Petroquímica: União entre Dow e Basf abala mercado de PS

Ao deixar a presidência da Dow na América Latina rumo a Charleston (West Virginia, EUA), onde assumirá a vice-presidência e diretoria do importante complexo industrial de Kanawha Valley, da Union Carbide, parte do processo de integração das companhias, Peter Berner detonou uma pequena bomba na petroquímica brasileira.

Ao anunciar acordo com a Basf para a construção e operação de unidade comum de monômero de estireno no Brasil, alimentando downstreams independentes, ele reforçou a intenção de disputar o controle acionário da Copene, agora com um aliado, ou melhor, com menos um antagonista de peso.

A informação, dada pelo executivo à Gazeta Mercantil às vésperas do embarque para os EUA, foi confirmada pela matriz de Midland em comunicado oficial.

Apesar disso, a divulgação do acordo causou algum mal-estar com os futuros parceiros, que preferiam aguardar o aprofundamento das relações antes de anunciá-las. Comunicado oficial da Basf, emitido a propósito, ressaltou o estágio incipiente do acordo, ainda estabelecido de forma verbal, cujo efeito está restrito, por enquanto, à análise de viabilidade econômica, que definirá também a localização e escala definitiva do projeto.

Segundo relato de Berner, a idéia comum é construir unidade para 450 mil a 500 mil t/ano de estireno, com a capacidade correspondente de etilbenzeno, que demandaria aproximadamente 150 mil t/ano de eteno e 250 mil t/ano de benzeno.

Estimativas de mercado indicam haver essa disponibilidade de matérias-primas apenas no pólo baiano.

A maior oferta local de monômero permitirá a construção de novas e maiores capacidades de poliestireno e outros produtos, como ABS/SAN e emulsões.

A Dow já possui capacidade para produzir 170 mil t/ano de monômero de estireno em Camaçari-BA, na antiga unidade da EDN. A produção de PS da empresa fica no Guarujá-SP, cuja capacidade deve ser ampliada das atuais 120 mil t/ano para 200 mil até o final de 2001.

A Basf, por sua vez, inaugurou no final de agosto unidade de poliestireno de alto impacto (HIPS) para 110 mil t/ano, substituindo a linha antiga, para 60 mil t/ano, que fora comprada da Companhia Brasileira de Estireno (CBE). A unidade antiga será atualizada e reconfigurada, voltando a operar em 2001, oferecendo 80 mil t/ano de PS cristal (GPPS).

Maior produtora de PS na Europa, e um dos líderes mundiais, disputando com a Dow, a Basf pretende integrar-se tanto vertical como geograficamente, a partir de novas posições no continente americano e na Ásia. Segundo Werner Praetorius, presidente mundial de estirênicos da Basf, só sobreviverão nesse mercado empresas com rede global de produção e serviços abrangentes.

Pelo estágio inicial das negociações e de desenvolvimento do projeto, nenhuma das companhias aventou a possibilidade de encontrar problemas com órgãos de defesa da concorrência no Brasil, embora se trate de acordo entre os dois líderes mundiais da cadeia estirênica.

Avalanche de PS – Enquanto os gigantes mundiais tecem seu acordo, o grupo argentino Perez Companc inaugura a produção de PS da Innova, instalada no pólo petroquímico de Triunfo-RS. Partindo da antiga unidade de etilbenzeno comprada da Petroflex, a empresa produz monômero de estireno e PS, totalizando investimento de US$ 280 milhões aplicados nos últimos quatro anos.

A pretensão do grupo é assegurar a liderança da resina no Mercosul, contando com as unidades produtoras de Rosário e Zarate, na Argentina.

No RS, a Innova ampliou a capacidade inicial de 180 mil t/ano de estireno para 220 mil, podendo chegar a 250 mil se houver condições de ampliar a oferta de etilbenzeno.

A unidade gaúcha pode fazer 120 mil t/ano de PS dos tipos de alto impacto e cristal, contando com tecnologia desenvolvida pela Enichem, que a habilita a ingressar nas embalagens de contato direto com alimentos, por apresentar baixo teor de monômero residual.

Com a efetivação de todos os projetos, até 2001, o mercado nacional de PS deixará de importar para exportar a resina. As novas unidades agregarão mais de 250 mil t/ano à produção nacional, volume muito superior ao que foi importado no ano passado, estimado em 120 mil t.

Flávio Augusto Lucena Barbosa, superintendente da Innova, prevê o acirramento da concorrência, mas afirma ter vantagem geográfica e tecnológica. Para ele, a união entre Dow e Basf para produzir estireno “já era esperada pelo mercado”.

Química e Derivados, Senise é o 2° brasileiro a presidir a Dow local.
Senise é o 2° brasileiro a presidir a Dow local.

Empresa muda o comando na região

O administrador de empresas José Eduardo Senise foi nomeado presidente da Dow no Brasil, substituindo Peter Berner. Formado em administração de empresas, Senise ingressou na companhia em 1975, tendo passado por várias funções, inclusive no exterior, até chegar à diretoria financeira em 1993.

Nesse cargo ele foi responsável pela condução das fusões e aquisições promovidas no País, entre as quais se destacam a Isopol (produtora de TDI), Estireno do Nordeste (EDN), além da compra de várias produtoras de sementes pela Dow AgroSciences. Esta é a segunda vez que um brasileiro preside a Dow no Brasil (e não a primeira, como foi divulgado).

O general Golbery do Couto e Silva ocupou esse cargo no início da década de 70, tendo liderado a instalação da Dow em Aratu-BA e no Guarujá-SP e participado da tentativa de produzir soda-cloro em Bahía Blanca (Argentina).

A nomeação de Senise, que acumulará o cargo com a diretoria financeira, coincide com a reestruturação da companhia em âmbito regional. Berner era o principal executivo para toda a América Latina, exceto México.

A área foi dividida em três. Federico Montaner segue como gerente-geral para o México, assumindo também a América Central, Venezuela, Colômbia, Guianas, Suriname, Equador e Peru. Já Oscar Vignart, sediado em Buenos Aires, assume a gerência-geral dos negócios da Dow nos demais países da América do Sul, exceto o Brasil, que ficará sob o comando exclusivo de Senise.  (M. Fairbanks)

 Soda-Cloro: Lei proíbe novas unidades de mercúrio e amianto

Química e Derivados, Células de diafragma de amianto agora só o crisotila.
Células de diafragma de amianto agora só o crisotila.

Finalmente foi decidida a questão referente à regulamentação das unidades de soda-cloro no Brasil. Ameaçadas pelo projeto de lei PL 1271/95 do deputado federal Ivan Valente (PT-SP) de ter suas células eletrolíticas de mercúrio e diafragma totalmente banidas, as indústrias comemoram a sanção presidencial de um substitutivo bem mais brando.

Trata-se da lei 9.976/00, de 3 de julho de 2000, que permite a manutenção das atuais unidades, apenas restringindo a construção das novas.

Por essa lei, originária do projeto 64/99 do deputado também petista Jair Meneguelli, as unidades de células de diafragma de amianto, cujo componente é considerado carcinogênico e prejudicial aos pulmões, e as de mercúrio, provocador de danos neurológicos, podem ser mantidas desde que respeitem a legislação de segurança, saúde e meio ambiente.

Em comparação com o projeto anterior, trata-se de uma vitória. A exigência do PL 1271 era dar o prazo rigoroso de um ano para as empresas mudarem suas tecnologias para a de membranas poliméricas, considerada tecnologia limpa para a eletrólise.

Com a sanção, porém, toda a nova unidade eletrolítica de sal para obtenção de soda-cloro precisará ser de membranas. Embora não determine especificamente a obrigatoriedade da tecnologia, a simples proibição na lei das duas tradicionais eletrólises abre espaço para essas unidades. Até agora, apenas três unidades pequenas, fornecedoras quase cativas para a Aracruz Celulose e a Riocell (ver quadro abaixo), utilizam as membranas poliméricas.

Química e Derivados, Soda cáustica
Soda cáustica

As exigências às atuais unidades são bem específicas. As de mercúrio precisam adotar sistemas de reciclagem e/ou tratamento de efluentes, emissões e resíduos do metal. As paredes, pisos e demais instalações devem garantir a redução de perdas e o manuseio precisa evitar contaminações no ambiente e na fábrica.

Há ainda exigências com relação a avaliações ambientais periódicas e análises de risco aos trabalhadores, incluindo nesse último quesito obrigatoriedade de uso de equipamentos de proteção individual, entre outros aspectos. De acordo com comunicado da Associação Brasileira da Indústria de Álcalis e Cloro Derivados (Abiclor), as empresas já atendem a todas essas determinações.

No caso das unidades de diafragma de amianto, fica permitido apenas o uso do tipo crisotila, considerado menos prejudicial. Há ainda a obrigatoriedade de manter o ambiente fechado com filtração de ar para o manuseio do amianto seco, e de controle nas operações de prepração e remoção.

Logicamente, também se exige proteção individual e metodologias de vigilância de saúde ocupacional. Ainda de acordo com a Abiclor, as unidades de diafragma existentes também atendem a esses preceitos legais.

A aprovação da lei, que agora só fica na dependência da regulamentação em 180 dias, veio em boa hora. Grandes consumidores de soda-cloro, sobretudo a indústria química, já começam a perceber a necessidade de expansão do atual parque fabril, composto por 12 unidades e com capacidade de cloro de 1,3 milhão t/ano e de soda em 1,44 milhão.

Nada mais oportuno que se regulamente um setor prestes a promover expansões, para as quais deverão obter permissão oficial, caso a intenção seja apenas aumentar as células de amianto ou mercúrio. (M. Furtado)

Investimentos: Quirios inaugura fábrica de Tiossulfato de Amônio

A produção nacional de tiossulfato de amônio está a caminho da auto-suficiência interna e pode a curto prazo assumir perfil exportador graças à nova unidade industrial da Quirios, inaugurada em Caieiras-SP, no dia 11 de agosto, em comemoração aos seus 35 anos de fundação.

Com capacidade para 2 mil toneladas/mês, a produção do novo site está sedimentada no atendimento da demanda de grandes laboratórios fotográficos, onde o produto tem largo emprego como revelador.

Química e Derivados, A nova unidade em Caieiras-SP tem capacidade para 2 mil toneladas ano.
A nova unidade em Caieiras-SP tem capacidade para 2 mil toneladas ano.

Deverá estender-se ainda para o setor agrícola, no qual pode ser empregado para enriquecer o solo, utilização, porém, ainda incipiente no País, principalmente quando comparada ao uso em grande escala feito nos EUA e na Argentina.

Química e Derivados, Pansa intenções incluem também as vendas externas.
Pansa: intenções incluem também as vendas externas.

“Trabalhamos pela consolidação de nossos produtos no mercado interno, e nossa nova unidade representa o embrião da nova Quirios, cujo crescimento é projetado também para atender as exportações”, afirmou o presidente e sócio-fundador da empresa, Emílio Pansa, durante cerimônia aberta a mais de 180 convidados.

Complementando a opinião do presidente, o diretor-executivo da empresa, José Cleto Pellegrinelli, afirmou:

Química e Derivados, Cleto produção passou a ser toda automatizada.
Cleto produção passou a ser toda automatizada.

“Estamos atingindo nível de competitividade internacional, evoluindo de um sistema de produção por batelada de 250 t/mês, antes realizado na unidade de Barueri-SP, para produzir 2 mil t/mês de tiossulfato de amônio, a partir da operação automatizada de três reatores e de recursos tecnológicos provenientes da Alemanha.”

O volume em questão deverá trazer conseqüências positivas para o abastecimento do mercado interno, com a diminuição ou suspensão das importações até então feitas por empresas do segmento fotográfico.

A posição de liderança da Quirios não se mantém, porém, só com a produção de tiossulfato de amônio. Em matéria de fluossilicato de sódio, empregado no tratamento de águas potáveis, a comercialização é feita para boa parte das companhias de abastecimento, e confere à empresa 40% de participação no mercado.

Em se tratando de sais de molibdênio e sais de cobalto, empregados como micronutrientes na agricultura, principalmente na cultura de grãos (soja, milho, arroz etc.), a produção também é considerada significativa, e complementa-se com a fabricação do sal de selênio, micronutriente destinado à ração animal.

“Nossos três sais em produção já são exportados para Argentina, Chile e Uruguai, e estamos atualmente implementando negociações junto ao mercado europeu”, antecipou o gerente da empresa, José Roberto Freire.

Segundo ele, o País tem revelado muita competência para produzir e exportar produtos mais refinados em matéria de química inorgânica, a exemplo de reveladores, fixadores, micronutrientes, fluossilicato de sódio, entre outros, fabricados e destinados pela empresa ao mercado externo.

Nos planos da Quirios para 2001, segundo comentou Freire, estão previstos aumentos de escala, envolvendo outros sais que deverão também ser fabricados em Caieiras, contando com disponibilidade de área de 58 mil m².

Nesse sentido, novas parcerias estão sendo efetivadas com grandes empresas de micronutrientes e deverão ser anunciadas em breve. (Rose de Moraes)

Feira: FI atualiza mercado de aditivos alimentares

A sexta edição da Fi – Food Ingredients South America 2000 e a 3ª Exposição e Conferências Internacionais sobre Tecnologia para a Indústria de Bebidas, TecnoBebida 2000, no Expo Center Norte, de 2 a 4 de agosto, reuniram lançamentos e ingredientes consagrados no mercado de alimentos.

Sob organização da Miller Freeman, outra tendência importante nas feiras foi a presença de famílias de produtos multifuncionais, com aplicações prescritas em variadas indústrias, da alimentícia, de cosméticos e farmacêuticas até a petrolífera.

Química e Derivados, Em sua 6ª edição, a feira se consolida.
Em sua 6ª edição, a feira se consolida.

Nesse último caso um bom exemplo são os hidrocolóides, aditivos baseados nas gomas vegetais. Voltados para estabilizar, gelificar e espessar alimentos e bebidas, trata-se de grupo formado sobretudo pelas gomas xantana, guar, carragenas, locusta (LBG), entre outras.

Um expositor de peso atuante nesse mercado em ascensão, a Rhodia Food, esteve apresentando seu portfólio ampliado com as gomas carragenas, fruto da joint venture com a chilena Gelymar. Antes atuante apenas nas gomas espessantes xantana, guar e LBG, com as carragenas chilenas a Rhodia também entra no mercado das gelificantes, propriedade exclusiva destas gomas e também dos alginatos, pectinas, ágar-ágar e da própria gelatina.

Fornecedora ainda de ingredientes à base de fosfato, as vendas principais da Rhodia Food em hidrocolóides, porém, são das gomas xantana, segmento cuja participação da empresa no Brasil beira os 30%. Segundo Gabriela Macedo, assistente de aplicações e desenvolvimento, o maior emprego da goma xantana, no entanto, é observado na indústria petrolífera onde o produto é aplicado para extrair petróleo de águas profundas.

“A demanda já é bem maior que a oferta disponível, podendo-se ainda considerar a tendência de maior emprego dos hidrocolóides nas indústrias farmacêuticas e de alimentos”, afirmou Gabriela.

Com mesmo grau de versatilidade, podem ser consideradas as soluções antioxidantes fabricadas pela Eastman. Fornecidas em combinações líquidas e em pó, elas têm largo emprego em óleos comestíveis, mas também são usadas na indústria cosmética, em cremes, batons, óleos para banho e maquiagens.

Nos setores químico e petroquímico, os antioxidantes têm aplicações reconhecidas para evitar a oxidação de óleos minerais de processo, protegendo-os quando submetidos a altas temperaturas (entre 100°C a 200°C). Possuem ainda grande utilização no setor farmacêutico, onde atuam como ingredientes para aumentar o prazo de validade de uma série de produtos.

Química e Derivados, Vieira demanda por TBHQ vai aumentar.
Vieira demanda por TBHQ vai aumentar.

Para o gerente de vendas da Eastman Chemical Brasileira, Alexandre Vieira, “o crescimento do mercado de embalagens em PET e as suspeitas de ação carcinogênica envolvendo os antioxidantes das famílias dos BHT (butilhidroxitolueno) e dos BHA (butilhidroxianisol) levam a crer que a demanda por antioxidantes do tipo TBHQ (t-butilhidroquinona) deverá aumentar bastante nos próximos anos em vários mercados”, avaliou.

O maior produtor de óleo de palma (popularmente conhecido como azeite de dendê) do País, o grupo Agropalma também projeta crescimento da produção nos próximos anos, com vista a melhor atender à demanda atualmente estimada em 150 mil toneladas/ano, principalmente atribuída à capacidade de absorção das indústrias de alimentos consumidoras do produto como gordura vegetal em frituras, biscoitos, massas, bases para margarinas etc.

A função polivalente do óleo de palma, no entanto, é particularmente reconhecida em tantas outras aplicações.

Química e Derivados, Trujillo palma para lubrificar fibras de juta.
Trujillo palma para lubrificar fibras de juta.

Segundo o gerente técnico do grupo Agropalma, José A. Trujillo, na indústria cosmética, o óleo se aplica em sabonetes, sabões e participa da produção de matérias-primas, como aminas, amidas, álcoois-graxos, ácidos graxos, palmitatos e ésteres etílicos.

No setor oleoquímico, o produto integra a composição de tintas, vernizes, ésteres, álcoois, podendo ainda ter aplicação em substituição às parafinas. Com função lubrificante, é coadjuvante do processo de laminação do aço, juntamente com o emulgador, tendo aplicação mais recente como lubrificante de fibras de juta, utilizadas para confeccionar sacarias destinadas a produtos de exportação, que saem dos portos brasileiros rumo aos mercados da Europa e EUA, ostentando a tarja hidrocarbon free, livre de hidrocarbonos.

Inovações em equipamentos – No segmento de enchedoras, embaladoras e rotuladoras, a Krones destacou aos visitantes da feira novo desenvolvimento para implementar as vendas de cervejas e refrigerantes em lata. Trata-se da rotulagem em alumínio, também considerada lacre higiênico e de segurança, feita pela rotuladora Taxomatic 84, máquina antes direcionada somente à colocação de selos fiscais.

“O lacre de segurança elimina a necessidade de higienização das latas para consumo imediato e, ainda, possibilita a colocação de mensagens impressas diferenciadas nos rótulos colocados sobre as tampas”, complementou o diretor técnico da Krones, Franz T. Beissel.

Apresentando ao público brasileiro a nova geração de datadores, que deverá substituir os modelos a jato de tinta, a TSS, em representação à alemã Alltec, trouxe o datador a laser, lançado no início deste ano no mercado europeu. Seu emprego é destinado a uma infinidade de marcações em diferentes substratos, como ampolas de medicamentos, teclados de computador, componentes eletrônicos, frascos cosméticos, embalagens plásticas e de papelão de produtos de consumo, rotulações de garrafas, entre tantas outras.

Para se ter uma idéia do seu rendimento, quando aplicado em etiquetas de embalagens, sua capacidade de produção horária chega a 75 mil marcações, em geral contendo informações sobre data de fabricação do produto, prazo de validade, número de lote e código de barras.

Química e Derivados, Meyer datador a laser é de fácil manutenção.
Meyer datador a laser é de fácil manutenção.

Segundo o diretor técnico da TSS, engenheiro Francisco Meyer, o único componente do datador que requer manutenção é o tubo que comporta o laser, instalado dentro de torre, o qual, segundo recomendações do fabricante, deve ser trocado a cada 20 mil horas de uso, o equivalente a um prazo de durabilidade de mais de três anos. Isso considerando-se produções ininterruptas de três turnos de trabalho.

Ainda integrando a linha de produtos em exposição pela TSS destacou-se o equipamento destinado à inspeção de embalagens, o TapTone 500. Com capacidade para controlar vácuo ou pressão em embalagens fechadas, confeccionadas em vidro, lata ou plásticos e que acondicionam produtos envasados a quente ou a frio, o equipamento é fabricado pela americana TapTone.

Especialmente para controlar o nível volumétrico dos produtos envasados, foi apresentado o sistema Procon Compact Line-X, fabricado pela alemã Stratec Control-Systems, baseando-se no princípio da detecção por raios-x. Destinado ao controle de linhas de envasamento de alta e baixa velocidades, pode chegar ao ritmo máximo de 120 mil recipientes/hora.

Cápsulas de aroma ganham prêmio

A unidade brasileira da suíça Givaudan recebeu o prêmio Fi South America Awards 2000, em sua terceira versão, na categoria “ingredientes”, pelo desenvolvimento de Flavorburst, cápsulas protéicas de aroma (tamanho de partícula de 250-500 microns).

Destinadas às indústrias alimentícias, com características termoestáveis e insolúveis em água, são capazes de suportar altas temperaturas de processamento, representadas por frituras (190°C a 210°C) e forneamento (180°C a 200°C). Resultante do microencapsulamento a frio, o Flavorburst, de acordo com o gerente de criação de aromas da empresa, Moisés Galano, proporciona melhor balanceamento, evita perdas de processamento, liberando gradativamente o aroma.

Para atender às necessidades das indústrias farmacêuticas e especialmente as indústrias de bebidas em pó, a empresa dispõe da linha Permaseal. Resultante do microencapsulamento a quente, os produtos dessa linha são obtidos por atomização (spray-dry) de uma emulsão de aroma na qual a água evapora-se por aquecimento. (Rose de Moraes)

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