Têxtil

Química Têxtil: Regras ambientais forçam a banir substâncias agressivas

Quimica e Derivados
18 de setembro de 2019
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    Inovações eco-friendly

    Resinas de poliuretano dispersas em água são aplicadas no acabamento têxtil para criar propriedades como impermeabilidade, flexibilidade, durabilidade e resistência aos raios UV. Entretanto, sistemas base solvente, embora tenham melhor desempenho, são restritos por regulações internacionais, devido à emissão de compostos orgânicos voláteis (VOC, na sigla em inglês). Por esta razão, a indústria química tem desenvolvido soluções mais seguras e ecológicas como a Archroma, líder mundial em cor e especialidades químicas, que recentemente lançou na ITMA 2019 a tecnologia de revestimento com polímero Lurapret N5396 & N5392 liq, um poliuretano de ultra-baixo VOC à base de água. Inicialmente desenvolvido para a ligação química e revestimento, o novo polímero também melhora as propriedades mecânicas do têxtil tratado, tais como a resistência à tração e abrasão.

    A Huntsman Textile Effects e a Chemours Company FC, anunciaram no ano passado a manutenção da parceria de longo prazo na área de repelência durável à água (DWR), visando liderar a transição da indústria têxtil de produtos repelentes de água de cadeia longa para uma química de cadeia curta, mais ecológica. Resultado desta colaboração é o novo revestimento EcoElite, um acabamento repelente à água de origem renovável, não fluorado. Contendo 60% de materiais de origem vegetal, o produto oferece repelência à água e alta durabilidade, preservando a respirabilidade do tecido. Outra novidade é o repelente a água durável Phobotex RSY não fluorado, com desempenho comparável às soluções baseadas em PFC (C6), que eleva o padrão de desempenho em sintéticos, permitindo que as marcas ofereçam vestuário de proteção contra intempéries (chuva, granizo e neve) com garantia de sustentabilidade. O produto, segundo a Huntsman, oferece proteção eficaz em ambientes extremos e conforto respirável.

    Química e Derivados - Tecido tratado impede a penetração da água

    Tecido tratado impede a penetração da água

    Desafio – Durante anos, os fabricantes de roupas de desempenho utilizaram revestimentos com perfluorocarbonos para conferir aos tecidos repelência à água. Segundo a Tex-Shield – consórcio europeu de pequenas e médias empresas têxteis que defendem o beneficiamento têxtil ambientalmente responsável –, com o crescimento da demanda por “vestuário de performance”, a indústria passou a usar o perfluoro-octanossulfonato (PFOS) e ácido perfluoro-octanóico (PFOA), produtos químicos pertencentes à família dos perfluoroquímicos (PFC), que ficaram conhecidos como “química C8”. “Embora o PFC-C8 seja usado com aglutinantes que atuam como fixadores na superfície dos tecidos, eles não são quimicamente ligados ao substrato e podem vazar, representando ameaça ambiental”, diz nota da associação. Em maior de 2009, o PFO foi adicionado ao Anexo B da Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes. “Em resposta a essas medidas, a indústria desenvolveu o ácido perfluorohexanóico (PFHA), também conhecido como “química C6”. Embora seja menos prejudicial do que o PFOS, este produto é menos atraente para o usuário final em termos de eficácia e durabilidade na lavagem”, aponta relatório da Tex-Shield. Como se vê, a química amigável ao ambiente está em constante evolução, para superar os desafios impostos pelos consumidores.

    Texto: Marcia Mariano



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