Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Plásticos: Compradores de transformados projetam ampliação de negócios – Perspectivas 2018

Jose P. Sant Anna
6 de março de 2018
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    Eletro/eletrônicos – A brisa soprada pelo setor elétrico e eletrônico é positiva. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), caso se confirme a perspectiva de crescimento 2,5% do PIB em 2018, o faturamento e a produção do setor eletroeletrônico devem crescer cerca de 7%. De acordo com a sondagem de conjuntura realizada pela entidade, 76% das empresas esperam elevar suas atividades.

    Contribui para esse pensamento positivo o resultado alcançado no ano passado. Os números ainda não estão fechados, mas estima-se que o faturamento do setor tenha alcançado a casa dos R$ 136 bilhões, valor 5% superior ao obtido em 2016. O desempenho reverte a tendência de resultados negativos ocorridos no triênio 2014/16. A utilização da capacidade instalada do setor passou de 71% para 77%, enquanto o número de trabalhadores ocupados cresceu em torno de 4,4 mil vagas, subindo de 232,8 mil no final de 2016 para 237,2 mil. Os investimentos da indústria eletroeletrônica devem crescer 5% no ano de 2017, atingindo R$ 2,5 bilhões.

    O bom desempenho se deve muito ao crescimento dos segmentos de bens de consumo, notadamente das áreas de informática e telecomunicações. Destaque para as vendas de smartphones que ficaram próximas da casa dos 50 milhões de unidades, com crescimento de 12% em relação a 2016, e dos notebooks (3,4 milhões de unidades, 21%). Analistas da Abinee acreditam que a liberação dos recursos das contas inativas do FGTS foi muito importante para essa recuperação. O baixo nível de inflação e a redução das taxas de juros também colaboraram.

    Os segmentos da indústria elétrica e eletrônica dependentes de investimentos, por sua vez, mostraram apresentaram vendas estáveis em 2017, quando comparadas com o exercício anterior. Nesse nicho estão os setores de equipamentos industriais e de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Eles dependem de investimentos produtivos e em infraestrutura, que não ocorreram nas dimensões necessárias. No ponto de vista da associação, os investidores aguardam sinalizações mais claras por parte do governo sobre o controle do déficit fiscal, fator considerado imprescindível para o crescimento consistente e sustentável nos próximos anos.

    Outra vertente, a do segmento de material elétrico de instalação, apresentou desempenho negativo, seu faturamento caiu 1% em 2017. O principal mercado para estes produtos é o de construção civil, que não deu sinais de recuperação, com poucos lançamentos imobiliários. Os fornecedores de equipamentos para a infraestrutura de telecomunicações também se ressentiram da queda dos investimentos. No período de janeiro a setembro de 2017 deste ano, os investimentos das operadoras de telecomunicações caíram 5% na comparação com igual período de 2016.

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    Construção civil – Para os lados da construção civil, outro importante comprador de peças plásticas, as coisas não estão muito bem. “Depois da crise econômica e política que abalou o país no biênio 2015/16, a indústria da construção esperava iniciar sua recuperação em 2017, com um modesto crescimento de 0,5%”, explica José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP). Os resultados não foram os desejados. “Muito distante desta expectativa, o PIB da construção deve fechar 2017 com queda estimada de 6,4%, de acordo com estudo realizado pela FGV”.

    O dirigente aponta alguns motivos para explicar a frustração. Para ele, os investimentos em infraestrutura e habitação popular não aconteceram, a maioria dos projetos de concessões ficou no papel. “Governos estaduais e municipais também puxaram o freio de mão na contratação de novas obras”. O mercado imobiliário foi afetado pelos distratos de aquisição de imóveis e por restrições ao crédito por parte dos bancos, levando ao adiamento de lançamentos. “Nos últimos meses, os distratos começaram a diminuir e as vendas e lançamentos, a aumentar. Este crescimento e as últimas contratações do Programa Minha Casa, Minha Vida resultarão em obras no ano que vem”, acredita.

    No campo dos investimentos privados, as coisas também não foram bem. “Eles refluíram após o vazamento das gravações da JBS e a incerteza com a continuidade do governo”. De quebra, as dúvidas sobre o sucesso da reforma da Previdência e de outras medidas no reequilíbrio das finanças públicas adiaram decisões de investimentos.

    “Com isso, a construção voltou a desempregar pelo terceiro ano consecutivo. Nos 12 meses encerrados em outubro, o saldo negativo entre contratações e demissões era de 192 mil postos de trabalho”, diz. O setor empregava 2,45 milhões de trabalhadores com carteira assinada, número que deve ter ficado no patamar dos 2,3 milhões no final do ano. “Isto significa uma redução de 1,2 milhão de empregados desde o final de 2014, quando a construção empregava 3,5 milhões de trabalhadores”.


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