Pigmentos de Efeito apontam Retomada de Negócios: Investimentos e Novidades

Tintas e revestimentos: Pigmentos de efeito apontam indícios de retomada de negócios

A pandemia do Covid-19 caiu como uma bomba de fragmentação na economia global e ninguém arrisca dizer até quando os seus efeitos serão sentidos. No Brasil, o segmento de pigmentos especiais e de efeito, cujo desempenho está atrelado a diversos negócios, como automotivo, plásticos e outras indústrias, reflete bem o clima de retração e incertezas. Mas, já há sinais de reabilitação, novos projetos e muita esperança no ar.

A fabricante nacional Aldoro, de Rio Claro-SP, acusa queda na demanda de pigmentos metálicos na comparação com o ano passado. “Temos observado muita incerteza em relação aos meses seguintes”, afirma o gerente comercial Antonio Labecca Filho. Com algumas poucas exceções, os clientes “tiveram significativa queda no volume de compras em abril”. E houve “um movimento de recuperação gradual em maio, que se confirmou em junho e julho”.

Labecca: setor automotivo tem grande relevância no segmento ©QD Foto: Divulgação
Labecca: setor automotivo tem grande relevância no segmento

A IMCD Brasil detectou forte queda nos meses de abril e maio. “Mas isso não foi uma regra, pois alguns ramos, como o de embalagens, apresentaram um aquecimento maior”, testemunha Agnes Muciacito, principal manager pigments South America. Criada em 2017, a Basf Colors & Effects escolheu a IMCD na América do Sul para ser sua distribuidora exclusiva (incorporou, inclusive, a equipe da Basf).

Queda nos volumes de vendas no primeiro trimestre foi sentida pela Braschemical, que já percebe, no entanto, “uma procura maior”, nas palavras de Suzana Stabile, do departamento de marketing. “Os clientes estão começando a trabalhar em projetos futuros para atrair os consumidores”. A ideia é trazer novidades para o público pensando na nova realidade pós-pandemia. “Temos boas expectativas e estamos otimistas com essa retomada, não paramos de investir em novidades”, agrega.

Suzana prepara novidades para a etapa de pós-pandemia ©QD Foto: Divulgação
Suzana prepara novidades para a etapa de pós-pandemia

A Merck não fugiu à regra. Leonardo Cerqueira Lima, especialista em desenvolvimento de marketing da área de Decorative Materials, Performance Materials, destaca que a atividade este ano “será satisfatória”, consi­derando um comportamento leve­mente acima do que vem acontecendo. Lembra que a indústria automotiva nacional nunca vivenciou um momento tão crítico como o atual. Embora haja indícios de que a recuperação já começou, ele espera a volta aos padrões “normais” apenas em 2022.

Na Colormix, o coordenador técnico Diogo L. da Silva avalia que o desempenho de 2020 é incerto.

“Certamente haverá uma queda de consumo, pois muitas companhias permaneceram por um período longo em férias coletivas ou com processo produtivo reduzido. Infelizmente, não será possível um restabelecimento rápido nesse ano que consiga cobrir esse período com faturamento muito abaixo do esperado”.

Silva: mercado brasileiro usa efeitos em diversas aplicações ©QD Foto: Divulgação
Silva: mercado brasileiro usa efeitos em diversas aplicações

“Mesmo que a incerteza ainda esteja no ar”, argumenta Lilian Furlan, gerente técnico-comercial da Adexim-Comexim, “já se verifica um movimento e o interesse por efeitos visuais diferenciados e exclusivos para novos desenvolvimentos e produtos. Talvez a consolidação não aconteça neste ano”.

As indústrias enfrentam uma “situação difícil” em que novos projetos são desacelerados, reconhece André Martins, diretor comercial da True Color. Ele espera vender cerca de 10% menos pigmentos de efeito neste ano. No automotivo, redução de 10% a 20% no consumo anual; no industrial, cerca de 10%.

Suzana aposta que a retomada será lenta. “Estamos preparados para o que vem pela frente. Os departamentos de marketing e desenvolvimento têm trabalhado em conjunto para trazer novidades e deixar a empresa preparada. Novas estratégias estão sendo traçadas para atender o ‘novo normal’”.

O fato é que há muitas interrogações no ar, como a duração da pandemia, o impacto das vacinas e quais políticas o governo adotará para estimular a economia. “São muitas questões sem resposta hoje para se trabalhar em projeções futuras, temos que aguardar para revisar e definir os planos estratégicos”, declara o gerente comercial.

Em que pese a dificuldade momentânea para fazer qualquer tipo de previsão certeira, especialmente de médio e longo prazos, Lima conjetura. “Sabemos que os pigmentos especiais e de efeito são mais usados em aplicações de alto valor agregado. E que o consumidor desse tipo de mercadoria não foi tão afetado quanto aquele que é mais sensível ao preço. Por esse motivo, vemos o futuro estável, de certa forma. Porém, o que mais se desenvolve são as tendências em cores, efeitos e design”.

Agnes salienta que muitos contatos têm sido feitos com todos os clientes com foco na apresentação de novas opções de produtos e formulações.

Lilian: miniflocos de vidro atuam em nichos de alto luxo ©QD Foto: Divulgação
Lilian: miniflocos de vidro atuam em nichos de alto luxo

“A inovação e a proximidade com o mercado serão fatores essenciais para sairmos dessa situação o mais rápido possível. Novas soluções estão sendo apresentadas e amostras estão sendo enviadas a todos os interessados. Outra iniciativa sempre muito importante é a manutenção de estoques locais, que possam amortecer as variações de demanda e os eventuais atrasos ocasionados pela Covid-19”.

Silva é taxativo ao dizer que o crescimento se dará a partir de 2021. “A recuperação dos setores automotivo e industrial é de suma importância para as tintas e vernizes, setor responsável por grande parte do consumo de pigmentos”. Ele vê um lado positivo na crise: “a procura dos clientes por diferenciação nos coloca em posição de destaque, pois temos um amplo portfólio, com diversas opções para variados segmentos. E com grande suporte técnico da equipe local e representadas”.

Labecca diz que “é muito pre­maturo lançar alguma expectativa com fundamento, pois o cenário é de incerteza e instabilidade”. Apesar disso, ele acredita que o segundo semestre deverá ser melhor do que o primeiro. Com uma ressalva: “É mais esperança que expectativa, pois há necessidade de se ter algo de otimismo por um melhor panorama”.

Martins: desenvolve nichos e busca soluções para clientes ©QD Foto: Divulgação
Martins: desenvolve nichos e busca soluções para clientes

No caso da Adexim-Comexim, que possui a linha Moonshine – produzida à base de vidro especial de borosilicato na forma de miniflocos de vidro pela Glassflake –, o negócio envolve a aplicação em produtos de alto valor agregado, que “exigem aparência condizente”. É um nicho restrito a “poucos players, mas crescente com a sofisticação do mercado”, na descrição de Lilian.

Para a divulgação dos seus produtos, a True Color decidiu, a curto prazo, investir em materiais de apresentação (catálogos de aplicações) elaborados em seu próprio laboratório. Acredita-se que causará um maior impacto. Por isso, “esperamos um crescimento a médio e a longo prazo superior à média do mercado devido a esse serviço exclusivo oferecido aos clientes”, expressa Martins.

Tendências:

Após uma paralisação de praticamente quatro meses, o setor automotivo está iniciando, segundo Labecca, “os primeiros movimentos de uma tímida melhoria”. Ele acentua que “será necessária uma campanha muito complexa e abrangente para que estes primeiros passos sejam confirmados e tenham continuidade. Toda a cadeia que depende de pontos de venda sofreu muito inicialmente, entre eles os de tintas decorativas e de repintura automotiva”.

Por sua vez, o ramo de tintas industriais “também sofreu queda e vive uma situação de muita instabilidade. Pode-se destacar como grande exceção os fornecedores de tintas para o segmento do gás natural, que seguem mantendo a regularidade, como em anos anteriores. Algumas empresas de tintas industriais gravitam em torno de núcleos que sofreram muito, como, por exemplo, o automotivo, autopeças, manutenção e investimentos, entre outros. Nestes casos, o uso de metálicos é específico conforme o caso e, ao mesmo tempo, muito disperso em termos de produtos e volume, mas no conjunto gera um consumo também importante que está debilitado”, especifica o porta-voz.

A frustração chegou também ao ramo de plásticos, no qual o volume de metálicos vinha crescendo até 2019. A percepção na Aldoro é que houve uma queda geral, embora alguns clientes tenham conseguido um bom desempenho. Naturalmente, espera-se o retorno ao caminho do crescimento o mais rápido possível.

Tatiane: mica revestida por TiO2 gera efeito metálico ©QD Foto: Divulgação
Tatiane: mica revestida por TiO2 gera efeito metálico

Para Tatiane Zanotello, coordenadora de laboratório e qualidade da Braschemical, alguns mercados estão “retomando gradativamente” com uma “tendência de projetos futuros”. É o caso dos pigmentos de efeito como glitter e perolados, sempre presentes nos segmentos de calçados, escolar, artístico e de cosméticos, e em embalagens, plásticos e tintas decorativas.

Os fosforescentes estão em alta no têxtil e em sinalização de segurança. Os fluorescentes no plástico e nas tintas e cosméticos sempre têm procura, principalmente nos produtos sem formaldeído e com solidez a luz e atendimento às normas como Reach, FDA, RDC e sem passar por testes em animais. As microesferas expansivas, nos calçados, também estão em alta. Com relação aos especiais, os MIOX, de óxido de ferro micáceo, são muito procurados para tintas protetivas. Tatiane é otimista e crê no aquecimento dos negócios no último trimestre, “mesmo em meio à pandemia”.

Apesar do baque, Agnes, da IMCD, enxerga boas perspectivas principalmente nas áreas industrial e de plásticos, bem como o retorno da produção automotiva neste segundo semestre. “As tendências estão com produtos mais cromáticos e com efeitos especiais, como os lançamentos da linha Lumina Royal da BCE, na qual temos uma mistura de alta tecnologia e desempenho para a indústria automotiva, principalmente com cores cromáticas e de profundidade”.

Quando se discute propensão de consumo, Lima, da Merck, pondera: “os carros autônomos já são uma realidade e vêm ganhando cada vez mais espaço. Diversas novas tecnologias de comunicação entre os veículos estão sendo desenvolvidas, mas o que pouca gente sabe é que a própria pintura do automóvel interfere nos sensores e radares que são usados nessa comunicação. Carros com pintura metálica que utilizam alumínio em sua formulação bloqueiam algumas frequências desses dispositivos dificultando a identificação do sinal. Porém, hoje já é possível o desenvolvimento de pinturas prata com perolados sem a utilização de alumínio. Além da não interferência no sinal dos dispositivos, os pigmentos especiais e de efeito ainda favorecem a sensibilidade de alguns desses sensores”, explica.

Agnes: tendência favorece insumos cromáticos e efeitos ©QD Foto: Divulgação
Agnes: tendência favorece insumos cromáticos e efeitos

“No uso ainda automotivo, mas também industrial de maneira geral, o que se vê é a busca por materiais mais leves, resistentes e flexíveis, como, por exemplo, a fibra de carbono ou fibra de vidro. O interessante dos pigmentos especiais e de efeito é que podem ser usados em praticamente todos os tipos de materiais e são uma forma de agregar valor e diferenciar esteticamente o produto final”, ressaltou.

Quando se pensa em plásticos, Lima diz que o consumo de especiais sempre foi mais restrito por conta dos custos. Mesmo assim existem os pigmentos de efeito próprios para utilização em plásticos e que favorecem inclusive diversos processos de transformação, além de prover o efeito estético. “É nesse sentido que vemos a tendência nesse campo: multifuncionalidade agregada na estética para justificar o investimento”, apontou.

Na visão de Silva, da Colormix, a demanda por pigmentos de efeito tem sido crescente no país, pois, além de agregar valor aos produtos, o uso se diversificou, sendo atualmente utilizado em todo tipo de tinta e para as mais diversas aplicações, como embalagens, vidro, tintas imobiliárias, automotivas, para plásticos em geral, em pó, de impressão, moveleiras, têxtil, entre outras.

Ele acrescenta que a empresa trabalha com a alemã Eckart, uma das líderes mundiais nessa fabricação, que acompanha o crescimento da procura lançando inovações nas linhas de perolados sintéticos Luxan, Symic e Edelstein, além dos constantes lançamentos na linha dos metálicos Stapa, Metalure e Silvershine.

Lilian explica que a área de atuação da Adexim-Comexim abrange tintas e vernizes líquidos e em pó, tinta de impressão e plásticos, que “estão sempre à procura de novidades”. Por isso, “a combinação do efeito metálico e brilhante oferecida pela linha de efeitos especiais, desperta o interesse do consumidor final, que está à procura de inovação e estilo, pois estimula e dá a ideia de modernidade e alta tecnologia”. O uso em eletroeletrônicos confere esse viés.

“Os pigmentos especiais inspiram designers de produtos a criar efeitos individuais para atribuir maior valor e vantagem competitiva nos segmentos de alto luxo”, enfatiza. A linha “consiste em cinco séries que apresentam opções de alta qualidade e a possibilidade de criar efeitos visuais marcantes em diversas formulações. Proporcionam uma transmissão de cor vibrante, de brilho e cores intensos, para diversos revestimentos e polímeros”.

Outra possibilidade de uso é em embalagens especiais para cosméticos, joias, ou mesmo em cartões de crédito, móveis residenciais e profissionais, automóveis e utensílios sofisticados. “Tendo em vista todas essas possibilidades de aplicações, acreditamos no crescimento da procura por pigmentos especiais”, arremata.

Novidades: Labecca informa que a Aldoro não tem exatamente novidades tecnológicas.

Mas, nos últimos anos, vem atuando no propósito de ampliar o leque de opções nas várias linhas, principalmente na Stanlux Silver, que agrupa os alumínios non-leafing de alto desempenho e na qual foram lançados vários produtos nos últimos anos. Esta linha tem uso concentrado nas tintas automotivas, de repintura automotiva e de autopeças, mas pode ser usada nas indústrias de alto efeito metálico e tintas decorativas, entre outras.

Tatiane, da Braschemical, cita como novidades as microesferas refletivas, que podem ser utilizadas em tintas, em artesanatos como colagem, em calçados e também para demarcação rodoviária. Há novidades também na linha de glitter, efeito camaleão e formatos diferenciados, assim como biodegradáveis.

Para os que procuram um efeito alumínio, há duas novidades: o perolado Alucopearl é uma mica com revestimento apenas de dióxido de titânio, em vários tamanhos de partículas, em conformidade ao FDA e ao EN71-3. Garante efeito metálico e opacidade, além de ser economicamente mais viável e seguro em relação à saúde e ao meio ambiente. O Laser Mirror proporciona o efeito arco-íris, de acordo com a reflexão da luz. É um metálico pré-disperso em butilglicol, com partícula de 20 µm; há disponibilidade de outros tamanhos. Ambos podem ser utilizados na indústria de tintas e plásticos.

O destaque para cosméticos está no fluorescente Elara, em várias cores, com tecnologia diferenciada, além do EL-00 com efeito iluminador. Essa linha possui todas as certificações, ausência de metais pesados e formaldeído, além de aprovações para os mercados americano, europeu e japonês, como relata a coordenadora.

Agnes, da IMCD, chama a atenção para os lançamentos da linha Lumina Royal da Basf Colors & Effects, em que há “uma mistura de alta tecnologia e desempenho de produto para a indústria automotiva, principalmente com cores cromáticas e de profundidade, a exemplo de Lumina Royal Amber e Lumina Royal Russet”.

Com lançamentos todos os anos, a Merck se autointitula pioneira na fabricação e desenvolvimento de pigmentos especiais e de efeito. “As linhas Iriodin, Xirallic, Colorstream, Pyrisma, Miraval e Meoxal evoluíram bastante com o tempo”, assevera Lima. “Este ano, lançamos o Xirallic NXT Leonis Gold, que foi muito bem aceito no ramo automotivo, e a empresa desenvolveu uma versão própria para utilização em plásticos, fornecendo uma opção única de dourado com alto brilho e efeito cristalino”.

A Colormix também apresenta novidades em termos de produtos e tecnologias. Silva apregoa que esse ano começou a oferta e a prospecção das seguintes linhas: pigmentos termocrômicos, indicados para tintas de impressão e plásticos, com tamanho de partícula entre 0,20 a 0,50 micrômetros; fotoluminescentes – absorvem a luz visível por cerca de 5 a 20 minutos, sendo indicados para tintas de impressão, tintas, plásticos, cerâmica, vidro e fibra. Nesse caso, o tamanho de partícula fica entre 10 a 20 micrômetros; há também perolescentes com efeito camaleão e glitter para uso em cosméticos, plásticos, tintas de impressão, brinquedos etc.

Por parte da Eckart, continua o técnico, “tivemos importantes lançamentos, que continuamos incrementando, como a série Silvershine 400, pigmentos silver dollar de efeito metálico intenso e alta performance. Outra inovação recém lançada é o Edelstein Sunstone Champagne. Por sua vez, o Metalure Quantum, nova série de pigmentos PVD, de efeito cromado, com um brilho muito mais intenso do que os similares, e o seu complemento encapsulado Hydroshine WS-4140 e WS-6001, são recomendados para aplicações que exigem maior resistência química. No campo de tintas em pó, a linha Symic PCE traz uma cartela de cores à base de mica sintética com perfeito alastramento para este tipo de aplicação”.

Lilian ressalta que a linha Moonshine é obtida através de uma tecnologia única, que atribui um efeito brilhante, cintilante e com aspecto metalizado: “A inglesa Glassflake está capacitada a produzir continuadamente flocos de vidro mais finos, de até 100 nm, com controlada planaridade e morfologia do tamanho de partículas, o que confere benefícios e efeitos visuais exclusivos. É possível obter cores intensas mesmo na espessura submicrométrica. São inertes, estáveis ao calor e não tóxicos e também são compatíveis com diversos polímeros”.

A True Color está operando com pigmentos de alumínio Alustar 10600 UTM e 10400 UTM, utilizados em tintas automotivas e industriais; a linha MultiFlect, que reflete todas as cores do arco-íris e se aplica em tintas industriais, automotivas, de impressão e plásticos; Zenexo GoldenShine 21 YY, de alumínio colorido; Grandal 9400/80, de alumínio em grânulos com alto poder de dispersão; FotoTrue (fotocrômico), que altera a cor na presença de raios ultravioleta; fotoluminescente; e o invisível TC, que revela a cor na presença de luz infra-vermelho ou UV.

Investimentos

O plano da Aldoro é seguir com a sua estratégia de “investimento contínuo”. O mais relevante, que inicia este ano com prazo de conclusão previsto para 2021, é de uma planta piloto. “Vai gerar condições para alavancar muito o desenvolvimento de novos itens e a ampliação de opções para oferta”, antecipa Labecca.

Como representante de fabricantes de especialidades químicas, a Braschemical investe em seus departamentos de desenvolvimento, focado em mercados e novidades, e de marketing, que traz as tendências mundiais, conta Suzana.

Agnes anuncia que “a Basf possui um pipeline em que há vários efeitos em desenvolvimento, e tem também a IMCD como parceira para desenvolver os negócios aqui”.

Lima comunica que a Merck sempre investe muito em pesquisa e desenvolvimento. E também em materiais de suporte aos clientes como, por exemplo, a ferramenta Driving Lifestyle (lançada no ano passado), que apresenta um estudo de tendências completo de aplicações para os setores automotivo, industrial e plástico.

A Colormix Especialidades está, nesse momento, “avaliando algumas alternativas para investimentos”, indica Silva, sem entrar em maiores detalhes. A Adexim-Comexim, igualmente, prefere dizer por intermédio de Lilian que está “investindo para os próximos períodos em que tudo voltará ao normal”. Martins difunde que “a True Color vem fazendo um grande esforço para explorar outros nichos de mercado, assim como apresentar novas soluções para que os clientes possam se destacar com inovações e efeitos inéditos”.

A Aldoro está, conforme La­becca, sempre atenta às oportunidades. Tem forte atuação fora das fronteiras do Brasil: exporta de 50% a 55% do volume produzido para mais de 25 nações, com foco nas Américas do Sul e Central, Ásia e Oriente Médio, onde há representantes e distribuidores definidos por país e um trabalho de cooperação técnica e comercial consistente. Adicionalmente, há alguns outros negócios diretos com clientes nos Estados Unidos e na Europa. “O mercado externo gera constantemente novas oportunidades e nós procuramos ampliar essa atuação. Paralelamente, são geradas possibilidades de evolução técnica, o que contribui positivamente aqui também”, sinaliza.

Nas novas fronteiras da Bras­chemical estão a busca por produtos mais ecológicos, veganos e atendimento a inúmeras normas, expõe Tatiane. “No novo normal, o consumo está voltado ao healthy e a um consumidor mais crítico. Sendo uma distribuidora, temos como maior desafio estar sempre à frente das necessidades, trazendo novidades e impulsionando desenvolvimentos, como a realização de innovation day, por exemplo”. Esse ano, a mudança tática é atuar com um time multidisciplinar. O uso da tecnologia na apresentação do portfólio, com a renovação do site e campanhas nas redes sociais são estratégias atuais.

Lima comenta que o maior desafio é fornecer as mercadorias certas no momento que se necessita delas, sabendo que o mercado é extremamente dinâmico. “Buscamos ser assertivos nas previsões e acompanhar o desenvolvimento dessas novas tecnologias, agregando valor aos clientes e consumidores. Essa é a fórmula do sucesso da Merck”.

Partindo da premissa de que a tecnologia está acessível a todos, Silva manifesta que a Eckart conta com a parceria da Colormix no país. “O diferencial é que possuímos equipe técnica de alto desempenho, laboratório de aplicações e estoque local. O desafio tem sido buscar novos mercados e clientes, gerando valor ao produto final”. Ele pensa que a Eckart continuará a crescer nos próximos anos por aqui, “graças às constantes inovações que apresenta, a proximidade aos clientes e o serviço técnico de qualidade”.

Como a Adexim-Comexim tem um artigo dedicado primordialmente ao segmento de luxo, “o crescimento está nas mãos de designers nacionais e internacionais. Buscamos aumentar a visibilidade no mercado brasileiro, onde inovação e bom gosto são reconhecidos”, divulga Lilian.

Martins conclui que “oferecer produtos de qualidade superior com preços competitivos e ambientalmente corretos se tornou uma das principais demandas da sociedade e do mercado”.

 

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