Petroquímica: Elekeiroz vai atualizar a Ciquine

Mercado saudável – Reinaldo Rubbi estima o mercado nacional de plastificantes entre 130 mil e 140 mil t/ano, com taxa de crescimento ligeiramente superior à do PIB. “Esse desempenho não é maior, talvez, pelas deficiências operacionais da Ciquine, que não era capaz de oferecer alternativas para seus clientes enfrentarem o assédio de outras resinas sobre o PVC”, criticou. Até antes do leilão, a Ciquine adotou linha comercial de vender barato seus plastificantes, tirando dos concorrentes margem de lucro necessária para que investissem no desenvolvimento de novos produtos, de uso mais nobre.

Por isso, algumas aplicações, como garrafas para água e alimentos, adotaram outros materiais de confecção. “As vendas de PVC no Brasil crescem muito, tanto nos rígidos quanto nos flexíveis, mas é preciso oferecer resinas e plastificantes específicos para atender determinados nichos de mercado”, afirmou. Só a formação de uma consciência de cadeia produtiva poderá alavancar esses negócios, impedindo a substituição do PVC em vários usos.

A necessidade de integração na cadeia não implica a verticalização empresarial. “O Brasil adotou o modelo europeu de segmentos independentes, de resinas, plastificantes e composteiros”, explicou. “O modelo americano priorizava a integração, mas foi reformulado.” Rubbi salienta o fato de muitos dos grandes consumidores de PVC flexível preferirem manter produção cativa de compostos, como forma de garantir uma diferenciação de produtos.

Concorrência salutar – Ante o temor do mercado de a nova proprietária restringir o acesso aos álcoois da Ciquine, Rubbi se apressa em garantir aos produtores concorrentes de plastificantes o pleno acesso aos insumos. Mesmo para a Petrom, de Mogi das Cruzes-SP, que disputou com a Elekeiroz a compra da Ciquine. “Somos fornecedores de álcoois e vamos respeitar nossos clientes, oferecendo suprimento garantido, com qualidade superior”, disse.

Da mesma forma, Rubbi não espera encontrar dificuldades para se abastecer de matérias-primas junto à Copene (ou Braskem), controlada pelo grupo Odebrecht. “Afinal, eles devem ter interesse na maior oferta de plastificantes de baixo custo, pois isso alavanca as vendas de PVC”, comentou. “Toda a cadeia petroquímica precisa ser rentável e não um só dos seus elos.”

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2 Comentários

  1. FAUSTO GUILHERME JUNIOR
    sou acionista da empresa desde 1971, na epoca adquiri 1000 acoes e nunca recebi dividendos e sempre fui carente de informaçoes.Gostaria de saber como posso resgata-las ou vende-las.

  2. sou acionista da ciquine petroquímica desde fevereiro de 1987, nunca recebi um centavo de dividendos, na época adquiri( 300.000) ações pnb, o que tenho que fazer para hoje resgatá-las, ou vende-las,onde devo procurar para melhores informações?

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