Farmacêutico e Biotecnologia

Química Fina – Saúde concentra maior fatia de mercado

Quimica e Derivados
24 de outubro de 2010
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    Para o vice-presidente da Abifina – Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades, Nelson Brasil de Oliveira, o modelo de uma política industrial baseada na substituição das importações não é mais aplicável em um país que a cada dia mais se insere no mercado externo pela via dos acordos comerciais internacionais irreversíveis, como ocorria no passado, especialmente ao longo dos anos 70 e 80.

    Nas palavras do engenheiro químico Brasil de Oliveira, ex-Petrobras, a nova política industrial, concebida em boa hora pelo governo federal em parceria com o setor privado, tem por objetivo implantar no Brasil uma indústria moderna e competitiva internacionalmente, para o que se torna requerida a interação de políticas públicas visando o desenvolvimento industrial, tecnológico e de comércio exterior de forma efetiva e consistente.

    Nessas circunstâncias, a nova política definiu uma série de instrumentos no intuito de criar as condições necessárias para promover a retomada do crescimento na indústria instalada no Brasil, com ênfase na inovação tecnológica centrada nas empresas produtivas que atuam em setores estratégicos no país e com o objetivo de aumentar o saldo da balança comercial.

    Os setores considerados estratégicos pela nova política são os de semicondutores, software, bens de capital, fármacos e medicamentos. Os três primeiros foram selecionados em decorrência da interpenetração horizontal deles nas demais cadeias produtivas, e o quarto setor industrial, fármacos e medicamentos, foi privilegiado por sua expressão estratégico-social e no balanço comercial externo do Brasil.

    Os mecanismos para promoção do crescimento industrial deverão ser acionados por um Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), segundo a forma definida pela Lei nº 11.080, de 31/12/04: um órgão do qual participam ministros de Estado, representantes empresariais e de trabalhadores, tendo na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) seu braço executivo.

    A indústria química brasileira como um todo, representada pelos seus segmentos industriais mais expressivos, apresenta um forte significado econômico. Exatamente 21% do faturamento do setor químico brasileiro (US$ 21bilhões em US$ 100 bilhões) se refere à área da química fina. O complexo industrial da química fina e de suas especialidades no Brasil compreende um conjunto de empresas produtivas dedicadas à fabricação de uma ampla variedade de produtos essenciais às atividades humanas, com elevado conteúdo tecnológico e valor agregado. São produtos com expressivas implicações estratégicas para o desenvolvimento autônomo do país, tais como fármacos, medicamentos, vacinas, defensivos agrícolas e animais, catalisadores industriais, corantes, aditivos e demais especialidades da química fina. A expressão econômica desse setor industrial no Brasil pode ser visualizada no gráfico abaixo em termos percentuais sobre um faturamento total hoje estimado em cerca de US$ 21 bilhões/ano.

     

    Distribuição de mercado

    Dados consolidados a partir de entidades empresariais

     

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