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Automação Industrial

Plantas químicas – Ferramentas computacionais ampliam alcance do CAD para projetos virtuais

Marcio Azevedo
15 de fevereiro de 2009
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    O diretor afirma que 80% dos diagramas de tubulações e instrumentação são feitos em AutoCAD. Porém, nesse ambiente, os equipamentos são representados apenas por linhas, arcos e círculos. Produtos como o AutoCAD P&ID, no entanto, trazem inteligência ao AutoCAD, pois disponibilizam dados de engenharia por trás dos objetos gráficos. Essa habilidade é importante para o trabalho em equipe de engenheiros e projetistas, pois quando os primeiros solicitam modificações, e elas são feitas pelos designers, todos os dados do sistema refletem a modificação, como as listas de materiais e documentos.

    Murphy revela que a existência de grandes empresas dispostas a altos investimentos em projetos extensos e que exigem de suas subcontratadas a adoção de ferramentas em 3D funciona bem como estímulo à demanda em muitas partes do mundo, da mesma maneira como acontece por aqui com a Petrobras. Porém, segundo o diretor, a tarefa em que a Autodesk tem sido realmente bem-sucedida é “trazer produtos para as massas”. Quando o AutoCAD foi lançado, as máquinas aptas a rodar esse tipo de aplicação eram caras e grandes, e nem todos os engenheiros podiam se divertir com esses brinquedos. Ao entrar no mercado, a companhia dos Estados Unidos, além de trazer preços para baixo, possibilitou a computadores menos potentes rodar os softwares. “E isso é o que estamos fazendo de novo com o desenvolvimento das novas ferramentas inteligentes a preços muito competitivos.”

    A Autodesk adquiriu recentemente, há cerca de um ano e meio, outra solução para o projeto de plantas em 3D, denominado Navisworks. O produto é mais uma ferramenta destinada a melhorar a modelagem e a organização de informações antes que os materiais estejam em campo, dando ao projetista a chance de corrigir erros antes da construção. Entre outras coisas, o AutoCAD Navisworks realiza testes de interferência e oferece a chance de acompanhamento da construção real, simulando-a no 3D em concatenação com a programação de tempo predeterminada. Quem acompanha essa simulação saberá quais materiais precisam estar em campo, porque, se algo está faltando, o desenho em 3D também fica incompleto.

    Os alvos da Autodesk no Brasil são os segmentos de água e tratamento de água, petróleo e gás, petroquímico, geração de energia e fábricas especiais, como algumas do setor farmacêutico. O diretor de desenvolvimento de negócios veio ao Brasil para participar do lançamento de soluções para o projeto de plantas e começar o treinamento dos revendedores locais. O primeiro produto a ser comercializado, após o aprendizado, será o AutoCAD P&ID, e o próximo, a aplicação em 3D, ora testada em versão beta. Depois disso, devem surgir novidades em diagramas de instrumentação, outro segmento em que a empresa vê chance de participar.

    O Brasil representa um mercado importante para a Autodesk. É o primeiro país da América Latina onde serão lançados os aplicativos para o projeto de plantas, seguido do México.Plantas por varredura – A visualização em três dimensões, além de colaborar para o projeto e construção de novas plantas industriais, também pode ter um papel importante na modificação de plantas existentes, pela sua combinação com outras tecnologias, como o escaneamento a laser em três dimensões.

    Ele já é usado no Brasil em diversas linhas de produção químicas e petroquímicas e em plataformas da Petrobras e, assim como os projetos em 3D, reduz fortemente prejuízos causados por erros e retrabalho.

    Química e Derivados, O sacnner é operado sem a interrupção da produção, Automação Industrial

    O sacnner é operado sem a interrupção da produção

    A necessidade pelo escaneamento a laser tridimensional de uma unidade industrial ocorre, em muitas vezes, quando há o desejo de modificação de uma área, mas não estão disponíveis os desenhos técnicos da construção. Da maneira tradicional, esse inconveniente poderia ser resolvido por um penoso levantamento de medidas, à mão, com trena, seguido do desenho em papel. Em uma abordagem mais moderna, o levantamento de informações dimensionais pode ser realizado por um scanner a laser. Os dados obtidos por esse processo podem ser utilizados para a obtenção de modelos digitais e tridimensionais, em lugar dos desenhos em papel, com duas dimensões apenas. A diferença, em relação à maneira tradicional, é que o scanner garante a reprodução da totalidade do ambiente, pois nas medições manuais detalhes sempre acabam esquecidos ou despercebidos.

    A Santiago & Cintra, uma empresa especializada em venda de equipamentos de medição e posicionamento, decidiu entrar nesse negócio há pouco mais de seis anos, com a ideia de importar scanners a laser e revendê-los no Brasil. Um primeiro scanner foi importado para a realização de um piloto em uma unidade da Petrobras na bacia do Rio Solimões, em 2002. Do piloto, executado na área de exploração e produção, nasceu um segundo projeto, destinado à varredura do turret da plataforma P35. No entanto, a Santiago & Cintra percebeu que, por ser o equipamento caro, a demanda se concentrava no serviço de escaneamento, e não pela compra da máquina. Por esse motivo, ela criou a S&C Laser Scanning, embora sem abandonar a atividade de revenda. A S&C tem escritórios em São Paulo, Macaé-RJ e Salvador-BA e atuação bastante voltada para as indústrias química e petroquímica.



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