril 338, indicada para esmaltes de base água com alta aderência em diversos tipos de substrato, alto brilho e durabilidade, além de apresentar baixo odor.

A OCQ possui a linha Fortcryl: a 6118, acrílica, é indicada para formulação da linha decorativa. Por se tratar de uma resina com nanopartículas, confere excelente desempenho em resistência à lavabilidade e alto brilho.

Também no sistema tintométrico, proporciona baixa queda de viscosidade com altas concentrações de pigmentos.

Na Basf, o carro-chefe para uso geral em tintas decorativas é a Acronal BS 700, uma dispersão acrílico-estirenada livre de APEO, com elevada resistência à abrasão e forte interação com espessantes.

A Covestro destaca os sistemas poliuretânicos base água bicomponentes para pisos e paredes.

A tecnologia oferece uma resistência química muito alta, permitindo que as superfícies revestidas sejam limpas com água sanitária e álcool gel.

Com a formulação adequada, pode ser utilizada em pisos e paredes de hospitais, onde as exigências de durabilidade são altas e há requerimentos de facilidade na manutenção.

Segundo Marion, a Evonik trabalha com resinas de silicone (recomendadas para aplicações que requerem alta resistência à temperatura) e híbridas de silicone, que permitem adicionar propriedades adicionais aos sistemas de resinas orgânicas comumente utilizadas.

Entre os lançamentos globais, Silikoftal HTW 3, de silicone base água, e Silikoftal HTL 1, híbrida de silicone e poliéster.

 

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Investimentos

“A Covestro concluiu recentemente a aquisição da área de Resinas e Materiais Funcionais (RFM) da holandesa DSM. A transação expande substancialmente o portfólio de resinas de revestimento sustentáveis, tornando o grupo um dos principais fornecedores mundiais desse ramo em crescimento”, informa Torres.

A transação representa a incorporação de uma linha completa de resinas de poliacrilato base água, além de marcas fortes em termos de sustentabilidade, como Niaga, soluções para manufatura aditiva e uma área de revestimentos solares avançados. Além disso, inclui tecnologias híbridas base água, resinas de revestimento em pó e de cura por radiação.

A empresa

“está totalmente comprometida em tornar a economia circular um modelo para um mundo sustentável. Estamos trabalhando forte a fim de alinhar completamente a produção e o portfólio, bem como todas as áreas, ao conceito circular. Entre os objetivos concretos estão a conversão de plantas de produção no mundo todo para uso de matérias-primas alternativas e energia renovável, além de pesquisar novas formas de reciclagem.”, arremata o executivo.

A Galstaff Multiresine vem realizando investimentos na estrutura pela implementação de reatores adicionais. Construiu uma nova planta na Itália e investiu em técnicos e líderes comerciais com experiência comprovada.

“Estamos trabalhando de forma intensa na América Latina, procurando expandir constantemente. A meta é ser ainda mais forte, com a realização de grandes negócios, levando os produtos, a marca e a reconhecida tecnologia a todos os continentes”, resume Souza.

Na feira e no congresso da Abrafati deste ano, a Wana divulgará novas tecnologias de resinas para diferentes tipos de aplicação, promete Myrian.

A Basf informa investir continuamente no desenvolvimento de novas tecnologias e mercadorias, bem como no controle de processos, tanto no Brasil como em outras partes do planeta.

A Dow comunica que investe anualmente em pesquisa e desenvolvimento. “Seguiremos investindo em inovação e tecnologia. Ou seja, em emulsões e resinas que propiciem baixo odor, alto poder de cobertura e lavabilidade”, assevera Lagrotta.

França, da Olin, entende que o momento requer cuidado: “Estamos focados em maximizar a capacidade produtiva da planta de Guarujá-SP, além de buscar otimizações de processo para reduzir os custos de produção”.

Fortunato conclui que a melhoria tem que ser constante. Por isso, a OCQ realiza “investimentos permanentes tanto na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e insumos, quanto em novos processos e equipamentos, passando também pela qualificação dos colaboradores”.

Investimentos constantes em pesquisa e desenvolvimento de novos itens como em aprimoramentos do portfólio, fazem parte da política da Evonik. Em 2020, o grupo aplicou nessa rubrica € 433 milhões.

 

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