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Planejamento executado com disciplina gera bons resultados

Quimica e Derivados
10 de janeiro de 2020
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    Química e Derivados - Planejamento executado com disciplina gera bons resultados

    Aos 45 anos, o engenheiro de produção química Elias Nahssen de Lacerda assumiu a presidência da Evonik para a América do Sul e Central, prosseguindo a carreira iniciada na companhia em 1996, como trainee, e depois ampliando suas responsabilidades sobre produtos e unidades de negócios. Em 2006, foi transferido para a Alemanha, onde trabalhou por 12 anos com êxito, tendo sido reconhecido como o melhor gestor emergente da indústria química em 2013, recebendo o Handelsblatt Stratley Award. Retornou ao Brasil em 2018, como CFO (chief financial officer, ou diretor financeiro) e vice-presidente regional da área de Nutrition & Care. Com a aposentadoria programada de Weber Porto, assumiu o cargo máximo da companhia na região.

    Lacerda recebe uma estrutura de produção e comercial consolidada, com fábricas no Brasil (Americana-SP, Aracruz-ES e Castro-PR) e Argentina (Rosário), com escritórios comerciais, centros de serviço e laboratórios de desenvolvimento operando em vários países. Tem a meta de continuar o trabalho iniciado pelo antecessor, conforme o plano estratégico da companhia, enquanto pretende imprimir sua marca pessoal de gestão e se adaptar aos solavancos políticos e econômicos típicos da região.

    Depois de ter visitado pessoalmente os principais centros de negócios sob sua direção, Lacerda recebeu Química e Derivados no moderno escritório central da Evonik para a América do Sul e Central, instalado em São Paulo, ao lado do Shopping Center Morumbi.

    Química e Derivados – O sr. assume um cargo elevado de uma empresa global em um período muito complexo, em meio a uma guerra comercial entre Estados Unidos e China, além de prenúncios de um próximo período recessivo mundial. Como o sr. avalia esse cenário para negócios?

    Elias Nahssen de Lacerda – Há muita incerteza no panorama global de negócios. Começa pela incerteza política, que se torna econômica. Isso cria um clima muito ruim para investimentos. Mas é preciso salientar que a humanidade nunca viveu tão bem quanto hoje. Estamos vivendo o maior período contínuo sem guerras entre os principais países, sem escassez de produtos, com uma qualidade de vida sem precedentes, que vai se estendendo para todos os países, aos poucos. Mas há muitas incertezas, mesmo assim.

    QD – Que aspecto é mais crítico, na sua visão?

    ENL – Vejo os EUA e a China fechando o acesso aos seus mercados. Outros países, como o Brasil, também apontam na mesma direção. Isso é ruim, tira a dinâmica de negócios que estava sendo praticada. Mas, ao mesmo tempo, toda crise também abre novas oportunidades.

    QD – A região América do Sul e Central está passando por momentos complicados, temos países em péssima situação, como a Venezuela, outros com fortes incertezas políticas, como a Argentina e, de certa forma, também o Brasil. Como o sr. pretende lidar com isso? A Evonik investiu muito em fábricas no Brasil e Argentina recentemente, os resultados serão bem recebidos pela matriz?

    ENL – A Evonik está no Brasil e na região há muito tempo, desde os tempos da antiga Degussa. A companhia não faz nenhum movimento sem um planejamento sólido preliminar e sem ter uma estratégia bem definida. Por isso, essas instabilidades regionais já estão quantificadas. Além do mais, a evolução dos investimentos recentes está perfeitamente alinhada com as expectativas iniciais, obtendo bons resultados. Com base nesse planejamento, temos segurança para seguir adiante, logo chegaremos a ocupar a capacidade máxima das fábricas e, depois, pensar em novos passos.



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