Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Petrobras mantém investimentos, mas reavalia alguns projetos

Hamilton Almeida
13 de agosto de 2012
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    • P-55: Desenvolvimento do Módulo III do campo de Roncador, no pós-sal da Bacia de Campos. Primeiro óleo: setembro de 2013. Capacidade: 180 mil barris/dia. Estaleiro Rio Grande. Unidade própria da Petrobras.
    • FPSO Cidade de São Paulo: Destina-se ao projeto piloto do campo de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos. Primeiro óleo previsto para janeiro de 2013. Capacidade: 120 mil barris/dia. Estaleiro Brasfels, Angra dos Reis. Plataforma afretada.
    • FPSO Cidade de Parati: Destina-se ao desenvolvimento da área nordeste do campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos. Primeiro óleo previsto para maio de 2013. Capacidade: 120 mil barris/dia. Estaleiro Keppel, Cingapura. Plataforma afretada.
    • P-63: FPSO destinado ao desenvolvimento do campo de Papa-Terra, no pós-sal da Bacia de Campos. Primeiro óleo previsto para julho de 2013. Capacidade: 140 mil barris/dia. Conversão do casco no Estaleiro Cosco, na China. Construção, montagem e interligação dos módulos ao casco no Estaleiro Rio Grande. Será da Petrobras.
    • P-61: Primeira plataforma do tipo TLWP (tension legs) da Petrobras. Destina-se, também, ao desenvolvimento de Papa-Terra. Primeiro óleo previsto para outubro de 2013. Capacidade: 140 mil barris/dia. Topside no Estaleiro Keppel, Cingapura. Casco em construção no Estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis-RJ. Própria da Petrobras.
    • P-58: FPSO destinado ao desenvolvimento dos campos de Baleia Franca (pré e pós-sal), Cachalote (pós-sal), Jubarte (pós-sal), Baleia Azul (pré-sal) e Baleia Anã (pós–sal), todos na Bacia de Campos. Primeiro óleo previsto para janeiro de 2014. Capacidade: 180 mil barris/dia. Estaleiro Rio Grande-RS. Própria da Petrobras.
    • P-62: FPSO destinado à produção do módulo quatro do campo de Roncador, na Bacia de Campos. Primeiro óleo para março de 2014. Capacidade: 180 mil barris/ dia. Construção: estaleiro Atlântico Sul, Pernambuco. Própria da Petrobras.
    • FPSO Cidade de Ilhabela: Para o campo de Sapinhoá Norte, no pré-sal da Bacia de Santos. Primeiro óleo para setembro de 2014. Capacidade: 150 mil barris/dia. Construção do casco no Estaleiro CSCC na China. Unidade afretada.
    • FPSO Cidade de Mangaratiba: Campos de Lula e área de Iracema, no pré-sal da Bacia de Santos. Primeiro óleo em novembro de 2014. Estaleiro Cosco, na China. Capacidade: 150 mil barris/dia. Unidade afretada.
    • Oito FPSOs para o pré-sal: Terão o mesmo projeto e serão construídos pela Ecovix, em Rio Grande-RS. Por isso estão sendo cha­mados de “replicantes”. Terão capacidade para 150 mil barris cada um. E deverão ser entregues a partir de 2015. Terão os nomes de P-66 a P-73. Unidades próprias.
    • P-74, P-75, P-76, e P-77: Quatro plata­formas destinadas a produzir petróleo e gás das áreas da Cessão Onerosa, obtidas pela Petrobras com o processo de capitalização realizado em 2010. As plataformas serão construídas com a conversão de quatro navios-petroleiros do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier) pelo Estaleiro Inhaúma, arren­dado pela Petrobras, no Rio de Janeiro-RJ. Localizado no bairro do Caju, ele está sendo totalmente revitalizado para atender a esta e a outras demandas da companhia. Durante a conversão, destacam-se obras como o reforço estrutural do casco, a ampliação, reforma e adaptação das acomodações, a substituição de instalações, equipamentos e utilidades, a adaptação do sistema de ancoragem, entre outras. O primeiro navio foi comprado na Indonésia, já está no Porto do Rio de Janeiro e será a plataforma P-74. Os demais virão da Malásia e receberão os nomes de P-75, P-76 e P-77, com previsão de chegada ao país entre 2012 e 2013. Serão unidades próprias da Petrobras.
    • Sondas de perfuração marítima: Para atendimento às demandas de médio e longo prazo serão construídas no Brasil 33 novas sondas para águas profundas, com conteú­do nacional variando entre 55% e 65%. Serão as primeiras deste porte produzidas no país, todas para entrega a partir de 2016 até 2020. As sondas serão de propriedade das empre­sas prestadoras de serviço de perfuração e afretadas pela Petrobras. Das 33 sondas, 28 serão da empresa Sete Brasil S.A. e cinco da Ocean Rig. Todas terão capacidade para perfurar poços em águas com profundidades superiores a dois mil metros.

    Obras na área de refino

    • Refinaria Abreu e Lima: Está em constru­ção no Polo Industrial de Suape-PE. Segundo o cronograma de obras da Petrobras, a refinaria deveria iniciar operação em 2014, mas isso ainda é incerto. Dos 230 mil barris diários a serem processados, sairão 70% de diesel padrão europeu, e o restante de gás liquefeito de petróleo (GLP), nafta petroquí­mica, óleo combustível e coque. A Petrobras vai atender ao aumento da demanda de diesel, o combustível de maior valor na cadeia do petróleo e que ainda é, em parte, importado.
    • Refinarias Premium: Outros dois empre­endimentos fazem parte do programa de expansão do refino no Nordeste para aumentar a capacidade de produção de derivados do país. São duas refinarias do tipo premium, no Maranhão e no Ceará, projetadas para a produ­ção de derivados de elevada qualidade e baixo teor de enxofre, utilizando petróleo pesado da Bacia de Campos e petróleo leve do pré-sal.
    • Refinaria Premium I: Essencial para que a Petrobras possa atender à crescente demanda por combustíveis no país, a Refinaria Premium I será construída no município de Bacabeira. Terá duas unidades (trens) independentes de refino. Cada uma processará 300 mil barris de petróleo por dia, destinando ao mercado produtos premium com especificações internacionais. O principal produto da Premium I será o óleo diesel 10 ppm, com 55,8% da produção. Também serão produzidos QAV (20,8%), nafta petroquímica (14,1%), GLP (4%), coque (3,8%) e óleo bunker (1,5%). A fase atual é de adequação do projeto aos parâmetros internacionais de preço, prazo e uso de tecnologia padronizada. A previsão de conclusão da obra é para meados de 2018, mas esse cronograma está em fase de revisão, devendo ser postergado.
    • Premium II: Será construída no Ceará e terá capacidade para processar 300 mil barris de petróleo por dia, abastecendo o mercado com óleo diesel 10 ppm (63,5% da produção), nafta petroquímica (15,3%), que­rosene de aviação (12,6%), coque (2,8%) e óleo bunker (1,6%). Os produtos terão qualidade premium e atenderão às especificações internacionais. A operação da Premium II, a depender da solução tecnológica adotada, estava prevista para meados de 2018, mas a companhia anunciou que esse prazo será ampliado.
    • Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj): Está sendo construído no muni­cípio de Itaboraí, no estado do Rio de Janeiro, e será a primeira unidade petroquímica básica do mundo a utilizar petróleo pesado como matéria-prima. O Comperj é um dos principais empreendimentos da história da Petrobras e marca a retomada da empresa aos investimentos no setor petroquímico. Representa, também, a melhor opção para o crescimento da indústria petroquímica brasileira. A capacidade operacional será de 330 mil barris em duas fases. A primeira fase está prevista para entrar em operação em 2014 e a segunda, em 2018, mas esse cronograma poderá mudar.

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