Meio Ambiente (água, ar e solo)

Remediação de Solos – Empresas de remediação crescem para atender o boom imobiliário

Marcelo Furtado
15 de outubro de 2011
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    A ERM, segundo a gerente, é muito focada em contaminações industriais. Conforme diz, 90% dos clientes têm problemas com solventes clorados. Nesse sentido, Susanne confirma a ascensão do uso de oxidantes químicos, assim como o da biorremediação anaeróbica por meio da injeção de óleo vegetal. No caso da oxidação química, ela revela que o persulfato de sódio tem se mostrado uma alternativa mais fácil de manipular, por ser mais solúvel que o permanganato de potássio. “A oxidação resolve o grosso do problema de uma maneira muito rápida”, completou.

    Também vem realizando um projeto com injeção de oxidante a Walm, empresa que agora opera em consórcio com a Enfil, empresa de engenharia ambiental (água, resíduos e ar). Segundo revelou o diretor da Enfil-Walm, Aldérico Marchi, em um dos quatro primeiros casos conseguidos recentemente com o consórcio há o uso de bissulfito de sódio para oxidar cromo hexavelente. Trata-se de área industrial contaminada no Rio de Janeiro em fase de remediação para dar origem a um condomínio residencial. No local, já houve fase de remoção da fonte primária de contaminação para incineração (20 mil t de terra contaminada), pump-and-treat para remover água contaminada e a oxidação química, que também agirá para combater arsênico (com uso de outro oxidante não revelado por Marchi).

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    Marchi: mais competitivo com empresa de engenharia

    Operando com a Enfil há menos de seis meses, Marchi acredita que a oferta dos projetos de remediação ganha força com a parceria. “Isso dá condições para a remediação fluir como deve ser: como um projeto de engenharia, com planejamento, custos e prazos acordados no contrato. Além de dar agilidade operacional e de construção dos sistemas de remediação, já que a Walm era focada na consultoria apenas”, disse. Nessa linha, os projetos seguem compromissos de finalização de seis a oito meses, e se determina ainda um período posterior de monitoramento.

    Lixões fechados – Além da ocupação de áreas industriais para novos usos, uma outra área com grande potencial para os remediadores é o fechamento e a ocupação de lixões. Isso tem sido incentivado principalmente por causa de determinação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que obriga municípios a fecharem esses depósitos irregulares até 2014. “Estamos com uma oferta nacional especial para essa área, com uma demanda enorme”, afirmou Giovanna Galante, a superintendente da Essencis Engenharia e Consultoria Ambiental.

    Segundo Giovanna, apenas em São Paulo há 140 lixões interditados, Minas Gerais tem 275 e por aí vai, Brasil afora. Como a Essencis tem oferta integrada – além da remediação também opera aterros especiais próprios, incineradores e blendagem de resíduos, entre outros serviços ambientais –, a atuação nessa área fica mais competitiva. “Temos a tecnologia para fechar o lixão, para remover e/ou destruir os resíduos e para propor a remediação adequada”, explicou.

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    Giovanna: de olho nos fechamentos de lixões municipais

    Nessa demanda, a Essencis já conta com obras importantes. No Porto de Santos, finaliza para a Brasil Terminal Portuário (BTP) remediação e fechamento de antigo lixão do porto, terreno que será ocupado para expansão operacional do sobrecarregado terminal. “Removemos muito resíduo de lá, levamos para nosso aterro de Caieiras, e chegamos a construir uma estação de tratamento para os efluentes”, disse.

    Também como obra de revitalização e recuperação de lixão há um contrato com a siderúrgica Vale, em Itabira-MG. A Essencis está fechando o lixão municipal da cidade, contratada pela Vale, cujo terreno será recuperado e transformado em um aterro regular, com a melhor tecnologia da área.

    Faz parte do projeto captar o gás metano gerado e o chorume para tratamentos adequados. Ao se confirmar essas demandas por encerramentos de lixões, o Brasil mostrará que caminha com firmeza na gestão ambiental, deixando para trás a triste forma de pensar e agir que gerou todos esses esqueletos a aterrorizar as cidades brasileiras.

     



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