Química

Petróleo & Energia – OTC 2010: Desastre ambiental no Golfo do México ameaça a exploração off shore

Bia Teixeira
15 de junho de 2010
    -(reset)+

    Química e Derivados, Aristóteles Larios, Diretor da Poland Química, Petróleo & Energia - OTC 2010: Desastre ambiental no Golfo do México ameaça a exploração off shore

    Larios: soluções químicas para apoiar a exploração e a produção

    O executivo observou que, embora o setor offshore não seja o principal segmento de atuação da empresa, ela está presente em praticamente toda a cadeia de petróleo e gás, desde a produção e exploração ao refino e petroquímica. Tanto que tem instalações em pontos estratégicos da costa brasileira, para dar atendimento a essa indústria: Macaé (com foco na bacia de Campos), Catu, na Bahia, e em São Mateus, no Espírito Santo, onde há forte atividade onshore e offshore.

    “O nosso grande viés hoje é o de automação de válvulas, pois é um mercado que está em franca expansão, tanto do ponto de vista de reposição como de instalação de novos sistemas, em virtude da ampliação ou modernização de plantas industriais já existentes”, observou Matheus Freitas.

    “O entendimento tácito que havia, há alguns anos, é de que o Brasil seria o mercado do futuro nesse setor. Hoje, isso é uma realidade”, afirmou o executivo da Hirsa, lembrando que a crise econômica ainda tem fortes reflexos no mercado europeu. “Claro que os Estados Unidos são uma grande potência, um mercado enorme. Mas acredito que o crescimento brasileiro é um processo sem retorno: dependendo do governo que vier, poderá crescer mais ou muito mais”, disse o executivo, sem disfarçar o otimismo.

    Química do petróleo – Aristóteles Larios, diretor da Poland Química, que nasceu há dezesseis anos com foco no setor de óleo e gás, também aposta no aquecimento do mercado brasileiro. “Sem dúvida esse mercado tem um enorme potencial de crescimento, principalmente em decorrência das descobertas no pré-sal”, afirmou. Ele destacou que a empresa tem forte inserção nesse mercado, atuando de ponta a ponta da cadeia produtiva. “O nosso diferencial é justamente dispor de um portfólio diversificado de soluções químicas, com amplo espectro de aplicação em diversas atividades, incluindo fluidos para as etapas de exploração e produção, tratamento e refino de petróleo”, pontuou o executivo.

    Química e Derivados, Paulo Roberto Trindade Braga, Diretor-administrativo da Nuclep, Petróleo & Energia - OTC 2010: Desastre ambiental no Golfo do México ameaça a exploração off shore

    Braga: da indústria nuclear para as estruturas das plataformas

    O Brasil tem sido o principal mercado de atuação da Poland, com sede em Xerém, no Grande Rio. “Ainda que o setor de petróleo tenha um peso maior, estamos atentos a outros segmentos da indústria. Mas sabemos que a expansão das atividades da Petrobras vai implicar uma grande demanda, que vamos buscar atender”, afirmou Larios, lembrando que a empresa já desenvolveu uma série de soluções para a estatal e tem testado outras, em campos como o de Tupi, na Bacia de Santos.

    Larios informou que a empresa já começou a analisar formas de ampliar sua atuação, para ir mais além do fornecimento de produtos, agregando serviços, no molde do que já fazem suas concorrentes internacionais. “Claro que isso é um passo mais adiante. Estamos aqui justamente para ver o que há de novo, prospectar parceiros, tanto nos Estados Unidos como na América Latina, onde já atuamos”, disse o executivo.

    As parcerias, assim como os novos horizontes em que a companhia pode se inserir, como na recuperação de campos maduros, são temas que Aristóteles Larios prefere preservar, por enquanto. Afinal, como ele mesmo reconhece, haverá muita concorrência nesse mercado em expansão. “Buscamos possibilidades de sinergia para oferecermos soluções cada vez mais diferenciadas nesse segmento, principalmente para a indústria de óleo e gás”, aduziu.

    Tudo é energia – Da área nuclear para a de óleo e gás, a brasileira Nuclep, que está participando pela segunda vez da OTC com estande próprio, usou fotos dos projetos nos quais vem participando na área offshore e na indústria naval como ferramenta de marketing para buscar novos parceiros. Ou abrir caminho para os estrangeiros. “Fizemos não somente bons contatos com empresas estrangeiras, mas principalmente com corporações brasileiras. Parece que aqui é mais fácil falar com elas”, observou Paulo Roberto Trindade Braga, diretor-administrativo da Nuclep – Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A., fundada em 1975 quando da criação do Programa Nuclear Brasileiro.

    Hoje, além da área nuclear, ela prospecta oportunidades para fornecer equipamentos para outros setores, como as indústrias naval, petrolífera, petroquímica, química, entre outras. A diversificação de seu foco já rendeu contratos para construção de módulos estruturais para a P-51 e P-53 e cascos para submarinos da Marinha, além de outros equipamentos.
    Rendeu ainda uma parceria tecnológica com a Wartsila, para comercialização e fabricação de motores de dois tempos para propulsão naval, com base na engenharia e know-how da empresa finlandesa. O foco, mais uma vez, volta-se para a indústria petrolífera, uma vez que há uma renovação da frota da Transpetro e construção de novas unidades flutuantes de produção. Com essa perspectiva, a Nuclep se programa para participar da Rio Oil & Gas 2010 e da OTC 2011, pois nem só de usina nuclear se vive no setor de energia.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *