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Química e Derivados: 600 Edições ao lado da química

Quimica e Derivados
8 de junho de 2019
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    Química e Derivados, 600 Edições ao lado da químicaQuímica e Derivados, 600 Edições ao lado da química

    A revista Química e Derivados chega à 600ª edição e ratifica, como fez durante os últimos 54 anos, o compromisso de oferecer aos seus leitores informações de qualidade, especializadas no setor químico e de processos químicos. Vem bem a calhar que essa comemoração coincida com a eleição de um Presidente da República de tendência “retrô”, digamos, com referências ao ciclo militar de 1964-1985.

    Química e Derivados, 600 Edições ao lado da química

    600 Edições ao lado da química

    Pois foi exatamente incentivado pelo espírito desenvolvimentista daquela geração de militares que o saudoso empresário Victor Civita (fundador da antiga Editora Abril) decidiu criar o Grupo Técnico de Revistas. Caminhando pari passu com o avanço dos Grupos Executivos das Indústrias – formados pelo governo para impulsionar investimentos em setores específicos, a exemplo de mineração e siderurgia, eletricidade, química e petroquímica, transportes, bens de capital mecânicos e, mais tarde, comércio exterior – a Abril lançava títulos, muitos dos quais ainda atuantes no mercado editorial. Com o Geiquim (Grupo Executivo da Indústria Química), nasceu, em novembro de 1965, a nossa Química e Derivados.

    Mais de meio século atrás, a produção química nacional era modesta, sendo as necessidades dos consumidores industriais satisfeitas mediante importações. A primeira edição trouxe um estudo amplo sobre os corantes então consumidos pela indústria têxtil, além de recomendações práticas para a correta operação de processos de injeção de plásticos – na época, as resinas sintéticas eram consideradas materiais incipientes, porém promissores. Como os leitores de QD puderam acompanhar, em poucos anos, esses materiais obtiveram um crescimento explosivo, a ponto de merecerem uma publicação específica: a Plástico Moderno. Em 1976, a Editora Abril se desfez do Grupo Técnico e isso deu origem à Editora QD Ltda. que edita até hoje ambas as revistas.

    A QD teve o privilégio de estar presente no momento de maior expansão de capacidades produtivas químicas e petroquímicas da história brasileira: as décadas de 1970 e 1980. Os três grandes polos petroquímicos (São Paulo, Camaçari-BA e Triunfo-RS) construídos no período foram temas de várias reportagens, cobrindo desde as brigas políticas pela localização dos projetos e formação de parcerias tripartites (entre governo, empresários internacionais e companhias transnacionais), até a construção e partida dos complexos. Mais tarde, a partir de 1990, as páginas da revista registraram a desestatização desses empreendimentos, as ampliações de capacidades e a consolidação empresarial na atividade. Fenômeno, aliás, global, como atestam operações do tipo DuPont-Dow, Solvay-Rhodia, Bayer-Monsanto ou ChemChina-Syngenta.

    Além de acompanhar os vários segmentos de aplicação de produtos químicos e seus processos produtivos, QD também divulgou as mudanças importantes na atividade, privilegiando o conceito de sustentabilidade. Isso gerou bons frutos, como os programas de Atuação Responsável e Sassmaq (capitaneados no Brasil pela Abiquim), além do Prodir (da Associquim). O Brasil sediou a Rio 92, uma conferência da ONU sobre meio ambiente, com a presença de mais de cem líderes mundiais, desencadeando um processo crescente de controle da poluição.

    Os leitores de QD tiveram a oportunidade de acompanhar a evolução da oferta de máquinas, equipamentos de processos e instrumentos analíticos cada vez mais precisos e eficientes. A revolução digital se tornou evidente nos últimos dez anos e resultou na automação cada vez maior de procedimentos, oferecendo mais qualidade e segurança.

    Também a QD entrou na onda digital, abrindo seu portal www.quimica.com.br para todos os interessados em obter informações sobre a atividade química, além de permitir acesso ao Guia do Comprador de Produtos Químicos, em versão digital, atualizada permanentemente. Sempre cumprindo a ordem do fundador: “o objetivo é servir ao leitor”.



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