Resíduos – Destruição de passivos e entrada de informais sustentam crescimento

burocráticas de autorização de destino com o órgão ambiental carioca, a Feema. “Tivemos o cuidado também de criar procedimentos mais rigorosos do que o exigido por lei, como os registros internos de rastreabilidade dos resíduos, voltados para garantir a segurança no transporte dentro do site industrial”, lembrou Gibin. Bom ressaltar que os resíduos da Quattor ficam no máximo vinte dias na central de armazenamento.

Mais investimentos – Poder contar com a estrutura da Essencis, a maior empresa de soluções para resíduos industriais (e uma das grandes na área pública também, visto que seu aterro em Caieiras-SP recebe 50% do lixo da capital paulista), realmente deve continuar a dar muita força para os competidores Cavo e Vega. Isso principalmente ao se levar em consideração os planos da empresa, demonstrativos de um clima de muita confiança com o mercado.

Segundo o gerente de tecnologia da Essencis, Roberto Castilho, a estratégia da empresa é continuar ampliando ao máximo seu campo de atuação por todo o Brasil, criando mais de suas centrais de tratamento de resíduos (CTRs), onde para atender os clientes regionais concentra tecnologias de aterros classe 1 e 2, de preparação para co-processamento e de destruição térmica. “O ideal é atuar em um raio de até 150 km dos principais clientes e evitar o que ocorre muito hoje, o indesejado transporte de resíduos por todo o país”, explicou. Apesar de serem projetos confidenciais, Castilho confessa que em breve serão divulgadas novas centrais em localidades onde a Essencis hoje não se faz presente com muita intensidade.

Química e Derivados, Roberto Castilho, gerente de tecnologia da Essencis, Resíduos - Destruição de passivos e entrada de informais sustentam crescimento
Roberto Castilho: novo sistema para dessorção térmica para tratar solos contaminados

A estrutura atual da empresa está consolidada nas áreas mais industrializadas do país, Sul e Sudeste. Possui centrais em Caieiras, aterro classe 2 em Itaberaba e incinerador em Taboão da Serra, todos em São Paulo; CTRs em Curitiba-PR, Joinville-SC e Betim-MG; unidade de blendagem de resíduos em Magé-RJ, além de operações dentro da produtora de cimento Votorantim, em fábricas da cidade de Rio Branco do Sul-PR e em Cantagalo-RJ, onde possui funcionários para alimentar os fornos com blendas de resíduos próprias (preparadas em Curitiba) ou de terceiros. “Temos contrato com a Votorantim para fazer esse serviço”, explicou Castilho. Aliás, segundo ele, o forno do grupo no Paraná é o que mais usa resíduos no Brasil.

Além de ampliar sua participação para novas localidades, a Essencis também investe em suas centrais tradicionais, aproveitando demandas em ascensão. O destaque nesse sentido, segundo Castilho, é a compra de um novo equipamento de dessorção térmica, uma unidade com forno rotativo que descontamina termicamente solos contaminados com hidrocarbonetos. Trata-se de unidade composta por forno rotativo, no qual o solo é introduzido para serem volatilizados, pela temperatura elevada, os gases com os contaminantes. Em seguida, a corrente gasosa passa por fi ltro de manga e, por fi m, em uma câmara de pós-combustão, é destruída. Após o processo, o solo fica descontaminado e, no caso da operação da Essencis, ganha uso na cobertura do aterro de Caieiras.

O novo equipamento, projetado para processar 35 t/hora de solo, amplia a capacidade da unidade de dessorção térmica em operação na CTR Caieiras há alguns anos, com capacidade máxima de 15 t/h. “Já em construção nos Estados Unidos, será um equipamento de última geração tecnológica”, disse. Para Castilho, o investimento atenderá à grande demanda atual de eliminação de passivos ambientais, notada por ele apenas em clientes industriais como nos do ramo imobiliário. Embora o equipamento seja móvel, até hoje ainda não houve a necessidade de deslocá-lo até o cliente. “Precisaria ser uma área contaminada muito grande para justificar o custo e a burocracia para o deslocamento”, completou Castilho.

Outra aposta para 2009 é investir na incineração com recuperação de energia, projeto pelo qual é possível reaproveitar o calor gerado para produzir vapor e alimentar turbinas. Isso tanto poderá vir a ser feito no incinerador da Essencis em Taboão da Serra-SP como na adoção de microincineradores exclusivos para clientes. “Estamos negociando soluções com essa tecnologia muito inteligente ambientalmente falando. Ao mesmo tempo em que destrói um passivo, gera energia”, revelou o gerente. Esse tipo de fornecimento, aliás, deve ser mais comum na empresa. “Não queremos ser apenas destinadores de resíduos, mas solucionadores de problemas”, completou Castilho. Uma boa dica para os interessados em aproveitar um mercado cujo potencial já começou a se transformar em de

 

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