Têxtil

Química Têxtil: Regras ambientais forçam a banir substâncias agressivas

Quimica e Derivados
18 de setembro de 2019
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    O coordenador informa que a indústria química nacional vem se atualizando sobre o tema, visto que na maioria dos casos, as substâncias químicas são importadas. “Em alguns países, produtores destas bases de química fina, também estão sendo desenvolvidas novas soluções com melhor apelo ecológico”, destaca.

    Luiz Wagner lembra ainda que em 6 de fevereiro de 2006, em Dubai, foi adotada a “Abordagem Estratégica Internacional para a Gestão das Substâncias Químicas” (SAICM), uma política internacional de promoção da segurança química mundial, da qual o Brasil é signatário, e cujo objetivo principal é a construção de uma base sólida para o gerenciamento seguro de produtos químicos e resíduos de forma mais ampla do que qualquer outra abordagem. “Desde 2009, a SAICM tem liderado ações voltadas ao projeto Chemicals in Products (CIP), no sentido de melhorar o intercâmbio de informações sobre substâncias químicas contidas em determinadas classes de produtos, entre eles, os têxteis. A Abiquim, como associada do ICCA (International Council of Chemical Associations) e, portanto, integrada às iniciativas do Programa Atuação Responsável e da Estratégia Global de Produto (GPS), continua promovendo o uso seguro na produção de químicos para maximizar seus benefícios para a sociedade e minimizar os efeitos adversos à saúde humana e ao meio ambiente”, conclui Luiz Wagner.

    Selos ecológicos – Criada na Suíça, em 1992, a Associação Internacional para a Investigação e Ensaios no âmbito da Indústria Têxtil (Oeko-Tex), emite rótulos relacionados ao padrão Oeko-tex 100; entre eles, o Eco Passaport, sistema de teste e certificação de produtos químicos, corantes e auxiliares usados na fabricação de têxteis. Após rigoroso processo de verificação, que analisa se os produtos químicos e cada ingrediente individual atendem a requisitos específicos em relação à sustentabilidade, segurança e conformidade com os regulamentos legais, é emitido o certificado ambiental.

    Fundada em 2000, também na Suíça, a Bluesign, por sua vez, defende a fabricação responsável e sustentável de produtos têxteis, por meio de uma visão holística. A consultoria incentiva a indústria a aumentar seus esforços em processos sustentáveis, passo a passo. Seu objetivo é motivar fornecedores, fabricantes e marcas a reduzirem a pegada geral dos têxteis, com foco particular nos produtos químicos usados em todos os processos.

    Química e Derivados - Macedo: certificados europeus atestam qualidade dos produtos

    Macedo: certificados europeus atestam qualidade dos produtos

    José Clarindo de Macedo, diretor da Sintequímica do Brasil Ltda., empresa que tem como principal atividade dispersar pigmentos e, portanto, muito envolvida com a estamparia têxtil, assegura que todos os pigmentos da linha Sinterdye são produzidos sem usar produtos agressivos à saúde a ao meio ambiente. “Nossas dispersões de pigmentos são aquosas, APEO Free, e estão adequadas às exigências do mercado têxtil com relação ao teor de metais pesados e formaldeído, atendendo, portanto, a programas como ZDHC, Oeko-tex100 e Bluesign”. Diante das expectativas do acordo Mercosul-UE, Macedo diz que o mercado europeu é muito rigoroso e exige que as empesas tenham essas certificações, como, por exemplo, o Eco Passport. “A Sintequímica está planejando obter esse e outros certificados junto aos órgãos credenciadores. O investimento é elevado e a renovação é anual, mas vemos como algo necessário. Esses certificados comprovam que os produtos estão adequados às listas de substâncias tóxicas e nocivas ao meio ambiente e à saúde humana. Atualmente, estamos acompanhando a Abit e a Abiquim com relação à segurança química dos têxteis. A norma NBR 16787 já está disponível na ABNT”.

    Beneficiamento de fibra – A demanda por peróxido de hidrogênio tem crescido fortemente nos últimos anos pela evolução da produção de celulose na qual é utilizado no branqueamento das fibras. A Peróxidos do Brasil, joint venture entre a empresa brasileira Produtos Químicos Makay e o grupo belga Solvay, iniciou operações no mercado brasileiro em 1970, com o foco na indústria têxtil para a substituição dos produtos clorados por peróxido de hidrogênio. Com uma produção de 212.000 t/ano de peróxido de hidrogênio e previsão de chegar a 242.000 t/ano até o final deste ano, a empresa destina cerca de 40% produção a países da América do Sul e Central.

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