Petroquímica

Petroquímica – Governo baiano anuncia plano binacional de investimento

Quimica e Derivados
16 de junho de 2009
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    Adary Oliveira adverte que esta situação desvantajosa tende a agravar-se à medida que novos conjuntos petroquímicos continuem a ser inaugurados no Sul/Sudeste. Inaugurações, como as de Paulínia, e expansões como a do polo gaúcho, tendem a resultar em fechamento de fábricas na Bahia. “O Comperj é a nova ameaça, pois terá custos mais baixos e está bem próximo do mercado”, adverte. “Não será, entretanto, fatal; a Bahia tem saída.” A saída é justamente modernizar a segunda geração, e produzir acabados, para exportar.

    A estratégia pró-exportação, que evidentemente não está reservada apenas para o 2º Polo, pressupõe o aumento na capacidade de refino e consequente aumento na produção de nafta, um gargalo a ser removido. “Hoje quase metade da nafta é importada e só se consegue importar de países fracos industrialmente, como a Nigéria”, ressalta. Produzir mais nafta está em sintonia com as projeções que indicam forte incremento na produção de petróleo.

    O engenheiro assegura que a modernização do 2º Polo não é uma necessidade apenas da Bahia – e sim do próprio país. Está inserida na necessidade maior de descentralizar o desenvolvimento da indústria e, paralelamente, aumentar a exportação de produtos de alto valor agregado, estratégia que extrapola a indústria petroquímica.

    O Brasil, ele lembra, ainda é “comercialmente fechado”, relaciona-se pouco com o mundo. “A participação do país no comércio internacional é de escassos 1,2%.” E a corrente do comércio, soma de exportações e importações, não passa de 25% do PIB, média abaixo da mundial, que é de 30%, e bem abaixo das apresentadas por países como Alemanha, França e outros do primeiro mundo, sempre acima de 70%. “Somos essencialmente produtores de commodities e produtos de elaboração primária e precisamos evoluir”, enfatiza.

    Marcelo Lyra, Vice-presidente de relações institucionais da Braskem, Petroquímica

    Marcelo Lyra reafirma interesse em investir nas plantas baianas

    Vice-presidente de relações institucionais da Braskem, Marcelo Lyra tranquiliza a comunidade de Camaçari. “Não estamos perdendo o interesse pelo polo, muito pelo contrário, tanto que investimos nele R$ 3 bilhões nos últimos dois anos”, afirmou, salientando os R$ 350 milhões aplicados na adutora de Santa Helena e os R$ 98 milhões na conversão das unidades de MTBE para ETBE, além da atualização dos sistemas de controle e segurança das fábricas. “As linhas que foram descontinuadas, como a de caprolactama e a de DMT, deixaram de ser competitivas globalmente”, explicou. Ele reafirmou o interesse da companhia em investir na substituição de plantas antigas e de baixa escala por unidades maiores e mais competitivas. “Apesar da crise, fechamos 2008 com cerca de R$ 3 bilhões em caixa, e as nossas dívidas estão muito bem escalonadas a longo prazo, o que nos permite trabalhar com tranquilidade”, enfatizou.

     

     



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