Petroquímica

Petroquímica: Sadara põe em marcha cracker misto de nafta e gás natural

Marcelo Fairbanks
21 de novembro de 2016
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    Nos últimos dias de agosto, a Sadara Chemical, a joint venture formada pela companhia saudita Aramco e a Dow para a produção de petroquímicos em Al Jubail (Arábia Saudita), anunciou a partida da sua unidade de craqueamento de cargas mistas (nafta e etano) que alimentará unidades produtoras de polietileno, polipropileno e butanol.

    O cracker da Sadara foi construído com tecnologia licenciada pela Technip, tendo capacidade para produzir 1,5 milhão de t/ano de eteno e 400 mil t/ano de propeno em seus doze fornos, dos quais sete processarão apenas gás, três terão flexibilidade para processar líquidos e gases, quantos outros dois receberão apenas nafta. A unidade também ofertará 280 mil t/ano de benzeno e 190 mil t/ano de tolueno, ambos com elevada pureza, aproveitando correntes aromáticas do processo, às quais serão adicionados fluxos desses produtos produzidos por unidades da Aramco. A companhia saudita será a fornecedora de etano e nafta para o cracker, a preços competitivos na região, ou seja, muito baixos em relação às médias mundiais.

    O eteno produzido pelo cracker alimentará a princípio duas plantas de 375 mil t/ano cada de polietileno de baixa densidade linear (PEBDL, das quais uma já está em operação) e uma unidade de 350 mil t/ano de polietileno de baixa densidade convencional (PEBD), todas as três com tecnologia da Dow. Parte do propeno alimentará plantas a jusante da própria Sadara, enquanto o restante será destinado à produção de butanol.

    O projeto Sadara inclui a construção do cracker e de 26 plantas a jusante, mediante investimento de US$ 20 bilhões. Será o maior complexo químico integrado do mundo construído em uma etapa única. Dessas 26 fábricas, 14 ofertarão produtos ainda inéditos na Arábia Saudita, em grande parte especialidades químicas, favorecendo a diversificação industrial e o crescimento do país.



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