PU para tintas – Poliuretano cresce nas aplicações industriais e automotivas por combinar desempenho superior com sustentabilidade

Química e Derivados, Mario Fernando de Souza, Diretor-comercial da Galstaff Multiresine do Brasil, Tintas e Revestimentos
Mario Fernando de Souza: falta restrição legal para eliminar o TDI

A Galstaff optou por desenvolver produtos na linha de altos sólidos e baixo VOC, deixando de lado os produtos de base água. “Vendemos mais para vernizes do que para linhas pigmentadas”, disse Souza. Os principais mercados atendidos são: metais, madeira, plásticos, pisos industriais e repintura automotiva.

“Temos uma tecnologia de polimerização que evita isocianatos livres, com a adição de acetona ao pré-polímero e sua remoção por destilação”, comentou Alex Fabretti, gerente de negócios para a América do Sul da linha de revestimentos e aditivos da Evonik Degussa Brasil. Ele explicou que a principal linha da companhia tem início na isoforona, base para o IPDI (um clicloalifático), indicado para formulações com altos sólidos, baixo monômero residual e alto teor de isocianatos. O H12MDI é mais requisitado para aplicações em couro e madeira, oferecendo resistências química e mecânica superiores às do IPDI e também mais flexibilidade. Já o TMDI linear tem como ponto forte a flexibilidade e o alto teor de NCO. “Vendemos monômeros e pré-polímeros para os clientes”, afirmou.

 

Química e Derivados, Regiane Linares Colombo, Representante técnica de vendas da Evonik Degussa, Tintas e Revestimentos
Regiane Linares Colombo: opções para bloquear PU com ou sem caprolactama

Dispersões aquosas – Pré-polímeros estabilizados e dispersos em água são um campo em franco crescimento no setor de poliuretanos para tintas, com usos em revestimentos de couro, madeira, plásticos e também na formulação de adesivos. É uma forma de aproveitar a resistência à abrasão e o balanceamento variado entre dureza e flexibilidade do PU. “Preparamos um pré-polímero cicloalifático formando pontes com ácido dimetilolpropiônico entre os monômeros, neutralizamos com etanolaminas e adicionamos aditivos para dispersá-los em água, para depois incluir extensores de cadeia amínicos”, explicou a representante técnica de vendas Regiane Linares Colombo. Essas dispersões são muito usadas no revestimento de pisos de madeira, couros e acabamentos plásticos de toque suave.

A Reichhold lançará durante a Abrafati 2009, em setembro, uma dispersão aquosa de óleo uretânico modificado, o Urotuf F97 MPW33. “Trata-se de um PU monocomponente em dispersão aquosa que acompanha a tendência de substituição de solventes orgânicos e apresenta alto grau de reticulação (crosslinking)”, explicou Antonio Carrascosa Filho, gerente de desenvolvimento de mercado e assistência técnica da Reichhold do Brasil.

Ele comentou que a procura por produtos base água é crescente e os clientes apresentam alguma preocupação na hora de aplicar produtos bicomponentes. A preocupação se explica pela necessidade de adicionar os componentes na quantidade exata, na proporção entre isocianatos e hidroxilas para formar o filme com as características desejadas.

Mesmo assim, Carrascosa pondera que os produtos base água e os de base solvente conviverão ainda por muito tempo. “Os sistemas PU conseguem emissões de VOC abaixo de 200 gramas por litro, muito melhor que a média nacional, hoje de 520 a 550 g/l”, informou. Outra vantagem da nova dispersão consiste na possibilidade de mistura com sistemas acrílicos (modificados com vinila) e secantes de manganês, uma forma de reduzir custos em aplicações específicas.

Há dois anos a empresa oferece aos clientes no Brasil um óleo de linhaça uretanizado curável por oxidação em temperatura ambiente, com o concurso de secantes metálicos. Esse Urotuf F77-M-60 serve para acabamentos interiores, pisos, móveis de madeira e de metal, bem como aplicações industriais de manutenção, oferecendo alta resistência à abrasão, corrosão e contra agentes químicos.

A linha Urotuf também compreende produtos já conhecidos no mercado para sistemas bicomponentes, como os tipos 19401 (aromático) e 19410 (cicloalifático). “Em algumas aplicações, os clientes blendam esses tipos com resinas alquídicas, mas também podemos produzir as blendas para eles, dependendo do tamanho do lote”, afirmou. A empresa atende médios e pequenos fabricantes de tintas.

Zanin, da Perstorp, considera que as linhas de PU base água funcionarão bem em algumas aplicações, mas, mesmo assim, devem demorar uns cinco anos para se firmarem no mercado local. “Nas tintas moveleiras, por exemplo, o TDI ainda vai ser usado por muito tempo”, disse.

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