Alimentos e Bebidas

Processos melhorados deixam rótulos limpos – FiSA 2019

Renata Pachione
14 de outubro de 2019
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    Cores naturais – O apelo à naturalidade vem calcando os novos desenvolvimentos em corantes. A Roha apresentou o Infusion, uma gama de cores baseadas em extratos e corantes naturais. O pulo do gato é destinar-se a aplicações em bases oleosas. “Viemos preencher uma lacuna do mercado”, apontou Wilson Onorio, gerente técnico da Roha Group. Conforme explicou, o processo permite que os corantes hidrossolúveis se tornem dispersíveis em óleo, otimizando as características físicas dos pigmentos e tornando a coloração homogênea e estável.

    Química e Derivados - Roha se destacou com corantes naturais em base oleosa

    Roha se destacou com corantes naturais em base oleosa

    Outro ponto importante se refere à intensidade da coloração. Em geral, em bases oleosas é difícil replicar a tonalidade obtida nas soluções aquosas. Um exemplo é o vermelho, antes limitado ao carmim. “Trouxemos uma alternativa natural que consegue ser vibrante”, destacou Onorio. O produto – basicamente o pigmento e óleo de girassol – é recomendado para uso em cobertura de bolos, sobremesas e recheio de biscoitos.

    Química e Derivados - Corantes da GNT são extraídos de frutas e hortaliças

    Corantes da GNT são extraídos de frutas e hortaliças

    Com o slogan “colorir alimentos com alimentos”, a holandesa GNT distribuía sorvetes coloridos com a Exberry, sua marca de concentrados de cor naturais para alimentos e bebidas. Fabricado com água e métodos físicos, como corte, prensagem, filtração e mistura, os ingredientes são comercializados em pó ou na forma líquida. “Nossos concentrados de frutas e vegetais trazem a vantagem da rotulagem limpa”, observou Javier Brill, diretor de vendas da GNT. Nos sorvetes as cores escolhidas para a exposição foram kiwi (espirulina e cúrcuma), laranja com pimenta dedo de moça (pimentões vermelhos e cúrcuma), red velvet (beterraba e pimentões vermelhos) e lavanda com mel (beterraba e espirulina).

    O lançamento da Lonza foram duas cápsulas de hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), nas cores espirulina azul e a purple carrot. Thatyane Almeida, representando a Lonza, explicou que o diferencial dessa linha VCaps Plus se refere à pigmentação.

    No primeiro caso, vem de algas marinhas, e no segundo, da cenoura roxa. “As cápsulas têm um grande apelo visual e refletem o aumento substancial da demanda por produtos veganos”, comentou. Vale lembrar que, em geral, as cápsulas disponíveis no mercado são de gelatina – feita com colágeno retirado de osso e pele de animais. A Lonza tem no portfólio as duas opções. Hoje, cerca de 70% da linha é de cápsulas de origem animal. “Nosso sonho de consumo é que a venda dos produtos veganos supere a dos de gelatina”, afirmou. Na comparação entre os dois tipos, as cápsulas de HPMC custam o dobro do preço.

    Além de visitar os estandes, o público participou também de diversas atrações como o Seminar Solutions e o Industry Insights, espaços reservados para palestras de breve duração sobre tendências, cases e lançamentos, e o Tasting Experience, área em que foi possível degustar algumas aplicações de inovações desenvolvidas pela indústria, como o Trupro Pea Protein, da DuPont Nutrition & Biosciences, e a Giralec, da Lasenor. O primeiro é uma proteína de ervilha isolada, aplicada ali no refresco Piña CoolVeg, enquanto a Giralec é uma lecitina de girassol, que, no caso, estava na formulação de um chocolate.

    O público fez fila para conseguir provar as novidades do Tasting Experience. Agora resta saber se o interesse comprova o sucesso do movimento em prol da saudabilidade ou trata-se apenas de um modismo.



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