Resíduos: mais controle da geração e transporte, e novo competidor

A ideia de trabalhar em parcerias público-privadas, aliás, encontra eco no momento com os planos de alguns estados, que começam a fazer uso do mecanismo para alavancar novos serviços. No momento, por exemplo, é a estratégia da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a Sabesp, que criou no começo de agosto uma divisão de novos negócios, para ser executada em parcerias com empresas privadas, que inclui além de projetos de água e esgoto também as áreas de resíduos sólidos e drenagem. Segundo a empresa, as parcerias não precisarão ter a Sabesp como acionista principal.

Apesar de não revelar valores de investimento, o planejamento da Suez envolverá a implantação das soluções de tratamento e também de gerenciamento de resíduos. Há no Brasil, explica Chami, uma divisão com 70 técnicos para criar infraestrutura para as soluções para indústrias ou cidades, seguindo um trabalho que começa com a caracterização dos resíduos para adequação do melhor tratamento e cujo modelo operacional segue o feito por outras divisões iguais na França, Espanha e Índia. Bom lembrar que, além do portfólio de sistemas e equipamentos da Suez e da Degrémont, desde o ano passado o grupo francês conta com as tecnologias da adquirida GE Water, forte em sistemas químicos de tratamento de água e efluentes e também mecânicos, como membranas filtrantes e sistemas de digestão anaeróbica para geração de biogás.

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