Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Petroquímica México: Monopólio de 70 anos chega ao fim

Marcelo Fairbanks
5 de maio de 2016
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    Química e Derivados, Petroquímica México: Monopólio de 70 anos chega ao fim

    A Pemex possui capacidade excedente de óxido de etileno e busca empresas internacionais interessadas em aproveitar o insumo. A Oxiteno já atua no México há vários anos, mediante a compra da Canamex. A empresa finalizou em novembro um investimento de US$ 20 milhões para acrescentar 30 mil t/ano à sua capacidade local de etoxilação. A unidade fica em Coatzacoalcos (Veracruz) e recebeu a mais moderna tecnologia disponível, incluindo o resfriamento a seco dos reatores (sem consumo de água). O valor destinado ao projeto incluiu a construção de nova sala de controle, agora digital.

    O Brasil, com 6,5 milhões de t/ano de produção de resinas termoplásticas, tem semelhanças e diferenças com a petroquímica mexicana. A escala de produção é próxima, o México possui uma integração comercial maior, mas está começando a privatizar sua indústria de produtos básicos. De comum, salta aos olhos a estagnação dos investimentos durante os últimos 15 anos e o crescente déficit comercial – o do Brasil somou US$ 24 bilhões em 2014, nos produtos químicos de uso industrial, para uma importação bruta de US$ 36 bilhões. Os mexicanos já começaram a mudar sua estrutura de negócios e atraem mais investidores, com uma economia aberta e pujante. O Brasil ainda discute uma fórmula para fixar o preço da nafta, mantém subsídios e impostos complexos e abusivos. Até quando?



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