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Automação Industrial

Plantas químicas – Ferramentas computacionais ampliam alcance do CAD para projetos virtuais

Marcio Azevedo
15 de fevereiro de 2009
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    Além disso, o projeto de engenharia representa cerca de 5% do custo de implantação de um empreendimento. Aquisição e construção respondem pelo restante. A redução de custo do projeto de engenharia graças ao uso da tecnologia em 3D é relevante, mas o reflexo positivo é ainda mais intenso nos custos de aquisição e construção.

    O mercado da Sisgraph no Brasil se subdivide em três categorias: empresas de engenharia, empresas de construção e indústrias. Entre as últimas, os principais clientes são: a Petrobras, a Vale e a Braskem e, em outro plano, a Rhodia, a antiga Copesul (atualmente parte da Braskem), a antiga Polibrasil e a antiga Rio Polímeros (ambas integrantes, agora, da Quattor).

    Química e Derivados, Fernando Schmiegelow, Diretor de marketing da Sisgraph, Automação Industrial

    Clientes podem optar por módulos, diz Fernando Schmiegelow

    Conforme explica o diretor de marketing da Sisgraph, Fernando Schmiegelow, os programas que atendem a esses segmentos compõem a suíte SmartPlant Enterprise, mas o universo de clientes da Sisgraph inclui empresas menores, que utilizam apenas alguns dos módulos ou um módulo específico. Estes clientes costumam ser as subcontratadas das grandes empreendedoras do mercado, como Vale e Petrobras.

    A representante da Intergraph possui uma atuação importante em plataformas de petróleo. Elas podem ser comparadas a refinarias confinadas em um pequeno espaço, cujo gerenciamento é complicado. Por isso, o projeto de plataformas requer especial atenção a erros conhecidos como interferências, casos de tubulações que se tocam ou se atravessam, ou atingem paredes ou equipamentos; e a demanda é bem atendida pelas detecções automáticas de interferências proporcionadas pelos programas em 3D. Apesar do peso da indústria química nacional no mercado da Sisgraph, no exterior, a empresa revela atuação forte em mais segmentos, a exemplo de papel e celulose e indústria farmacêutica. A última, entretanto, não é das mais pujantes, no Brasil, em comparação às grandes competidoras mundiais, e a primeira, segundo Ricardo Fornari, adota os projetos apelidados de “caixa-preta”, por virem prontos, como que embalados em uma caixa, restando apenas a montagem. A demanda nacional, desse modo, acaba se concentrando nas indústrias química e petroquímica, de mineração e naval e offshore.

    A Sisgraph engrossa o coro dos cautelosos ante um 2009 ainda nebuloso, mas mantém expectativa positiva em relação à construção de algumas plataformas e ao desenlace de projetos nas indústrias petroquímica e de mineração. E, como tantas outras pretendem, a empresa tentará os novos clientes. Ironicamente, o resultado da divisão PPM no primeiro mês de 2009 é maior que o do primeiro trimestre de 2008, beneficiado pelos longos ciclos de venda dos softwares. O crescimento anual tem evoluído a uma média de 30% desde 2004 – computando todos os seus negócios, a Sisgraph cresceu 48% em 2008.d

    Procutos de marca – Há cerca de quatro anos, a Autodesk, dos Estados Unidos, decidiu se aprofundar nas soluções para o plant design. A empresa já dispunha de alguns aplicativos interessantes para essa área, como o Autodesk Inventor, utilizado no projeto de equipamentos, além de aplicativos para o projeto de sistemas mecânicos, elétricos, de tubulações e de aquecimento, ventilação e condicionamento de ar. Porém, mesmo sendo a detentora da plataforma de CAD mais popular do mercado mundial, o AutoCAD, a Autodesk não possuía produtos que combinassem as ferramentas de programas em duas e três dimensões.

    Química e Derivados, A. J. Murphy, diretor de desenvolvimento de negócios em soluções para plantas da Autodesk nas Américas, Automação Industrial

    A. J. Murphy: Autodesk torna softwares mais populares para as massas

    Uma das decisões em reflexo da maior atenção ao projeto de plantas foi a busca por tecnologias a ser superpostas à plataforma CAD, para torná-la mais efetiva no design de unidades industriais. A. J. Murphy, diretor de desenvolvimento de negócios em soluções para plantas da Autodesk nas Américas, explica que é muito importante para o sucesso da estratégia que as novas tecnologias da empresa estejam em sincronia com o AutoCAD, pois isso lhe possibilitará acirrar a competição com os outros participantes do mercado. “Se houver o reconhecimento da ligação entre as marcas AutoCAD e Autodesk, as empresas de engenharia adotarão os novos produtos mais facilmente”, diz. E ressalta: “Quando um lançamento da Autodesk chega ao mercado, automaticamente todos os outros produtos da empresa se compatibilizam com ele.” Nesse negócio, esse fator é bastante relevante, pois a comunicação entre plataformas de diferentes fabricantes e entre versões distintas do mesmo programa costumam ser um fator complicador.

    As duas pedras fundamentais para acelerar a atuação no segmento de projetos virtuais detectadas inicialmente pela Autodesk foram os programas em 2D para o projeto de diagramas de tubulações e instrumentação e programas para a utilização desses fluxogramas em projetos em 3D. O AutoCAD P&ID, dedicado aos diagramas, foi lançado em 2007 e, atualmente, a fornecedora disponibiliza uma versão beta para testes de um produto para projetos em três dimensões. O portfólio da companhia para o projeto de plantas ainda inclui outras ferramentas para aplicações relacionadas com a construção civil, mecânica e instalações elétricas, a arquitetura, equipamentos e estruturas, simulação e visualização.



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