Tintas e Revestimentos

Pigmentos de efeito apontam retomada de negócios

Hamilton Almeida
16 de outubro de 2020
    -(reset)+

    Suzana aposta que a retomada será lenta. “Estamos preparados para o que vem pela frente. Os departamentos de marketing e desenvolvimento têm trabalhado em conjunto para trazer novidades e deixar a empresa preparada. Novas estratégias estão sendo traçadas para atender o ‘novo normal’”.

    Lilian: miniflocos de vidro atuam em nichos de alto luxo ©QD Foto: Divulgação

    Lilian: miniflocos de vidro atuam em nichos de alto luxo

    Labecca diz que “é muito pre­maturo lançar alguma expectativa com fundamento, pois o cenário é de incerteza e instabilidade”. Apesar disso, ele acredita que o segundo semestre deverá ser melhor do que o primeiro. Com uma ressalva: “É mais esperança que expectativa, pois há necessidade de se ter algo de otimismo por um melhor panorama”.

    Martins: desenvolve nichos e busca soluções para clientes ©QD Foto: Divulgação

    Martins: desenvolve nichos e busca soluções para clientes

    O fato é que há muitas interrogações no ar, como a duração da pandemia, o impacto das vacinas e quais políticas o governo adotará para estimular a economia. “São muitas questões sem resposta hoje para se trabalhar em projeções futuras, temos que aguardar para revisar e definir os planos estratégicos”, declara o gerente comercial.

    Em que pese a dificuldade momentânea para fazer qualquer tipo de previsão certeira, especialmente de médio e longo prazos, Lima conjetura. “Sabemos que os pigmentos especiais e de efeito são mais usados em aplicações de alto valor agregado. E que o consumidor desse tipo de mercadoria não foi tão afetado quanto aquele que é mais sensível ao preço. Por esse motivo, vemos o futuro estável, de certa forma. Porém, o que mais se desenvolve são as tendências em cores, efeitos e design”.

    Agnes salienta que muitos contatos têm sido feitos com todos os clientes com foco na apresentação de novas opções de produtos e formulações. “A inovação e a proximidade com o mercado serão fatores essenciais para sairmos dessa situação o mais rápido possível. Novas soluções estão sendo apresentadas e amostras estão sendo enviadas a todos os interessados. Outra iniciativa sempre muito importante é a manutenção de estoques locais, que possam amortecer as variações de demanda e os eventuais atrasos ocasionados pela Covid-19”.

    Silva é taxativo ao dizer que o crescimento se dará a partir de 2021. “A recuperação dos setores automotivo e industrial é de suma importância para as tintas e vernizes, setor responsável por grande parte do consumo de pigmentos”. Ele vê um lado positivo na crise: “a procura dos clientes por diferenciação nos coloca em posição de destaque, pois temos um amplo portfólio, com diversas opções para variados segmentos. E com grande suporte técnico da equipe local e representadas”.

    No caso da Adexim-Comexim, que possui a linha Moonshine – produzida à base de vidro especial de borosilicato na forma de miniflocos de vidro pela Glassflake –, o negócio envolve a aplicação em produtos de alto valor agregado, que “exigem aparência condizente”. É um nicho restrito a “poucos players, mas crescente com a sofisticação do mercado”, na descrição de Lilian.

    Para a divulgação dos seus produtos, a True Color decidiu, a curto prazo, investir em materiais de apresentação (catálogos de aplicações) elaborados em seu próprio laboratório. Acredita-se que causará um maior impacto. Por isso, “esperamos um crescimento a médio e a longo prazo superior à média do mercado devido a esse serviço exclusivo oferecido aos clientes”, expressa Martins.

    Tendências – Após uma paralisação de praticamente quatro meses, o setor automotivo está iniciando, segundo Labecca, “os primeiros movimentos de uma tímida melhoria”. Ele acentua que “será necessária uma campanha muito complexa e abrangente para que estes primeiros passos sejam confirmados e tenham continuidade. Toda a cadeia que depende de pontos de venda sofreu muito inicialmente, entre eles os de tintas decorativas e de repintura automotiva”.

    Por sua vez, o ramo de tintas industriais “também sofreu queda e vive uma situação de muita instabilidade. Pode-se destacar como grande exceção os fornecedores de tintas para o segmento do gás natural, que seguem mantendo a regularidade, como em anos anteriores. Algumas empresas de tintas industriais gravitam em torno de núcleos que sofreram muito, como, por exemplo, o automotivo, autopeças, manutenção e investimentos, entre outros. Nestes casos, o uso de metálicos é específico conforme o caso e, ao mesmo tempo, muito disperso em termos de produtos e volume, mas no conjunto gera um consumo também importante que está debilitado”, especifica o porta-voz.

    A frustração chegou também ao ramo de plásticos, no qual o volume de metálicos vinha crescendo até 2019. A percepção na Aldoro é que houve uma queda geral, embora alguns clientes tenham conseguido um bom desempenho. Naturalmente, espera-se o retorno ao caminho do crescimento o mais rápido possível.



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